Os professores estão de volta

jornal@oimagem.com.br- quinta-feira - 05/02/2015 Editorial


Os profissionais da educação estão de volta às escolas. Esta semana está destinada ao planejamento, organização e preparativos para a chegada dos alunos para mais um ano letivo. É um período extremamente importante para a organização do trabalho que dará às crianças, adolescentes e jovens, todos cheios de energia, e as funções de aprender e conviver.
O conhecimento e a capacidade de comunicação são as referências do bom professor, aliado à capacidade de leitura de mundo e do comportamento humano. A formação constante e predisposição às mudanças dos comportamentos e dos valores são fundamentais para que tenha um discurso moderno e na linha do pensamento social. Caso contrário, verá suas aulas desmerecidas e seu discurso não terá eco.
O professor precisa compreender que o significado do conteúdo e da disciplina varia de acordo com as metas e os objetivos de vida de cada um. Caso não se perceba a utilidade, o interesse e o esforço tendem a diminuir à medida que o aluno se pergunta que serventia tem aquilo que o professor lhe ensina. Colocar problemas ou interrogações, despertar a curiosidade dos alunos, mostrando a relevância que pode ter para os mesmos a realização da tarefa, é essencial.
É imperativo que o professor conheça o aluno e sua história de vida. Assim, o educador poderá ficar próximo dele, saber seus interesses e sonhos para, a partir daí, preparar aulas atrativas e significativas que atenderão às necessidades e aos interesses da turma. 
A atividade acadêmica se realiza de forma coletiva e em um contexto social. O professor deve criar um ambiente motivador. Isto significa desenvolver em sala de aula situações de aprendizagem em que o aluno tenha papel ativo na construção do conhecimento, usando adequadamente os recursos didáticos, a avaliação formativa, as estratégias de ensino e o conteúdo, proporcionando atividades desafiadoras etc.
O professor é, por excelência, o principal agente motivador. Precisa estar motivado, ter compromisso pessoal com a educação, demonstrar dedicação, entusiasmo, amor e prazer no que faz. Isto observado e com bons conteúdos, o professor, os alunos e as aulas serão outros.
O educador deve ser aquele que estabelece uma relação de afetividade com o aluno, que busca mobilizar a energia interna do mesmo. Se o clima de calor humano, desenvolvido pelo professor, é percebido no processo de interação, passando a imagem de pessoa digna de confiança, amistosa, é provável que os estudantes se esforcem para corresponder às suas expectativas. Comentários do tipo “você não aprende mesmo!” ou “você não quer nada, não tem jeito!” danificam a autoestima do aluno e reforçam o sentimento de incompetência.
A qualidade das relações que se estabelecem no interior da sala de aula tem implicações na motivação do aluno. As pessoas procuram sentir-se aceitas pelos outros. Podemos chamar isso de motivação de filiação, ou seja, a necessidade que a pessoa tem de se sentir aceita e valorizada.
É preciso levar em consideração que fatores socioeconômicos e biológicos também condicionam a motivação. O professor não pode considerar o problema do desinteresse do aluno apenas como uma questão psicológica. A falta de motivação pode ocorrer, também, pela não satisfação de necessidades como fome, cansaço e afeto. O importante é avaliar cada caso e procurar resolvê-lo na medida do possível.

 



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