Queda de braço entre Executivo e Legislativo impede avanços na qualidade do atendimento

- Quinta-Feira - 02/05/2013 Descanso

Intenção é criar função gratificada para profissional médico coordenar as equipes básicas de saúde e assim igualar os proventos dos profissionais

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A Administração de Descanso/SC realizou nesta segunda-feira (29), na sala de audiências da prefeitura, um debate com lideranças de diferentes segmentos da comunidade descansense sobre o projeto que trata do atendimento médico no município. Participaram do encontro integrantes da equipe do governo municipal, vereadores, médicos e profissionais da Secretaria da Saúde, representantes de entidades, imprensa e população em geral. “Estranhamos a não presença dos cinco vereadores de oposição ao governo de Descanso”, lamentou o prefeito Hélio Daltoé (PMDB).
O projeto em discussão cria a função de mais um médico, o quarto profissional da área, para o município, que foi encaminhado para a Câmara de Vereadores em cinco de fevereiro de 2013 e ainda não foi votado. A não colocação em pauta da matéria causa estranheza ao Poder Executivo. “Num ato isolado dos vereadores de oposição, o projeto até agora não foi colocado em discussão. E agora pelo que a Lei me faculta, vamos tomar algumas medidas a partir do início de maio”, revelou o prefeito.
Hélio explica que, a partir destas medidas a serem tomadas, a função gratificada de um médico será transferida para outro médico. Ao mesmo tempo, a Administração aguardará a votação do projeto pelo Poder Legislativo. “Se não for aprovado, nós continuaremos com três médicos, em vez de quatro como prevê o projeto, mas iremos fazer a mudança no sentido de ver se a Câmara de Vereadores se sensibilize e coloque o projeto em votação para termos o quarto médico em Descanso', conclui Daltoé.
Pela proposta, a administração não precisaria mexer no quadro atual de profissionais que atendem a população e o médico Sidney Ceolin faria um trabalho diferenciado de atendimento a comunidade descansense.  

Parlamentares
Para o líder do governo na Câmara, vereador José Alberto Sachetti, o Chico Sachetti (PMDB) o Legislativo Municipal não está observando a legislação em vigor. Conforme o vereador, a lei determina que as Comissões Técnicas Permanentes, em razão da matéria de sua competência, devem discutir e votar as proposições que lhes forem distribuídas sujeitas à deliberação do Plenário.

Já o vereador Márcio Maximino Bortoloto, o Piá do Pipo (PSD), disse que o problema é manter o Dr Sidney Ceolin nos quadros da saúde do município e que a rejeição ao Médico é puramente politica e não profissional.
Por último, o vereador Lenoir Luiz Povala, o Lilo (PMDB), disse que integrantes do governo anterior estão pressionando os vereadores de oposição para engavetar o projeto e assim desqualificar o atendimento da saúde para os munícipes.



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