Os federais no Bolsa Família

- terça-feira - 06/12/2016 Boca no Trombone

img

O que era para ser o maior programa de combate à fome e à pobreza extrema no mundo, o Bolsa
Família, está legado aos ladrões e corruptos. Nós sabemos que a responsabilidade é do agente que
cadastrou o abonado no programa. Normalmente, o agente do programa também é agente político e,
como tal, se faz de leitão para mamar deitado. Cadastra os abonados segundo os seus interesses ou
do seu partido e, assim, o projeto, que teria tudo para ser bom, é usado como moeda de troca para
angariar votos ou rechear a própria guaiaca com o dinheiro destinado aos pobres.
O pai do programa foi o Partido dos Trabalhadores (PT). Além dos méritos, lhe rendeu muitos
votos. Porém, na ânsia de se perpetuar no poder, nada fez para coibir e punir os ladrões do programa,
que hoje custo bilhões aos cofres públicos mensalmente.
Hoje, a sociedade brasileira clama por justiça e o próprio judiciário está determinado a passar
o Brasil a limpo e está implacável com os corruptos. O Judiciário, via juiz Sergio Moro, através do
trabalho de procuradores e Políci8a Federal a serviço da Operação Lava Jato, está mandando para a
cadeia milionários que jamais imaginavam ver o sol nascer quadrado.Um inédito cruzamento entre dados do governo e a folha de pagamento do Bolsa Família levou o
Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) a identificar 7.961 servidores federais entre os
beneficiários do programa. Mais de 52% já tiveram os contratos cancelados ou os saques bloqueados.
Todos estão sob a suspeita de subdeclararão de renda.
A “malha fina” faz parte de um trabalho de apuração feito pela pasta ao longo dos últimos quatro meses.
Considerando as bases de dados do governo federal, foram flagradas mais de 1,1 milhão de bolsistas
irregulares. Multiplique-se isso pelo valor pago mensalmente e vamos ter um caminhão de dinheiro.
No caso dos servidores federais, foram analisados os dados do Siape - onde constam registros de
funcionários públicos com vínculos ativos, estagiários, aposentados e pensionistas junto às informações
declaradas pelos inscritos no Cadastro Único, plataforma da Caixa Econômica Federal destinada aos
programas sociais oferecidos pelo governo. De imediato, 759 benefícios de servidores federais foram
bloqueados. Seguem recebendo, mas estão impedidos de sacar o dinheiro.
Já 3.394 benefícios foram totalmente cancelados. É o caso das famílias cuja renda familiar per capita
ultrapassa os R$ 440,00, mais que o dobro do teto exigido para ingresso e permanência no programa, que
é de R$ 170 por membro da família.
Os servidores serão comunicados e terão três meses para comprovar seus rendimentos nos Centros de
Referência da Assistência Social (Cras) de seus municípios. Caso fique comprovado que a suspensão foi
um equívoco, voltarão a receber a mensalidade retroativamente. Entre os quase 8 mil servidores federais
suspeitos, 31% (2.468) são estagiários ou jovens aprendizes, cujo menor salário, referente a 20 horas
semanais, é de R$ 413,33, duas vezes mais que o teto do Bolsa Família.
O ministro Osmar Terra informou que o pente-fino deverá se tornar uma prática mensal. “O objetivo é
separar o joio do trigo. Quem realmente precisa, vai continuar recebendo o benefício”, disse. É claro que
isso excluí os funcionários públicos.
O que eu lamento profundamente é que o dito ministro não prevê ajuste de contas na justiça para os
energúmenos que fraudaram o programa. No ano passado, um levantamento apurou que mais de quinhentos
políticos eleitos ainda não haviam pedido a exclusão do programa e foram convidados a pedir a exclusão.
Roubar ainda é crime neste país e, neste caso, o agravante é roubar o dinheiro destinado aos pobres. Estes,
além de ter que devolver tudo o que receberam indevidamente com juros e correção, deveriam ser penalizados
com uma pesada multa e pelo menos alguns anos de cadeia, além de perderem seus cargos públicos.

Mais notícias: Boca no Trombone

Últimas notícias:

receba o impresso no e-mail em pdf