O pior presidente e seus lacaios na cadeia

- quinta-feira - 12/04/2018 Boca no Trombone

A era lulopetista feriu a democracia brasileira muito mais profundamente do que se tem em geral admitido

img

Alardear que Lula foi o melhor presidente do Brasil é abusar da inteligência da raça humana. Entre as suas bandeiras estavam o “Fome Zero”, mas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fome aumentou. O “Bolsa Família”: as primeiras famílias contempladas ainda estão no programa e nem pretendem sair dele. Ou seja, alimentou os “nem nem”: nem estudam, nem trabalham e nem pretendem fazê-lo no futuro. 
O MST continua sem terra. Num País com mais de 11 milhões de quilômetros quadrados, não conseguiu garantir um quinhão de terra para os que tem vocação agropecuária. Os índios continuam comendo tartarugas e macacos e seus curumins estão nas sinaleiras catando moedas para o seu parco sustento. 
A UNE: Além de invadir e depredar patrimônios públicos e privados, pouco apresentou. A infraestrutura está um caos. Estradas, aeroportos, portos, ferrovias, refinarias, hidrelétricas... Só para roubar. As famílias endividadas por muitos anos. Incentivo à compras com juros muito acima dos de mercado, os mais altos do mundo.
A era lulopetista feriu a democracia brasileira muito mais profundamente do que se tem em geral admitido. Certos aspectos de seu triste legado estão aí bem à mostra: a corrupção sistêmica, cuja radioatividade está longe de terminar, e as insanidades econômicas do governo Dilma, que elevou para mais de doze milhões o número de desempregados.
Um dos piores estragos, do qual não nos livraremos tão cedo, foi, porém, a linguagem da vida pública adotada. Aqui me refiro não apenas ao culto sistemático da mentira e à falsificação ideológica da história, mas também ao uso político de aberrações conceituais, essas não raro endossadas por “companheiros” que se auto-intitulam intelectuais. Desse tipo de falcatrua, o melhor exemplo é a visão de uma sociedade dividida entre “nós” (o povo, os bons, o bem) e “eles” (as “elites”, o mal, a ganância).
Como se vê, a pedra de toque desse discurso é a noção de elite. Ora, uma elite aristocrática, fruto de uma nobreza hereditária, é evidente que o Brasil não possui. Elite, no Brasil, é o agregado constituído pelos ocupantes das posições mais altas em diferentes hierarquias: os políticos eletivos, alta burocracia civil e militar, os empresários mais importantes, o alto clero das diferentes determinações, os intelectuais e cientistas, e assim por diante. Um agrupamento abstrato, meramente estatístico.
Assim compreendida, compondo-se de milhares de indivíduos, a elite é obviamente incapaz de conspirar, e aqui chegamos à ironia das ironias. O grande exemplo de País governado por uma elite conspiratória foi ele mesmo, o PT, que nos ofereceu. Ao se associaram umbilicalmente ao cartel das empreiteiras, Lula & Cia conspiraram o quanto puderam, com requintes de profissionalismo. Se foram finalmente pilhados, isso se explica por duas razões: 1 - O tamanho do animal que pretenderam digerir, a Petrobrás. 2 - A enorme extensão de sua prepotência e de seu sentimento de impunidade.

 

Mais notícias: Boca no Trombone

Últimas notícias: