De novo às urnas

jornal@oimagem.com.br- quinta-feira - 02/10/2014 Editorial


O Brasil vive novamente o frenesi das eleições gerais que vão escolher, domingo, o novo presidente da República, governadores, deputados estaduais, federais e senadores, na chamada festa da democracia. Deveria ser apenas mais uma, mas esta eleição é atípica em todos os sentidos, seja pela enorme matiz de ideologias dos candidatos, muitas vezes conflitantes, ou pelo tom rasteiro dos ataques mútuos entre os principais postulantes ao poder. Desta vez não há como prever o fim. Mesmo os institutos de pesquisa estão baratinados.
A declarada guerra entre Dilma Rousseff, Aécio Neves e a até então temida Marina Silva, além dos candidatos chamados “nanicos”, trouxe ao eleitorado e ao próprio setor econômico do País a intranquilidade acerca do futuro da Nação. No resumo, foi uma campanha dominada pela boataria, invencionices e jogo baixo. Em termos de propostas, no entanto, é a pior eleição dos últimos anos após a retomada da democracia em 1985. Estamos diante de apenas três opções: o continuísmo com o PT, a volta ao passado com o PSDB ou o risco do desconhecido com o PSB. Oxalá, o eleitor possa, pelo menos, escolher dos males o menor.
Enquanto isso, em Santa Catarina a paz reina. Embalado pelas pesquisas que lhe dão vitória quase certa já no primeiro turno, o governador Raimundo Colombo não se preocupou muito em partir para o ataque ou responder a provocações. Esta pode ser a eleição mais calma dos últimos anos no Estado, mesmo porque os candidatos da oposição, ou por falta de propostas ou por baixa densidade eleitoral, não conseguiram decolar e vêm patinando nos números das pesquisas. Então, se não há jeito, que tudo acabe domingo em Santa Catarina, para que voltemos à vida normal e apenas expiemos a luta pelo poder federal.
Por fim, no Extremo-oeste a briga é pela representatividade de uma região que carece de atenção na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Longe do partidarismo que não leva a nada, ou interesses pessoais mesquinhos, é preciso que o eleitor pense no coletivo e saiba dimensionar a importância de ter nos parlamentos estadual e federal alguém comprometido com os anseios deste cantinho do País. Eleição é por um dia, mas seus efeitos duram quatro anos ou mais. Então, usemos o Título de Eleitor não apenas como um documento, mas, sim, como um agente transformador. 
Até a próxima!



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