Camilianos anunciam saída do HRE

- Quinta-Feira - 02/05/2013 Saúde e Bem Estar

A Fundação São Camilo denunciou o contrato com o Governo do Estado e deve deixar a administração do hospital em 60 dias

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São Miguel do Oeste
O diretor geral do Hospital Regional do Extremo-Oeste, Valmor Busnello, reuniu a imprensa ontem e anunciou que a Fundação São Camilo deixa a administração da instituição hospitalar no dia 30 de junho.  Segundo ele, a São Camilo fez um projeto que foi aceito pelo Governo do Estado e que previa que se houvessem causas cíveis, trabalhistas ou criminais, na esfera judicial, estas seriam suportadas pelo Estado de Santa Catarina. Busnello lembra que os camilianos não recebem nada pela administração do hospital e o Estado é que proveria as ações judiciais.
Em dezembro de 2011, foi assinado um termo aditivo no contrato e o Estado alterou as cláusulas, eximindo-se dessa responsabilidade. O diretor do Hospital Regional disse que o termo aditivo foi assinado porque havia pagamentos a serem feitos e o estado não repassaria os valores sem essa renovação. Ficou acertado que o assunto seria discutido mais tarde. Em 2012, foi assinado novo termo aditivo, por seis meses. Agora, foi solicitada uma solução e o Estado concordou em repassar uma taxa de administração de 3% sobre as parcelas, para cobrir custas judiciais.
O governador, todavia, pediu um parecer da Procuradoria Geral do Estado, que deveria ter sido exarado até o dia 31 de março. Como essa prazo foi descumprido, os camilianos romperam o contrato, que vence em 30 de junho, pois necessitam de 60 dias para aviso prévio, antes de rescindir os contratos com médicos e demais servidores do hospital. Valmor Busnello acrescenta que a São Camilo vai continuar negociando com o governador, mas se não houver evolução, a entidade deixa o hospital regional em 30 de junho.
A parcela repassada mensalmente pelo governo é de R$ 2, 3 milhões e a taxa administrativa representaria um montante de R$ 69 mil.

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