O terrível mês de agosto

- sexta-feira - 26/08/2016 Boca no Trombone

Terminadas as Olimpíadas do Rio de Janeiro, chegamos próximo ao término de agosto, mês das grandes transformações políticas, econômicas e sociais. Getúlio Vargas suicidou-se na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954. Em agosto de 1991, os comunistas sovieticos foram golpeados e em agosto de 2016 o esquerdismo brasileiro poderá ser golpeado.

Pesquisa mostra que metade da população não sabe sobre o golpe que completou 25 anos sexta-feira, 19, que levou ao fim da União Soviética e abalou o mundo comunista sonhado pelo alemão Kharl Marx

 

A maioria dos russos desconhece a tentativa de golpe que, entre 19 e 21 de agosto de 1991, tentou afastar do poder o então presidente Mikhail Gorbachev, resultando na desintegração da União Soviética (URSS). O “Golpe de Agosto”, em que membros do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) tentaram frear as reformas de Gorbachev, a Perestroika (reestruturação econômica) e Glasnost (transparência política) que, tornou-se um marco na história contemporânea.

No entanto, a maior catástrofe geopolítica do século 20, conforme descreveu o atual presidente russo Vladimir Putin, está desaparecendo da memória da Rússia, segundo pesquisa realizada pela imprensa local. Cerca de 48% dos entrevistados não se recorda dos fatos daqueles dias tempestuosos. Entre os jovens de 18 e 24 anos, 90% disseram que jamais ouviram falar do fracassado golpe.

Há 25 anos, Gorbachev e o secretário geral do PCUS estavam prestes a firmar um novo tratado que pretendia renovar a União Soviética. A ideia era criar uma confederação de estados soberanos, após uma complicada negociação com as repúblicas soviéticas. Mas, em 19 de agosto de 1991, sob as ordens de altos membros do partido (conhecidos como “Gangue dos Oito”) que se opunham à novidade, deu-se início à tentativa de golpe.

Enquanto caminhões com homens armados transitavam pelas ruas de Moscou, Gorbachev foi isolado em sua casa de verão na Crimeia e declarado totalmente “incapaz” de desenvolver suas funções. Os planos dos golpistas falharam graças aos impressionantes protestos públicos contrários ao ato, a recusa das Forças Armadas em disparar contra os manifestantes e a resistência desempenhada pelo então presidente da República Federativa Socialista Soviética da Rússia, Boris Ieltsin.

A imagem de Ieltsin dirigindo um discurso à multidão em um carro armado tornou-se histórica. Enquanto a imprensa russa não deu importância, pois considerava “pouco relevante”, a foto foi capa dos principais jornais do mundo inteiro. Em 24 de agosto, Gorbachev renunciou ao cargo de secretário-geral do Partido Comunista e no dia 25 Ieltsin nacionalizou todas as propriedades russas do PCUS. Não demorou muito até a pulverização da União Soviética. De suas cinzas, surgiu a Federação Russa.

“Esses fatos foram relevantes para a atualidade por serem percebidos como o nascimento de uma nova Rússia. Mas, aos poucos, tornaram-se uma espécie de vergonha. Para os russos, os acontecimentos “pesados” do século 20 são a Segunda Guerra Mundial e a viagem de Yuri Gagarin, primeiro astronauta a ir ao espaço. O resto começa a desaparecer da memória como histórias de amor mesquinhas”, analisou o cientista político russo Mikhail Vinogvotov.

Desta forma, apenas 7% dos russos lembram do fracassado golpe de Estado, há 25 anos, como um “acontecimento importante” na história da Rússia.

Já no Brasil, pago para ver a nova era com os esquerdopatas fora do centro do poder.

 

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