Moradores reivindicam indenização de propriedades atingidas na modernização da BR-163

- Quinta-Feira - 15/08/2013 Guaraciaba

img

Mesmo com o tempo instável, mais de 300 pessoas estiveram reunidas na noite desta sexta-feira (09), a partir das 19h15, no pavilhão comunitário da Linha Guataparema.
O público representou os atingidos com a revitalização que acontece na rodovia BR-163, mais de 60 km, desde São Miguel do Oeste/SC até Dionísio Cerqueira/SC.
A reivindicação da comunidade é a indenização das propriedades atingidas com as obras e uma melhor explicação sobre o traçado do trecho revitalizado.
Estiveram presentes ao encontro prefeitos, vereadores, representantes de entidades, lideranças e moradores ao longo da rodovia dos municípios de São Miguel do Oeste, Guaraciaba, São José do Cedro, Guarujá do Sul e Dionísio Cerqueira. Também prestigiou o evento o deputado estadual, Maurício Eskudlark, e o presidente da Ameosc, Hélio Daltoé.
Os atingidos têm dúvidas sobre o valor a ser pago e quando serão feitas as indenizações dos imóveis ocupados na reforma e ampliação da BR-163.
Conforme ofício recebido da Superintendência do Dnit, em 60 dias começam os levantamentos das áreas atingidas e a negociação com os proprietários. Mas, eles têm pressa e querem respostas imediatas e precisas para não perderem seus bens. Uma comissão foi formada, que deve encabeçar as negociações com os órgãos competentes nos próximos dias.

 

Apoio

Único parlamentar presente no evento, o deputado estadual Maurício Eskudlark (PSD), se mostrou preocupado com a falta de informação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes junto aos moradores com relação às indenizações resultantes da obra.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT, que não mandou nenhum representante ao encontro,se manifestou através de um documento, informando que a determinação é para que o trabalho seja executado somente na “faixa de domínio” e que nenhuma propriedade será atingida nos próximos sessenta dias, data limite para que seja finalizado um levantamento dos imóveis que serão atingidos e desapropriados.
 “É uma grande e importante obra, mas é inadmissível que máquinas estejam invadindo a terra de pessoas que moram e tem seus comércios nestes locais a 30, 40 anos, é preciso que antes de qualquer coisa seja feito um diálogo e estas pessoas saibam quando serão atingidas e que tipo de indenização receberão”, falou o deputado lembrando que dezenas de moradores afirmaram que o trabalho realizado ultrapassou o limite permitido invadindo assim as propriedades.

Mais notícias: Guaraciaba

Últimas notícias:

Anúncios

receba o impresso no e-mail em pdf