A Dívida do brasileiro

- sexta-feira - 10/07/2015 Editorial


É unanimidade entre os economistas que o crédito é uma arma carregada. Bobeou, ela dispara no pé. Ou em outras preciosidades se estiver na cintura. Outros exageram e dizem ser uma granada sem o pino de segurança e pode explodir ao menor descuido e ferir todos à volta.

Inacreditavelmente, o governo brasileiro patrocina uma diretoria do Banco Central que lançou à estratosfera os juros no nosso país. Juros de 13,75% ao ano! Se o mercado diz que como a inflação não é de demanda, esses juros altos não têm eficácia. Mas que teoria segue esses “experts”?

Se esses juros matam o próprio governo e o país, o que dizer então dos juros que o cidadão comum está pagando? O Banco Central divulgou a média dos juros cobrados em maio no crédito rotativo do cartão de crédito: 360,6% ao ano. A taxa é recorde e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo Banco Central. Também tem que destacar os juros do cheque especial: 232%, também um recorde. E o óbvio aconteceu, a família brasileira nunca esteve tão endividada, em abril, o volume de dívidas das famílias passou a 46,30%, o maior porcentual desde janeiro de 2005, quando começou a pesquisa.

O brasileiro está em crise, porém o Estado brasileiro está pior ainda. Isto considerado real, como entender que o BNDES aprovou 12 bilhões de dólares para ditaduras sanguinárias e mega-empreiteiros a juros que perdem para a inflação? Ou seja, nós, os pagadores de impostos, bancamos essa camaradagem. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal têm um poder econômico enorme e podem regular os juros e impulsionar a economia. Se os preços sobem porque a procura aumenta, basta aumentar a oferta. Através da redução de custos, deveria ser a meta nacional. A começar pelo governo.



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