PCH’s minimizando a crise

- quinta-feira - 18/02/2016 Boca no Trombone

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As hidrelétricas (PCH’s) de Paraiso – Linha Prata, Bandeirante e Belmonte estão minimizando a falta de energia elétrica na região, além de contribuírem com o movimento econômico dos respectivos municípios. Conforme o presidente da Companhia, Marco Aurélio Quadros, as PCH’s iniciaram as instalações em 2009, após um longo período de estudos sobre a região. “Acredito que a energia elétrica que está sendo gerada aqui nos municípios é fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região como um todo, pois ela é um bem imprescindível”, destacou.

 Quadros também destacou que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a contar com a energia elétrica e suas comodidades.  Na ocasião, o presidente enfatizou também a contribuição das PCH’s para o desenvolvimento econômico dos municípios por meio dos empregos diretos e indiretos. “Queremos a partir desta inauguração buscar concretizar o nosso objetivo maior que é o de gerar energia durante os próximos 25 anos”, ressaltou.

 Ele ainda reitera que o objetivo da Companhia Energética Rio das Flores é ser reconhecida como empresa modelo de geração de energia. “Acredito que concretizando este nosso objetivo, também vamos concretizar as metas que o município possui em garantir mais empregos à população”, finaliza.

 A época da inauguração, a secretária municipal de Administração de Bandeirante, Cirlei Zimmermann Gobi, lembrou da relação cordial do município com a PCH. “Sempre buscamos colaborar para que esta obra se implantasse em nosso município e, com certeza já vemos resultados na incrementarão do movimento econômico do município e da região”.

 

PCH’s

 

A PCH Prata está localizada no município de Bandeirante e possui barramento a cerca de 22 quilômetros da foz do Rio das Flores. Foi projetada para gerar uma potência instalada de 3 megawatts, contando com um reservatório de aproximadamente 0,155 km² de área inundada.

 A PCH Belmonte está localizada a aproximadamente 2,7 quilômetros da foz do Rio das Flores, região pertencente ao município de Belmonte. Tem como projeto gerar 3,6 megawatt, possuindo um reservatório de 0,416 km² de área inundada.

 A PCH Bandeirante está implantada no Rio das Flores a aproximadamente 19 quilômetros de sua foz, no município de Bandeirante. Foi projetada para gerar 3 megawatt, contando com um reservatório pequeno com cerca de 0,183 km² de área inundada. 

Já a UHE Itapiranga que está em fase de estudos, consta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), previsto para ser concluída em 2017. Localizada no Rio Uruguai, entre os municípios de Itapiranga (SC) e Pinheirinho do Vale (RS). A área alagada atingirá sete municípios - ItapirangaMondaí, e São João do Oeste - em Santa Catarina, e Caiçara, Vicente Dutra e Vista Alegre, no Rio Grande do Sul. Quando concluída, terá capacidade instalada de 724 MW. O projeto inicial previa uma potência de 936 MW. A obra tem investimentos previstos de R$ 1,3 a R$ 2 bilhões. A usina ainda não tem um controlador. A concessão para construí-la ainda será leiloada.

Porém, a referida hidrelétrica, está sofrendo grande pressão dos esquerdopatas e dos fundamentalistas ambientais. Esquerdopatas por que jamais concordaram na construção de uma usina hidrelétrica neste país e fundamentalistas por que não existe negociação, nem meio termo.

Mesmo sabendo que a sua frágil economia está alicerçada no agronegócio, onde um frigorífico de aves é o carro chefe da economia local, não aceitam um empreendimento de R$ 2 bilhões. Mas aceitam as barcas medievais que operam desde os primeiros anos do século passado. Aceitam o isolamento da região celeiro do RS, acreditam que o fim da linha é a Linha Becker, berço nacional da Oktoberfest. Parece mentira, mas não é. Convenceram aquele povo culto, ordeiro e trabalhador de que a solução da energia elétrica da região está no biodigestor movido por dejetos suínos, aquele usado nos tempos de guerra.

Perguntei a um renomado político da região, detentor de um curriculum invejável, sobre o porquê de não defender uma hidrelétrica e uma ponte sobre a barragem, ligando Itapiranga a região celeiro? “Se eu fizer isso, não ganho nenhum voto. Já convenceram todos eles”, respondeu o letrado.

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