Trabalho Infantil

- terça-feira - 28/07/2015 Editorial

Desde o início, as sociedades permitiram o trabalho infanto-juvenil. O trabalho era considerado uma atividade construtiva e necessária tanto para o sustento de suas famílias quanto para o próprio desenvolvimento das crianças. Com a evolução do capitalismo e consequentemente a ocorrência da Revolução Industrial, as sociedades se viram obrigadas, para conseguir sua sobrevivência, a tratar as crianças e os adolescentes como números que aumentariam a mão de obra e consequentemente à renda familiar.

Na medida da evolução da organização social, as sociedades começaram, gradativamente, a analisar se o trabalho era uma atividade benéfica ou não às crianças. Assim, de forma gradual, foram surgindo em todo o mundo estudos que comprovavam os malefícios trazidos pelo trabalho precoce e movimentos contrários ao trabalho infantil.

Por fim, hoje o que se tem presente é uma grande proteção ao trabalho infantil, com legislações proibitivas e penas severas aos países que não possuem um programa de prevenção e punição àqueles que ainda insistem em explorar a mão de obra infanto-juvenil. Contudo, atualmente, vem surgindo um movimento que a cada dia ganha mais força e que se mostra contrário a essa blindagem que os Estados fizeram, proibindo o trabalho infantil.

O Estado trata pais, professores e empresários como “jeca tatu”, tirando-lhes toda a autonomia e consequentemente a autoridade de decidir sobre o que é salutar para crianças, jovens e adolescentes. Com isso, a ociosidade das crianças gerou um contingente de criminosos, vagabundos e irresponsáveis. Tanto é que hoje, no Brasil as pesquisas apontam 18 milhões de jovens que não trabalham, nem estudam e nem pretendem faze-lo no futuro. Pelo andar da carruagem, num futuro próximo, teremos as cadeias lotadas de jovens e os cemitérios lotados de inocentes.

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