O fim da era esquerdista

Euclides Staub- quarta-feira - 05/10/2016 Boca no Trombone

Conforme já previsto nesta coluna, corruptos, com raras exceções, foram humilhados nas urnas. Não só no Brasil. Na Colômbia, o eleitorado daquele país disse não no plebiscito realizado também no domingo passado, a uma espécie de anistia aos esquerdopatas que assassinaram centenas de milhares de inocentes em nome da causa. O Brasil fez isso no século passado e agora, após trinta e poucos anos, conseguiu ofuscar a estrela criminosa dos que alardearam luta contra a “ditadura”. Luta na qual não mataram nenhum general, apenas assassinaram soldados rasos.

A venenosa jararaca, agora reduzida à cobra d’água, foi o grande perdedor dessa eleição. Desde quando anunciou fazer a terra tremer, que, ao convocá-lo coercitivamente para depor — o que era, de fato, uma desnecessidade —, Sérgio Moro havia apenas batido no rabo da jararaca e que, para matar a serpente, seria preciso bater na cabeça. Estamos esperando a reação de sua peçonha. De lá para cá, nada se viu. Os atos bisonhos foram se multiplicando.

Lula resolveu sair Brasil afora apoiando candidatos. O resultado, tudo indica, teve efeito contrário. Em companhia de Dilma, o ex-poderoso chefão resolveu fazer campanha, por exemplo, para Alice Portugal, do PCdoB, em Salvador, na disputa contra o prefeito ACM Neto, do DEM. A dupla só serviu para valorizar a robusta vitória de seu desafeto. Dava-se como certo que seria reeleito. Mas com 73,99% dos votos? Lula e Dilma fizeram o favor de emprestar a uma disputa que poderia ter apenas cores locais o sabor de uma vitória de dimensão nacional.

O ex-presidente também andou pelo tal cinturão vermelho de São Paulo. Demonizou coxinhas, falou mal de tucanos, acusou conspirações, disse que tudo não passa de uma campanha para impedi-lo de voltar à Presidência, falou em nome dos trabalhadores, anunciou o corte de direitos trabalhistas, antecipou o fim do mundo. Resultado: no Estado de São Paulo sete prefeituras apenas — em 2012, foram 72. No país, míseras 256, contra 630 há quatro anos.

Mas foi na capital paulista que os esquerdistas encontraram a definição mais acabada do desastre. Nem mesmo os partidários mais entusiasmados do agora prefeito eleito contavam com uma votação tão consagradora. Tudo é inédito nessa conquista: a vitória no primeiro turno, a rapidez da ascensão, o vexame protagonizado pelo petismo.

 

O país dá um sinal maiúsculo de que não aceita mais as bobagens esquerdistas e, para encerrar, Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado de Lula, mas tornado seu filho, com o devido registro e tudo, se candidatou a vereador em São Bernardo. Na campanha sempre deixou claro: “É o filho de Lula!”. O rapaz obteve 1.504 votos. Não foi eleito. Ficou na 58ª colocação. Com outro padrinho, quem sabe na próxima.

Já na nossa região, o eleitorado não votou em partidos, nem em ideologias, votou nas pessoas. Porém, foram implacáveis com os “mal feitos”. Para os eleitos vale lembrar que vencer uma eleição não é como vencer um campeonato de futebol, levantar o troféu e só festa. Vencer a eleição significa estar autorizado a trabalhar quatro anos em prol dos munícipes.

 

 

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