Últimas BOCA NO TROMBONE

  • O Papai e a Mamãe Noel


    Nunca na História deste país tivemos papais noeis tão generosos. Agraciaram a grande maioria. Seriam todos, não fosse a exclusão do cidadão honesto e trabalhador. Para os africanos foram cerca de US$ 900 milhões em perdão de dívidas. Tudo por uma tentativa de estreitar as relações econômicas com o continente. Entre os 12 países beneficiados estão o Congo-Brazzaville, que tem a maior dívida com o Brasil – cerca de US$ 350 milhões, Tanzânia (US$ 237 milhões) e Zâmbia (US$113 milhões).

    Para o Fidel Castro foi mais de US$ 1 bilhão para o ditador investir no porto de Mariel. Com a expectativa de que em torno do porto surgirá uma zona econômica especial, voltada basicamente para exportações. 

    Na Argentina a estimativa de estoque de investimentos globais brasileiros, entre 1997 e o primeiro semestre de 2011, foi US$ 11.189,75 bilhões. Desse total, segundo dados da embaixada, quase US$ 8 bilhões (US$ 7,7 bilhões) foram investidos entre 2005 e 2011. Sendo, por exemplo, 25% correspondentes ao setor industrial, 18,5% ao petróleo e gás e 10,9% à mineração. Para o índio Evo Morales o governo Dilma liberou 60 milhões para que a Bolívia pudesse enfrentar o déficit energético.

    No Brasil, Dilma e Lula, agraciaram 50 milhões de brasileiros pobres e ricos também, por meio do Bolsa Família. Para as grandes empresas governo federal concedeu R$ 104,043 bilhões em incentivos fiscais e desonerações tributárias ao setor produtivo brasileiro (fabricantes do setor automotivo e eletrodomésticos) em 2014, ante um total de R$ 78 bilhões em 2013, informou a Secretaria da Receita Federal.

    Para os empreiteiros, segundo levantamento feito pelo UOL junto ao Portal da Transparência, entre 2004 e 2013, o governo federal pagou mais de R$ 11 bilhões em valores atualizados para 2013. A maioria delas está envolvida no escândalo do mensalão e petróleo

    A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 1,188 trilhão em 2014, um recuo de 1,79% em relação ao ano anterior, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com os dados divulgados pela Receita Federal.

    Já para o trabalhador honesto, a malvadeza do fator previdenciário continua, o abono salarial e o seguro desemprego não estão sendo pagos em dia. As vagas de emprego estão desaparecendo. A carga tributária é a maior do mundo. A previdência está capenga. O preço dos combustíveis e da energia elétrica está insuportável e, em consequência, a inflação está descontrolada.

    Enquanto isso o Papai Noel não sabe de nada e a Mamãe Noel diz que pagou o Bolsa Família e o “Minha Casa Minha Dívida” com as pedaladas fiscais. Na prática, pegou o dinheiro do próprio banco para pagar as próprias contas. Isso lembra o filho do meu padrinho que depositou o próprio cheque na própria conta.

    Perguntar não ofende: com o nosso trilhão em impostos fizestes o que? Deu para os lacaios? Ou deixaste o cofre aberto para a companheirada se fartar?

    Por isso cada povo tem o governo que merece. Acreditar que apedeuta e ex-guerrilheira pudessem lograr êxito na gestão pública é o mesmo que acreditar em Papai Noel.

    Tenham todos um Feliz Natal e um 2016 repleto de alegria.

     

     

    28/12/2015 Leia...

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  • Governo foge da Lei antiterror como o diabo da cruz


    Acordem, senhores congressistas!

    O jornal Estadão trouxe uma reportagem horripilante no domingo. O Estado Islâmico recruta jovens na América Latina e estende seu proselitismo ao Brasil. O risco é, sim, grande. Hoje, milhares de europeus sem vínculo original com o islamismo participam de ações terroristas na Síria e no Iraque. Trata-se de uma espécie de fenômeno cultural maligno. Parece que o relativismo que tomou conta da cultura ocidental — ambiente que tende a considerar todas as escolhas justificáveis e igualmente válidas — empurra frações da juventude para a busca de um valor absoluto, ainda que seja o terror.

    A coisa pode ser especialmente séria entre nós porque inexiste no país uma lei antiterror. Somos a única democracia relevante do mundo que não prevê pena para ações terroristas. Todas as tentativas de votar um texto com esse conteúdo se mostraram infrutíferas.

    Em maio de 2009, foi preso no país um libanês identificado como “K”, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel.

    Em abril de 2011, o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador da República Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994.

    Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

    A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o Sul do Líbano, atuam em nosso país em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). 

    O jornal Estadão trouxe uma reportagem horripilante no domingo. O Estado Islâmico recruta jovens na América Latina e estende seu proselitismo ao Brasil. O risco é, sim, grande. Hoje, milhares de europeus sem vínculo original com o islamismo participam de ações terroristas na Síria e no Iraque. Trata-se de uma espécie de fenômeno cultural maligno. Parece que o relativismo que tomou conta da cultura ocidental — ambiente que tende a considerar todas as escolhas justificáveis e igualmente válidas — empurra frações da juventude para a busca de um valor absoluto, ainda que seja o terror.

    A coisa pode ser especialmente séria entre nós porque inexiste no país uma lei antiterror. Somos a única democracia relevante do mundo que não prevê pena para ações terroristas. Todas as tentativas de votar um texto com esse conteúdo se mostraram infrutíferas.

    Em maio de 2009, foi preso no país um libanês identificado como “K”, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel.

    Em abril de 2011, o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador da República Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994.

    Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

    A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o Sul do Líbano, atuam em nosso país em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). 

    Documentos obtidos pelo jornal “O Globo” apontam que a parceria entre o terrorismo e o crime organizado teve início em 2006. Traficantes libaneses de cocaína, ligados ao Hezbollah, teriam aberto canais para a venda de armas ao PCC. Quando esses traficantes são presos no Brasil, contam com a proteção da facção criminosa nos presídios.

    E por que o Brasil não tem uma Lei Antiterror? Porque as esquerdas, incluindo os petistas e o MST, não querem. A razão é simples: não seria difícil enquadrar certas práticas de alguns movimentos ditos sociais entre as ações terroristas.

    E por que nada prospera? Porque os ditos “movimentos sociais” consideram que uma lei antiterrorismo tolheria as suas ações. Assim, as esquerdas reivindicam que, caso se vote um texto para punir esse crime, os movimentos sociais sejam considerados, de saída, inimputáveis, isto é: não haveria terrorismo quando os militantes dizem lutar em nome de uma causa.

    11/11/2015 Leia...

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  • Enem


    Prova elaborada por esquerdista, apedeuta sem noção

    Eu gostaria de saber qual o critério para a escolha dos professores para a elaboração das provas do Enem. Certamente não são os professores dos colégios que, apesar dos pesares, os alunos obtiveram as melhores notas. Salvo melhor juízo, devem ser da esquerda herbívora, anticapitalista e dependente de votos, os quais ela mesma qualifica como as “minorias”. Cidadãos do tipo que se matriculam nas universidades públicas para liderarem os sindicatos e o consumo de drogas ilícitas. Ou seja, tumultuar a moral e os bons costumes.

    A polêmica foi o feminismo e o anticapitalismo. O tema da redação foi violência doméstica – e não é preciso ser feminista para reconhecer a relevância desse problema. Porém, além da redação, uma questão reproduzia do trecho da obra de Simone de Beauvoir:

    Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada…

     

    Os alunos não precisavam concordar com a frase, apenas assinalar qual movimento a ideia acima inspirou nos anos 1960 (resposta certa: “igualdade de gênero”. Fácil). Dando um desconto para a primeira frase (é claro que várias pessoas nascem mulheres) e a definição de mulher como um “macho castrado”?

     

     

    O trecho de Simone de Beauvoir reflete a sua vida pessoal. Ou seja: produto de burgueses falidos e frustrados por não possuírem filhos homens na família. E o sistema capitalista, é claro.

    O problema do Enem não foi o toque de feminismo, mas o habitual anticapitalismo. Uma questão, inspirada no geógrafo Milton Santos, está errada. Deveria render processos de estudantes pedindo sua anulação:

     

    A resposta E, a correta, segundo o Enem, é lastimável. A globalização não provoca desemprego, provoca prosperidade. A autossuficiência, como David Ricardo mostrou há quase 200 anos, é a receita mais testada e comprovada para a pobreza. Leva pessoas e países a gastar tempo demais em atividades que não dominam tão bem. A vida é mais fácil se cada um se especializar no que faz melhor (ou com menor custo de oportunidade) e depois trocar o resultado. Paul Krugman, um dos economistas preferidos pela turma da esquerda, tem um excelente texto sobre isso.

    O comércio internacional pode provocar um remanejamento do trabalho,  mas para atividades mais produtivas. Se algum dia existiram alambiques na serra gaúcha, eles faliram quando vinhos da serra apareceram por lá. Milton Santos diria que o desemprego nas vinícolas gaúchas foi provocado pela globalização. Eu prefiro acreditar que os da cana perceberam ser mais fácil deixar com os que conheciam a arte da produção de vinho e se dedicar a algo que eles dominavam melhor – A cachaça.

    As últimas décadas têm provas gigantescas dos benefícios da globalização e do perigo da autossuficiência, ser independente estilo Fidel e lamentar o bloqueio econômico. Países da América Latina, da Ásia e da África que se fecharam ao comércio internacional empobreceram terrivelmente. Ao contrário, aqueles que se globalizaram estão entre os mais ricos do mundo.

    A Índia, inspirada nas ideias de Gandhi, que insistia em fabricar as próprias roupas e queimar produtos ingleses, achou que poderia se virar com grandes indústrias estatais. Conseguiu ficar ainda mais pobre que quando era colônia britânica. Cingapura, Hong Kong e Coreia do Sul fizeram o contrário: se abriram para o mundo. Nos anos 1960, tinham renda per capita similar a dos indianos. Hoje olha para eles. São os países mais ricos – e globalizados – do mundo.

    O Brasil também é um exemplo. Desde 2011 o governo Dilma impõe barreiras de importação, exige cotas de produtos nacionais e faz cara feia a acordos internacionais de livre comércio. Tudo para “preservar empregos ameaçados pela globalização”. Não há notícia de que tenha dado certo. Pelo contrário, o desemprego só aumenta. O protecionismo tirou o Brasil de cadeias globais de produção e evitou que muitas vagas fossem criadas por aqui.

    Vamos pagar um alto preço por confiar a direção do Brasil à esquerda herbívora, infelizmente.

    29/10/2015 Leia...

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  • Só para o general


    Não mudou nada”, diz cubano sobre inauguração de porto 'brasileiro'

     

    Morador de uma vila em Mariel, em Cuba, o pescador Juan Alberto Valdez Rodriguez se diz frustrado com a reforma do porto da cidade, que contou com um empréstimo de US$ 802 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), do Brasil, e ficou a cargo da Construtora Odebrecht, também do Brasil.

    "Não mudou nada. Tudo continua mal", se queixa à Corporação Britânica de Radiodifusão (BBC Brasil). Vinte meses após a abertura do porto, porém, Rodriguez diz que os planos para a zona econômica fracassaram e não houve qualquer melhoria nos arredores. "Se você vai buscar comida no mercado, não há. Se vai buscar frango, não há. Dinheiro, não há."

    A agência que administra a área diz que sete empresas - duas estatais cubanas e cinco pequenas companhias estrangeiras (nenhuma do Brasil) - tiveram seus projetos aprovados e começarão a operar ali em 2016. O financiamento do BNDES ao porto de Mariel se tornou objeto de disputa na última campanha presidencial brasileira. Políticos da oposição, entre os quais o então candidato tucano Aécio Neves, condenaram o repasse de dinheiro público brasileiro à obra.

    Uma funcionária de um órgão estatal cubano diz que tentou se candidatar a vagas de trabalho no porto e em indústrias que venham a se instalar na zona especial, mas que exigências burocráticas lhe fizeram desistir. A seu lado, uma jovem recém-formada em contabilidade conta que pôde se cadastrar no banco de dados, mas jamais foi chamada para entrevistas.

    A possibilidade, porém, ainda é incerta. Analistas dizem que um dos maiores entraves aos investimentos em Mariel é a determinação, prevista na legislação cubana, de que empresas estrangeiras contratem funcionários de cooperativas indicadas pelo governo.

    Os salários pagos no porto hoje são a principal queixa de cubanos que trabalham no empreendimento. Dizem que como técnicos assistentes recebem cerca de 30 pesos cubanos (R$ 116) por mês para jornadas de 12 horas diárias, de segunda a sábado. Para sobreviver, dizem fazer bicos.

    Em entrevista recente ao portal Cuba Debate, a diretora geral da ZED, Ana Teresa Igarza, disse que empresas estrangeiras que se instalem na zona terão liberdade para negociar os salários com os funcionários cubanos. Igarza afirmou que as cinco companhias estrangeiras que tiveram os projetos aprovados para operar ali são pequenas e que muitas empresas grandes com que teve contato atribuem o receio de investir em Mariel ao embargo econômico americano.

     

    Nem todos pretendem esperar. Mesmo ganhando 60 pesos cubanos (R$ 233), o dobro do que recebem seus subordinados, um jovem técnico cubano que trabalha no porto diz à BBC Brasil que o valor não cobriria nem a roupa que ele vestia naquele dia, a camisa do jogador português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

    Ele afirma que só pôde comprar a peça porque seu pai mora em Miami e lhe envia dinheiro todos os meses. O jovem diz que, no ano que vem, se juntará ao pai nos Estados Unidos. "Tudo em Cuba é incerto, não há garantias de que as coisas vão 

    21/10/2015 Leia...

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  • Nobel de literatura e a queda da máscara


    Após a queda da cortina de ferro em 1989, cujo maior símbolo foi o Muro de Berlim, começa também a desmoronar as maravilhas do famigerado comunismo disfarçado de socialismo e democracia. 

     

    Na semana passada, a escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich foi agraciada com o Nobel da Literatura por não se curvar diante do ex-líder soviético Josef Stalin e do atual presidente Vladimir Putin.

    Uma vez consumada a queda da URSS, a autora se dedicou a investigar o fracasso da utopia comunista com “Enfeitiçados” pela Morte, uma reportagem literária sobre o suicídio daqueles que não suportaram o fim do mito socialista (1994).

    Svetlana Alexievich, de 67 anos, é a 14ª mulher a vencer o Nobel de Literatura. A escolha foi divulgada em um evento na cidade de Estocolmo, na Suécia. Além do título, a autora ganha 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,75 milhões).

    Svetlana sempre recorreu ao mesmo método para seus livros documentais, entrevistando durante muitos anos pessoas com experiências dramáticas: soldados soviéticos que retornaram da guerra no Afeganistão ("Zinky boys: Soviet voices from Afghanistan war") ou suicidas ("Enchanted with death").

    Vinda de uma família de professores rurais, Svetlana Alexievich nasceu em 31 de maio de 1948 na cidade de Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, mas cresceu em Belarus. Estudou jornalismo na Universidade de Minsk entre 1967 e 1972. Após a graduação, trabalhou num jornal local na província de Brest. Depois ela voltou para Minsk, onde trabalhou na "Sel’skaja Gazeta", jornal das fazendas coletivas soviéticas.

    Lá, ela reuniu material para seu primeiro livro "War's unwomanly face" (1985), baseado em entrevistas com centenas de mulheres que participaram da Segunda Guerra Mundial.

    SOBRE AS MULHERES

    A proposta do livro de estreia de Svetlana – "War's unwomanly face" (1985), algo como "A guerra não tem uma face feminina" – era registrar relatos de mulheres que lutaram durante a Segunda Guerra Mundial.

    "Tudo o que sabíamos da guerra foi contado pelos homens. Por que as mulheres que suportaram este mundo absolutamente masculino não defenderam sua história, suas palavras e seus sentimentos?", questionou a escritora certa vez.

     

    Sobre a união das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)
     

    Svetlana Alexievich retrata o império soviético de Chernobil ao Afeganistão em livros que não são encontrados em seu país. A escritora não perdoa a visão do "homo sovieticus", incapaz de ser livre.

    "Conheço bem aquele 'homem vermelho': sou eu, as pessoas que me cercam, meus pais", explicou Svetlana em uma ocasião. Mais tarde, completou: "Não desapareceu. E o adeus será muito demorado".

    CENSURADA
    Svetlana Alexievich já foi acusada de "romper a imagem heroica da mulher soviética". Seu primeiro livro, "War's unwomanly face", teve de esperar pela Perestroika, a reforma do sistema aplicada por Mikhail Gorbachev, para ser publicado. Com a obra, alcançou fama em toda a União Soviética e no exterior.

    "Vivemos entre carrascos e vítimas, os carrascos são difíceis de encontrar. As vítimas são nossa sociedade, e são muito numerosas", declarou Alexievich, em entrevista à agência AFP.

    Outro livro que rendeu polêmica foi "Vozes de Chernobyl: A história oral de um desastre nuclear" (1997). Belarus – presidida por Alexander Lukashenko desde 1994, um dos países mais afetados pelas consequências de Chernobyl, onde o tema continua sendo tabu – proibiu o livro. Segundo a vencedora do Nobel, sua obra "não agrada" o presidente.

    "Vivemos sob uma ditadura, há opositores na prisão, a sociedade tem medo e, ao mesmo tempo, é uma vulgar sociedade de consumo. As pessoas não se interessam pela política. É um período difícil", resumiu a escritora à AFP em 2013.

    Os intelectuais bielorrussos também não parecem apreciar as opiniões de Svetlana, que reivindica a "cultura russa" da qual eles desejam distinguir-se e, ao mesmo tempo, passa a maior parte do tempo na Europa ocidental. Sua obra acaba por provocar uma mescla de atração e repulsa no país.

     

    No Brasil, Nobel só quando cair a máscara 

     

     

    Nesse sentido Anita Leocadia Prestes, deu um passo importante. Em seu novo livro critica a atuação do pai Luiz Carlos Prestes, no “justiçamento” realizado pelos revolucionários, em 1936, contra a namorada de um dirigente do Partido Comunista, que culminou com a execução de uma inocente, Elza (Elvira Cupello Caloni). Fundamentalismo ideológico não ganha Nobel. A Argentina tem e o Brasil não tem o cobiçado prêmio.

    15/10/2015 Leia...

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  • 25 anos da queda do muro na Alemanha

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    Vinte e cinco anos depois da queda do “muro da vergonha”, a capital da Alemanha ainda luta para recuperar a unidade e a dignidade. Como um corte na carne da cidade, por mais de três décadas a barreira separou famílias e fez das duas Berlins prisões a céu aberto. A consequência mais imediata desse artificialismo foi a formação, pelo governo pró russo da Alemanha Oriental, de uma polícia duríssima, a Stasi. E, nesse contexto repressivo, o desejo de fuga era mais que natural. Nas quase três décadas de existência do muro, houve 5.075 fugas bem-sucedidas, segundo o canal de TV Deutsche Welle.

    As estatísticas negativas, porém, são mais impressionantes. Segundo a Procuradoria Geral da República da Alemanha, 270 pessoas morreram pelo AK 47 – Fuzil russo - ao tentar escapar para o lado capitalista, e outras 18.300, chamadas de “traidoras da pátria”, foram presas por terem tentado chegar ao lado ocidental.

    Para fugir dos sanguinários comunistas do Leste, valia tudo. Uns embarcavam em balões e ultraleves, outros cavavam túneis. Vários pulavam de prédios que estavam no limite entre as duas Berlins. Carros pequenos eram usados para passar por baixo das traves de segurança, ou grandes para tentar arrebentá-las. Atravessar os rios em embarcações ou a nado era também estratégia frequente. Havia os que optavam por falsificar documentos na tentativa de enganar os soldados da fronteira.

    Para celebrar os 25 anos da reunificação, diferentes cidades da Alemanha estão promovendo eventos. A chanceler Angela Merkel e o presidente Joachim Gauck participaram de uma celebração em Frankfurt. Entre os convidados estão o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Mais de um milhão de pessoas chegaram na cidade, que foi escolhida por causa de um esquema rotativo que promove a festa de reunificação em diferentes Estados a cada ano. Já Berlim, o maior símbolo da divisão da Alemanha durante a Guerra Fria, promoveu uma festa pública em frente ao Portão de Brandemburgo. Outras cidades, como Leipzig e Hanôver, vão promover exposições e debates sobre a reunificação.

     

     

     

     

     

     

     

    Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, assim como a cidade de Berlim, foi “partida” em duas, com os lados oriental comunista russo e ocidental capitalista, (este, dividido em três setores – americano, britânico e francês). Apesar da divisão, a vida cotidiana seguia com certa normalidade. Até que o estilo de vida do lado capitalista, onde as liberdades civis não eram restritas, começou a incomodar alguns cidadãos do lado oriental, que decidiram migrar para Berlim Ocidental. Diante do aumento do número de “fugas”, as autoridades comunistas, entre elas o presidente russo Nikita Kruschev, optaram por dar um basta ao fluxo migratório.

    Na madrugada do dia 13 de agosto de 1961, centenas de trabalhadores levantaram literalmente de uma hora para outra uma barreira que isolou completamente Berlim Ocidental do restante da cidade e do território da Alemanha Oriental. Ninguém da parte comunista da capital alemã podia passar para o outro lado capitalista sem autorização. E poucos tinham esse privilégio. Foram 28 longos anos assim. Até que a RDA (e o comunismo na Europa) começou a declinar e em 9 de novembro de 1989 viu um dos seus principais símbolos ruir.

     

     

    Durante 28 anos, de 1961 a 1989, a população de Berlim, ex-capital do Reich alemão, com mais de três milhões de pessoas, padeceu uma experiência ímpar na história moderna: viu a cidade ser dividida por um imenso muro. Situação de verdadeira esquizofrenia geopolítica que cortou-a em duas partes, cada uma delas governada por regimes políticos ideologicamente inimigos. Abominação provocada pela guerra fria, a grosseira parede foi durante aqueles anos todos o símbolo da rivalidade entre Leste e Oeste e, também, um atestado do fracasso do comunismo real em manter-se como um sistema atraente para a maioria da população alemã.

    Por incrível que pareça, hoje, ainda há esquerdopatas e apedeutas endeusando o regime comunista. A meu ver, o regime comunista foi a desgraça do século passado e agora, em pleno século XXI, ainda há defensores de uma ideologia que massacrou nações inteiras.Grandes nações como a Rússia, China e a própria Alemanha Oriental ao experimentar o novo regime, também experimentaram a fome, a miséria e o confinamento. Hoje restam duas republiquetas comunistas: Cuba dos irmãos Castro e a Coréia do Norte do Kim-Jong-un

     

    08/10/2015 Leia...

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  • Coluna do dia 30 de setembro de 2015


     

     

    01/10/2015 Leia...

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  • Exército Bolivariano poderá atacar


    Foto – Mapa Brasil Bolívia

    Ainda entrincheiradas nas discurseiras dos integrantes dos comandantes invisíveis às tropas regulares, formadas por lavradores que nunca viram uma foice fora dos desfiles do MST e pelegos que suam a camisa apenas no bailão da CUT, acabam de ganhar aliados internacionais que poderão nos matar de rir. Para o bolivariano Nicolás Maduro só falta o papel higiênico. Para o Evo Morales falta adestrar as lhamas para que aumentem o alcance do cuspi e daí transporem as longas fronteiras terrestres do Brasil e se juntarem ao chefe supremo Lula, ao marechal de campo João Pedro Stédile e ao general Vágner Freitas. Inclusive eles já festejaram a entrada das Forças Armadas da Bolívia na ofensiva retórica contra os inimigos da República do Pixuleco.

    Charge Evo Morales e lallama

    “Ouvi dizer que no Brasil há um golpe de Estado contra a companheira Dilma, contra Lula e o PT”, diz Evo Morales num vídeo que registra a iminente mobilização dos batalhões cucarachas. “Irmãos comandantes, oficiais das Forças Armadas do Brasil, enviem o meu recado à sua comandante: não vamos permitir golpes de Estado no Brasil, nem na América do Sul e nem na América Latina. Vamos defender as democracias. E pessoalmente, agiremos para defender Dilma, presidente do Brasil, para defender o Partido dos Trabalhadores”.
    É compreensível que Morales vislumbre conspirações. Até mesmo porque, desde a independência consumada em 1825 naquele país, ocorreram na Bolívia nada menos que 189 golpes de estado ─ um recorde que reduziu há dois anos, em média, a permanência de um chefe de governo no Palácio Quemado. Quem nasce naquelas paragens se torna, ainda no berço, num doutor em golpe de estado e num analfabeto em democracia. Até os curumins de colo sabem que a turma que chegou ao poder à bala é muito mais numerosa que a eleita nas urnas.

    Foto – Refinaria da Petrobras nacionalizada por Evo Morales.

    Os tiroteios domésticos foram tantos e tão frequentes que não sobrou tempo para que aquela gente, permanentemente empenhada em ganhar mais uma guerra civil, aprendesse a vencer adversários estrangeiros. Sempre que se meteu numa aventura bélica, a Bolívia encolheu. Em 1883, com a derrota na Guerra do Pacífico, perdeu para o Chile a faixa litorânea. No começo do século XX, com a derrota na disputa fronteiriça, perdeu o Acre para o Brasil. Em 1955, com o fiasco na guerra contra o Paraguai, perdeu três quartos do Gran Chaco. Hoje mal chega a 1 milhão de quilômetros quadrados que restou dos 2,5 milhões que tinha quando proclamada por Simão Bolívar.

    Foto - General Rui Yutaka Matsuda – Comandante da Brigada Guaicurus

    Os Guaicurus do General Rui Yutaka Matsuda seriam suficientes para repelir um ataque do Lhama de franja, considerando que o índio velho, por falta de litoral, a Marinha simula combates navais nas águas do Lago Titicaca, nascente do Rio Solimões. A frota da Força Aérea do miserável é menor que a de qualquer traficante de cocaína. Se sabe que Bolívia é um Tabajara da América do Sul, e por isso mesmo vive evitando confrontos com cachorro grande. Por que Morales resolveu intrometer-se no quadro político brasileiro? Certamente por achar que todos os habitantes do País do Carnaval são guerrilheiros da horda vermelha.

    Foto – QG da Brigada em Dourados - MS.



    Na cabeça do Lhama de Franja, o país de Lula e Dilma não passa de um grandão abobalhado, que mete o rabo entre as pernas assim que ouve latidos com sotaque bolivariano. Em maio de 2006, por exemplo, Morales confiscou os ativos da Petrobras na Bolívia, ordenou aos funcionários da estatal que dessem o fora e aumentou ilegalmente o preço do gás comprado pelo Brasil. Lula engoliu sem engasgos os desaforos. Há meses, Dilma não deu um pio sobre a busca policial no avião em que o ministro da Defesa, Celso Amorim, na pista do aeroporto de La Paz, aguardava autorização para a decolagem.
    A procissão de atrevimentos, afrontas e provocações rotina da afronta vai acabar tão logo for sepultada a política externa da canalhice, uma das abjeções que tornam incomparavelmente repulsiva a era lulopetista. Evo Morales vai baixar a voz e a Bolívia será tratada pelo Brasil como mais um grotão que teima em enxergar um enviado dos deuses incas onde existe apenas um embusteiro autoritário destinado a produzir coca, sua maior arma para fazer estragos no mundo civilizado.

     

     

    02/09/2015 Leia...

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  • Sementes crioulas


    Bom para os políticos e ruim para os agricultores

    Em 2014, o Brasil elegeu deputados e senadores que renderam ao Congresso Nacional o rótulo de “mais conservador” desde a redemocratização do país. A bancada ruralista na Câmara Federal reelegeu 64% de seus deputados e, no Senado, haverá pelo menos 21 parlamentares afinados com os interesses do setor do agronegócio brasileiro. Enquanto os latifundiários forraram a guaiaca e os cofres públicos com recordes na produção de grãos transgênicos, os pequenos agricultores amargam uma pindaíba com a falsa promessa do milagre das sementes crioulas e o plantio orgânico, livre de fertilizantes e agrotóxicos.

    Durante a Idade Média, quando o excremento dos animais era o adubo, o mundo passou fome. As consequências foram as Cruzadas, pois cada expedição que saía do feudo, menos bocas para alimentar. Hoje, sob o falso pretexto de refugiados, milhares de famintos estão rumando para os países do primeiro mundo, onde a tecnologia consegue alimentar os famintos procedentes de países que investiram em armas e ideologias e se esqueceram da produção de alimentos.

    As sementes de alta qualidade das variedades melhoradas necessitam ser utilizadas pelos agricultores em quantidade para poderem realmente contribuir para a segurança alimentar. Não adianta ter uma sementinha nota dez, necessita-se de bilhões e bilhões de sementinhas da melhor qualidade possível, que muitas vezes não é o ‘dez’, mas deve ser o mais próximo possível. Neste sentido, há um sistema universal em que as sementes, antes de serem oferecidas ao agricultor, são multiplicadas de uma forma tal que mantêm sua qualidade e a semente participa com menos de 10% do custo de produção dos principais cultivos.

    Em 1960, o cultivo de um hectare era suficiente para alimentar duas pessoas, em 1995 um hectare alimentava quatro, e para 2025 um hectare deverá produzir alimentos para cinco pessoas. Como pode ser visto, num período de 35 anos, já se conseguiu duplicar a produção de alimento para atender a demanda. Entretanto, agora, ao contrário do passado, o aumento de 25% na produção de alimentos em 15 anos, deverá ser conseguido na mesma área e muitas vezes em condições cada vez mais adversas, como solos degradados e temperaturas adversas.

    Os ganhos de produtividade são de diversas origens, no entanto, grande parte deve-se aos avanços obtidos com o melhoramento genético. No milho, por exemplo, 40 a 50% dos ganhos desde 1930 nos Estados Unidos são devidos ao manejo agronômico, como aplicação de nitrogênio, agroquímicos, densidade de semeadura e plantio direto, enquanto os outros 50 a 60% são atribuídos ao melhoramento genético. Atualmente, a média de produtividade em milho nos Estados Unidos é próxima de 10t/ha. Na Inglaterra, um amplo estudo, realizado desde 1982, mostra que mais de 90% dos ganhos de produtividade com trigo devem-se ao fitomelhoramento.

    Estamos num mundo globalizado e enfrentamos a necessidade de praticamente duplicar a produção de alimentos nos próximos 40 anos, sem aumentar a área de cultivo, com menos água, mais doenças, pragas e plantas daninhas e com mudanças climáticas. A semente, com certeza, pode ser o caminho para alcançar este desafio, como já fez em outras ocasiões. Para conseguir alcançar seu objetivo, a semente irá, evidentemente, necessitar de altos investimentos em ciência e tecnologia, com políticas de médio e longo prazos, tanto do setor público como do setor privado, bem como com a suficiente sensibilidade da classe política, no sentido de que se deseja diminuir a fome da população, mantendo-se viável o setor agrícola economicamente um agricultor viável. É importante que as políticas sejam tomadas com dados concretos e não apenas com o coração.

     

     

     

     

     

    26/08/2015 Leia...

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  • A falência do ensino público no Brasil


    Hoje é preferível pagar R$ 1.000,00 de mensalidade a uma instituição de ensino particular. Além de ter um ensino de melhor qualidade, a integridade física e moral dos acadêmicos costuma ser preservada

    Somente uma intervenção militar poderá salvar a falência do ensino público no Brasil. A contaminação dos estabelecimentos de ensino público com ideologias antagônicas, combinada com a má gestão esquerdista, levou à falência o tão importante ensino público do país. Sem ele, jamais podemos almejar uma nação de primeiro mundo.

    A gestão dos educandários está alicerçada no superfaturamento e na corrupção e não na falta de recursos. Os governos gastam muito e mal, o dinheiro some num passe de mágica. E o resultado são obras abandonadas e educandários sucateados. Fossem particulares já teriam falido faz tempo.

    O ensino médio, que além ensinar o cidadão para a vida, deveria preparar para o ingresso na universidade. Porém, verifica-se que a preocupação governamental é enviar os jovens para a universidade por meio de cotas e não pelo preparo intelectual.

    A exceção são os colégios militares. O Colégio Militar Feliciano Nunes Pires, em Florianópolis, atingiu o 1º lugar na classificação entre as escolas públicas estaduais e municipais de Santa Catarina com melhores médias no Enem 2014. O desempenho das escolas no Exame realizado no ano passado foi divulgado quarta-feira, 05, pelo Ministério da Educação.

    As aulas naquele educandário são realizadas pensando em algo a mais para o aluno, algum diferencial, além da disciplina e respeito ao professor. Quando o educador entra ou sai da sala de aula, todos os alunos ficam de pé em forma de respeito. O material didático é do MEC, o mesmo usado em qualquer região do país. Exceto kit gay e outras aberrações. A passagem dos alunos para o ensino superior é realizado por uma prova de 200 questões de múltipla escolha.

    Enquanto isso, as vagas das universidades estão sendo preenchidas com cotas para as ditas minorias, que fará do ensino universitário turmas heterogêneas, o que compromete a qualidade da turma. Isso fará do ensino superior público um ambiente absolutamente contaminado pela falência do ensino fundamental e médio, no que diz respeito à péssima formação apresentada pelos estudantes, sem a menor condição intelectual para vivenciar um ambiente universitário de estudos e pesquisas.

    A democratização comunista de acesso ao ensino superior público está prestes a desabrochar no jardim da canalhice esquerdista, mesmo considerando que somos um dos últimos colocados nas avaliações de ciências, matemática e língua pátria por organismos internacionais que avaliam o ensino fundamental e médio do país. Algum comunista estatístico deve ter orientado a canalha comunista da melhor forma de colocar o produto da falência educacional do país dentro das universidades públicas federais.

    O desgoverno investe, desesperadamente, e de forma absolutamente irresponsável e inconsequente, na mudança do papel das instituições de ensino federais, para melhorar ainda mais seu coeficiente eleitoral. Eles não querem correr qualquer risco de perder a boquinha da corrupção e do corporativismo prevaricador, colocando no poder uma terrorista para proteger o seu governo e o do apedeuta retirante das investigações dos crimes cometidos durante os seus desgovernos pelas gangues dos mensaleiros, dos petroleiros e seus cúmplices.

    O objetivo assistencialista-clientelista é muito claro: a compra de votos das vítimas da falência educacional do país para que a terrorista de codinome Estela, hoje presidenta, se mantenha no poder, protegendo o desgoverno petista das necessárias investigações criminais dos seus dois mandatos, que certamente serão empreendidos por um governo de oposição, abrindo as portas de um novo mandato para o desqualificado etílico, que, assim, consolidará seu projeto de poder perpétuo.

    Depois do aparelhamento político durante os desgovernos civis e a transformação das instituições de ensino em uma Ilha da Fantasia de empreguismo para uma academia dominada e possuída pela esquerda apodrecida, as universidades públicas, já em péssimo estado de manutenção e falta de investimentos, se transformam, do seu papel de motor da sociedade do conhecimento, em mais um espúrio instrumento do estelionato eleitoral, descaradamente planejado pelos “intelectuais” do apedeuta que nada vê, nada sabe, nada escuta.

    A piada da adesão voluntária ao novo sistema é grotesca, com reitores do tipo que pagam mais de mil reais por uma lata de lixo para seus gabinetes e com uma foto da ex-guerrilheira vigiando seus compromissos políticos com o maior estelionatário da história política em nosso país.

    Esse é “o cara do Obama”. Enquanto o ensino superior dos EUA se destaca como o grande motor da revolução do conhecimento mundial, onde alunos estudam de maneira desesperada para competirem em um mercado de trabalho extremamente exigente para quem quer assumir alguma posição relevante na sociedade do conhecimento e nas indústrias, no Brasil, as universidades públicas estão se transformando no suporte fisiológico-clientelista de um projeto de poder rigorosamente comprometido com a falência moral e ética da sociedade, seguindo os ditames básicos do socialismo genocida, claramente exemplificados no decálogo leninista.

    Além de tudo isso, transformaram as universidades federais em antros de consumo de drogas, de estupradores, de assaltantes, de vagabundos e bandidos de toda ordem. E a policia? Bem, a policia não pode entrar, pois vai constranger os marginais. Hoje é preferível pagar R$ 1.000,00 de mensalidade a uma instituição de ensino particular. Além de ter um ensino de melhor qualidade, a integridade física e moral dos acadêmicos costuma ser preservada.

    É a ex-terrorista Estela honrando os seus votos obtidos com abuso do poder político e econômico.

     

    12/08/2015 Leia...

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  • Gestão pública nos envergonha


    Em mais de quinhentos anos de História, o Brasil não evoluiu na gestão pública. No velho mundo já era sabido que mandatários tipo Nero, aquele que botou fogo em Roma, nem Calígula, aquele que tratava pedras preciosas para o seu cavalo, nem a Dona Maria, a louca, não poderiam estar à frente da gestão dos países que governavam. A época, acharam uma solução simples e eficaz que agradou a todos: a burguesia sustentava a luxúria dos mandatários e estes faziam leis favoráveis ao comércio. Com esta gestão, o mundo evoluiu da Idade das Trevas para os tempos modernos.

    Hoje, os nossos mandatários querem ser empresários e, salvo melhor juízo, mesmo sem concorrência, não sabem produzir e nem vender combustível, energia elétrica. Aliás, como diz a presidente, nem água não sabem vender. No Brasil é inacreditável que professores, doutores, intelectuais e tantas cabeças pensantes acreditaram que governos apedeutas e ligados a organizações criminosas, que roubavam, matavam e sequestravam, num passado não muito distante, iriam lograr êxito em gestões públicas ou privadas.

    As cabeças pensantes se esqueceram de jargões consagrados, do tipo ‘digas com quem andas e te direi quem és’, ou ‘quem dorme com o cão amanhece com pulgas’. Esqueceram até de Rui Barbosa, o Águia de Haia, que no inicio do século passado proferiu a celebre frase: “Estou cansado de ver tantas nulidades triunfarem”. Sobre os amigos dos esquerdopatas no poder, cito como exemplo os mandatários bolivarianos: Evo Morales, aquele que presenteou o Papa Francisco com a foice e o martelo em forma de cruz; o da Venezuela, que deixou a população sem papel higiênico, e o de Cuba que confisca parte das doações do seu faminto povo, inclusive o das profissionais do sexo.

    E nível de Brasil, o maior expoente da estrela vermelha e da foice e do martelo foi preso pela terceira vez, uma vez na “ditadura” e agora na democracia pela segunda vez. Gestão pública é uma coisa, gestão de organização criminosa é outra coisa. Há quem diga que o mês de agosto será o divisor das famigeradas gestões e garante que o agosto será negro para quem almejava se perpetuar no poder.

    Agosto negro:

    Processos de Impeachment

    Manifestação no dia 16

    Congresso analisa as contas do governo Dilma

    Crise econômica

    CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão

    Redução da quantidade de ministérios

    Análise dos vetos presidenciais

    Projeto dobra a correção do FGTS

    TCU discute as pedaladas fiscais

     

    Vale lembrar que na Democracia, a única forma de alcançar o poder é pelo voto. Portanto, se a gestão não está a contento, a culpa é dos eleitores. Estes, normalmente, justificam: não havia opções! Mas havia. À época poderíamos ter votado em Enéas Carneiro.

     

    Estamos vivendo um momento de apagão de gestão. Precisamos pensar claramente: que tipo de legado estamos deixando para os nossos filhos? Quanto piorou a gestão pública no Brasil? É um quadro preocupante de má qualidade dos serviços prestados.

    Sem a conotação de uma rebelião aberta ou uma insubordinação burocrática, mas também não muito subterrânea e disfarçada, já é possível visualizar no centro do poder uma certa rebeldia de setores governamentais contra determinadas políticas, orientações e discursos oficiais.

    É a reação da burocracia estatal formada pelo funcionalismo com carreira de Estado, incomodados com as ordens superiores que recebem, contrárias ao que eles consideram a melhor forma de gestão pública.

    Portanto, a gestão pública deve ser capitaneada por funcionários de carreira, pois, assim, as nulidades não vão triunfar e também não vão se hospedar na Papuda.

     

     

     

    05/08/2015 Leia...

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  • Lula é a bola da vez


    No mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, o Lula, esbanjou talento em se esquivar da responsabilidade da compra de votos no Congresso Nacional. Agora, o executivo da OAS se oferece para contar à Lava Jato segredos devastadores sobre Lula em troca de benefícios legais. Léo Pinheiro promete revelar, em delação premiada, o que viu, ouviu e fez nos anos em que compartilhou da intimidade do ex-presidente.

    Léo e Lula são bons amigos. Mais do que por amizade, eles se uniram por interesses comuns. Léo era operador da empreiteira OAS em Brasília. Lula era presidente do Brasil e operado pela OAS. Na linguagem dos arranjos de poder baseados na troca de favores, operar significa, em bom português, comprar. Agora operador e operado enfrentam circunstâncias amargas. O operador esteve há até pouco tempo preso em uma penitenciária em Curitiba.

    Em prisão domiciliar, continua enterrado até o pescoço em suspeitas de crimes que podem levá-lo a cumprir pena de dezenas de anos de reclusão. O operado está assustado, mas em liberdade. Em breve, Léo, o operador, vai relatar ao Ministério Público Federal os detalhes de sua convivência com Lula, o operado. Agora, o ganho de um significará a ruína do outro. Léo quer se valer da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a delação premiada, para reduzir drasticamente sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no Petrolão, o gigantesco esquema de corrupção armado na Petrobras para financiar o PT e outros partidos da base aliada do governo. Léo não quer ser operador como Marcos Valério foi no mensalão, pois tem medo de ver o sol nascer quadrado. 

     

    Marcos Valério foi condenado no STF a mais de 40 anos pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa.

     

    Por meio do mecanismo das delações premiadas de donos e altos executivos de empreiteiras, os procuradores já obtiveram indícios que podem levar à condenação de dois ex-ministros da era lulista, Antonio Palocci e José Dirceu. Delatores premiados relataram operações que põem em dúvida até mesmo a santidade dos recursos doados às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e à de Lula em 2006. As informações prestadas permitiram a procuradores e delegados desenhar com precisão inédita na história judicial brasileira o funcionamento do esquema de sangria de dinheiro da Petrobras com o objetivo de financiar a manutenção do grupo político petista no poder.

    É nessa teia finamente tecida pelos procuradores da Operação Lava-Jato que Léo e Lula se encontram. Amigo e confidente de Lula, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. As conversas estão em curso e o cardápio sobre a mesa. Com medo de voltar à cadeia, depois de passar seis meses preso em Curitiba, Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras, exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado. O executivo da OAS se dispôs a explicar como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

    Segundo a grande mídia, Léo Pinheiro teme que outro comparsa use segredos que envolvem Lula para livrar-se da prisão em regime fechado. Sabe que a derradeira porta de saída pode ser aberta por um informante mais ágil. E está convencido de que a perda de qualquer parceiro é infinitamente menos dolorosa do que a perda da liberdade. Valério que o diga.

     

     

    29/07/2015 Leia...

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  • Avaliação dos mandatários na América


    O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, ilha paradisíaca onde está enterrado Pedro Alvares Cabral, e o boliviano Evo Morales, aquele da foice e o martelo para o papa, são os líderes políticos mais bem avaliados na América, de acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto mexicano Consulta Mitofsky. A brasileira Dilma Rousseff aparece na última colocação. Enquanto Medina e Morales possuem 89% e 75% de aprovação da população, respectivamente, a petista aparece na 21ª posição, com apenas 10% de aceitação pública.

    Dilma perdeu para o venezuelano Nicolás Maduro (17ª a 26%) e para o cubano Raúl Castro (7ª a 47%). O americano Barack Obama ocupa a 10ª colocação, com 46%, à frente da argentina Cristina Kirchner (11º lugar, com 40%) e do mexicano Enrique Peña Nieto (12º lugar, com 39%).

    Os cinco melhores colocados, além de Medina e Morales, são o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela (3º lugar, com 63%), o equatoriano Rafael Correa (4º lugar, com 61%) e o nicaraguense Daniel Ortega (5º lugar, com 57%).

    Na outra ponta, além de Dilma, aparecem o peruano Ollanta Humala (20ª posição, com 17%) e o costarriquenho Luis Guillermo Solis (19ª posição, com 20%). De acordo com o instituto que analisa o estado de ânimo e as percepções da população, a média de aprovação na América caiu sete pontos percentuais e passou de 49% para 42%, atingindo a menor nível em uma década.

    Sobre a avaliação de Dilma

    Analistas políticos garantem que há muito mandato e muita acusação pela frente. Em março de 2004, o historiador Boris Fausto (foto) analisou, em entrevista a VEJA, os desdobramentos do caso Waldomiro Diniz, primeiro de uma escalada de escândalos com que o país lamentavelmente acostumou-se a conviver desde que o Partido dos Trabalhadores chegou à Presidência da República. Na época, porém, os brasileiros não imaginavam que os corredores do Planalto escondiam muito mais do que um assessor corrupto, mas um megaesquema de compra de votos de parlamentares,  o Mensalão, que só seria descoberto um ano mais tarde.

    Ainda assim, o autor de estudos clássicos como Revolução de 30 e Crime e Cotidiano já alertava para o "risco de desmoralização do partido mais sólido do Brasil" e para os efeitos disso no campo das ações sociais, bandeira histórica da legenda. Onze anos e dezenas de escândalos depois, Fausto analisa, em conversa com o site de VEJA, os efeitos da crise que parece sem volta na qual o governo Dilma Rousseff mergulhou. Ao analisar como os anos de governo do PT devem entrar para a história, 

    28/07/2015 Leia...

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  • EVASÃO DE DIVISAS

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    Senadores e Fazenda definem projeto para repatriar dinheiro do exterior, entre eles R$ 86,9 milhões do petralha Barusco. Mas a estimativa é que possa haver R$ 200 bilhões de dinheiro não declarado fora do país. Para o rastreamento, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tramita no Congresso Nacional contratou alemães para rastrear dinheiro enviado ao exterior. Coisa de governo fraco. Claro que arianos são mais sérios que esquerdopatas, mas uma intervenção militar seria o ideal.

    A ideia é que a entrada tenha multas e impostos equivalentes a 35% da quantia não declarada; os valores arrecadados seriam destinados a um fundo para abastecer e compensar as perdas dos Estados Federados.

    O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e senadores da base aliada acertaram em um encontro na quinta-feira, 09, a criação de uma série de mudanças na lei que vão permitir que dinheiro de brasileiros no exterior, não declarados à Receita Federal, possa voltar ao país legalmente. A ideia é que a entrada tenha multas e impostos equivalentes a 35% do dinheiro não declarado, segundo a Fazenda.

    De acordo com o senador e líder do PMDB, Eunício Oliveira (PMDB-CE), os senadores vão ouvir outros órgãos do governo, como o Ministério da Justiça, para que o projeto de repatriação não encontre resistências legais. Segundo ele, a origem do dinheiro terá que ser comprovadamente lícita para a repatriação. E o ilícito?

    Os senadores querem aprovar o projeto para viabilizar, com os recursos provenientes da cobrança, mudanças no recolhimento do ICMS, tornando esse imposto mais simples. Os estados que teriam perdas com a mudança do imposto exigem uma compensação, mas não há recursos para isso.

    Segundo o senador Blairo Maggi (PR-MT), a ideia é que uma parte do dinheiro das multas e do imposto de repatriação abasteça um fundo que vai compensar as perdas dos estados. A estimativa é que esse fundo necessite de R$ 600 milhões a R$ 1 bilhão por ano. Porque depositar o dinheiro no exterior se o Brasil paga juros maiores? Quem ama o Brasil, compra no Brasil.

    BOLSA FAMÍLIA

     

    Ministério ainda cobra 500 eleitos em 2012 a devolverem Bolsa Família. A Pasta não entra com processos criminais contra os beneficiários irregulares, mas, caso os pagamentos não sejam ressarcidos, o responsável pela família é inscrito em cadastro negativo. Quanta generosidade com a companheirada!

    Maria de Jesus do Nascimento Lima, 39, esteve cadastrada no Bolsa Família entre 2008 e 2013. Pescadora, moradora de Monção (MA), recebeu R$ 5.448 no período, segundo o governo federal.

    Mas Maria também é Deusa da Rita, eleita vereadora pelo PSL em 2012, com um salário, à época, de R$ 3.450. À Justiça Eleitoral disse ter patrimônio de R$ 136 mil, que inclui dois carros, uma casa e um ponto comercial. O benefício foi cortado e, agora, Deusa da Rita é ré em uma ação por suposto crime de estelionato que tramita na Justiça Federal.

    Como ela, outros 1.700 políticos que ganharam as últimas eleições municipais receberam parcelas do Bolsa Família mesmo após terem sido empossados.

    Esse número leva em conta pessoas cujo benefício foi destinado ao cônjuge. Cerca de 500 não devolveram os recursos sacados e são cobrados administrativamente pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

    No caso de Deusa da Rita, o Ministério Público Federal acionou a Justiça. O procurador Juraci Guimarães Júnior afirma que conseguiu comprovar que ela não preenchia as condições para receber o benefício “mesmo antes de ter sido eleita”.

    Procurada, Deusa da Rita informou, por meio de assessor, que não recebeu mensalidades do Bolsa Família e iria apresentar provas à Justiça.

    Auditoria

    Mesmo com levantamento do ministério, alguns casos suspeitos passaram até o início desse ano. Em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, o vereador Rodrigo Maia, o Rodrigo Cadeirante (PTN), ganha pouco mais de R$ 14 mil, valor bem acima do atual limite de R$ 616 para uma pessoa casada e com dois filhos receber a Bolsa Família.

    Até março deste ano, no entanto, a mulher dele estava cadastrada no programa e era paga mensalmente com o benefício, segundo dados do portal de transparência do governo federal. O caso foi descoberto em auditoria feita pela prefeitura. Ao visitar os endereços dos cadastrados no programa, servidores descobriram que um desses locais era a casa do vereador. Os repasses foram cortados em março.

    O município diz que finaliza a investigação e encaminhará relatório à Polícia Federal e ao Ministério Público.

    O Ministério Desenvolvimento Social bloqueou o pagamento do Bolsa Família a mais de 17.000 servidores públicos responsáveis pela gestão do programa. A suspeita é de que 16.915 funcionários e 183 gestores estejam recebendo o dinheiro de forma irregular. O governo federal determinou aos municípios que investiguem os casos.

    Funcionários públicos podem ser beneficiários do programa, desde que se encaixem nos requisitos: a família precisa ter renda mensal inferior a 154 reais por pessoa. Em nota, o MDS informou que os pagamentos foram bloqueados na folha de junho por "precaução", depois que os processos de controle identificaram a presença dos funcionários públicos entre os beneficiários. Atualmente, 13,7 milhões de famílias no país recebem Bolsa Família. Antes que me perguntem, e a nossa região? Por questões óbvias, prefiro deixar esta tarefa para o Ministério Público.

     

    OS INGLESES

    A revista britânica The Economist publicou um novo editorial sobre o Brasil na edição do final de semana passado. Intitulada "Lidando com Dilma", a publicação aponta os motivos que deixam brasileiros "fartos" da presidente. Para a Economist, Dilma mentiu na campanha e os eleitores estão percebendo que foram vítimas de um "estelionato eleitoral". "Mas um impeachment seria uma má ideia", diz a revista.

    "Não é difícil ver por que os eleitores estão com raiva", afirma a publicação. "Ela presidiu o conselho da Petrobras de 2003 a 2010, quando os promotores dizem acreditar que mais de 800 milhões de dólares foram roubados em propinas e canalizados para os políticos do PT e aliados", diz.

    Além disso, a revista afirma que Dilma venceu as eleições presidenciais de outubro "vendendo uma mentira". "De fato, como muitos eleitores estão percebendo agora, Dilma vendeu uma mentira", diz o texto. A revista diz que os erros cometidos no primeiro mandato de Dilma levaram o Brasil à situação de crise atual, que exige corte de gastos públicos e aumento de impostos e juros. "Some-se a isso o fato de que a campanha de reeleição pode ter sido parcialmente financiada pelo dinheiro roubado da Petrobras. Os brasileiros têm todos os motivos para sentirem que eles foram vítimas de um equivalente político do estelionato", diz o texto.

    Apesar das palavras duras, o editorial da The Economist afirma que o impeachment pode ser "um exagero emocional". "A legislação brasileira considera que presidentes podem ser acusados apenas por atos cometidos durante o atual mandato", diz o texto. "E, ainda que muitos políticos brasileiros achem que a presidente é dogmática ou incompetente, ninguém acredita seriamente que ela enriqueceu. Contraste com Fernando Collor que embolsou o dinheiro."

    O editorial também afirma que as instituições estão trabalhando para punir os criminosos. "Um impeachment iria se transformar em uma caça às bruxas que enfraqueceria as instituições, que ficariam politizadas", diz o texto, que pede que Dilma e o PT assumam as responsabilidades "pela confusão que ela fez no primeiro mandato, em vez de se tornarem mártires do impeachment". 

    "Ter Dilma no gabinete fará com que os brasileiros estejam mais propensos a entender que as velhas políticas é que são as culpadas, não as novas." Na terra da rainha Dilma não se segura no governo uma semana. É como dizia o Nazareno (Personagem do saudoso Chico Anísio), ‘Tá com pena? Leva!

    15/07/2015 Leia...

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  • Uma estrela ofuscada em Washington


     

    A presidente Dilma Rousseff, nesta semana, cumpre extensa agenda nos Estados Unidos da América (EUA). A expectativa era de que os empresários daquele país apostassem os seus dólares nas concessões disfarçadas de privatizações. Porém, o empresariado yanque questionou se o Brasil ainda é um país em desenvolvimento. Faltou humildade para dizer que os problemas brasileiros se resumem a má gestão, combinada com a corrupção de seu desastrado governo.

    Após as desastradas declarações sobre a colaboração dos investigados de desvio de dinheiro da Petrobras á justiça, a presidente mudou o foco da viagem. Brasileiros e americanos procuram entender o que ela quis dizer com:

    “Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora”.

    A primeira frase informa que Dilma resolveu esquecer que foi ela quem sancionou a Lei 12.850, que regulamentou em 2013 o instituto da colaboração premiada. A palavra “delação” não aparece uma única vez no texto A mesma frase revela que Dilma — a exemplo de Marcola, chefão do PCC — só respeita criminosos que escondem as bandidagens que cometeram e a identidade dos mandantes ou comparsas. Gente como João Vaccari Neto e Renato Duque, por exemplo.

    A segunda frase sugere que Dilma não enxerga diferenças entre o governo que preside e o chefiado pelo general Emílio Médici nos anos 70. A terceira insinua  que os quadrilheiros presos em Curitiba têm sido submetidos a selvagens sessões de tortura. Os carrascos são os homens da lei que participam da Operação Lava Jato.

     

    “Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses políticos.”

     

    Podemos observar que a presidente não lembra que transformou a Erenice Guerra em melhor amiga, braço direito e depois sucessora na chefia da Casa Civil; que nem sequer ouviu falar do dossiê forjado para caluniar Fernando Henrique e Ruth Cardoso; que nunca participou de reuniões do Conselho Administrativo da Petrobras por ela presidido anos a fio; que não sabe quem é Lina Vieira; que ignora a existência de qualquer tramoia concebida para revogar calotes fiscais; que nada fez para que o ministério se assemelhasse a um viveiro de corruptos; que conhece só de vista o amigo de infância Fernando Pimentel.

     

     “Há um personagem que a gente não gosta, porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. E ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator”.

    Combinadas, as duas frases informam que, na cabeça da governanta, o Petrolão é a Inconfidência Mineira do Brasil moderno, com Ricardo Pessoa no papel de Joaquim Silvério dos Reis, o traidor. Lula, claro, é Tiradentes. A declarante é a Marília de (José) Dirceu. Os verdugos a serviço da Coroa portuguesa são o juiz Sérgio Moro, os procuradores federais, os policiais federais engajados na Operação Lava Jato, a elite golpista, a imprensa reacionária e FHC.

    Resumindo: segunda-feira, 29 de junho, aparentemente, Dilma tentou lançar-se candidata ao posto de  Madre Teresa do Planalto. Acabou transformando em certeza a suspeita encampada do país que pensa: na mais branda das hipóteses, a presidente da República agiu anos a fio como cúmplice da quadrilha que consumou a maior ladroagem ocorrida desde o dia em que D. Manuel, ‘O Venturoso’, doou a primeira capitania hereditária ao Fernão de Noronha, sogro de Pedro Alvares Cabral, em 1503.
     

    Joaquim Barbosa, o aposentado, classificou a resposta da presidente como uma tentativa de "investir politicamente” contra as leis vigentes. "Caberia à assessoria informar a presidente que: atentar contra o bom funcionamento do Poder Judiciário é crime de responsabilidade!", afirmou o ex-presidente do STF. 

    Afinal, o que Silvério, digo, Pessoa, disse que a comandanta perdeu a elegância e teve a sua estrela ofuscada no firmamento de Washington? Disse ter usado dinheiro adquirido com o esquema de corrupção envolvendo contratos da Petrobras para fazer doações oficiais para:

    - Campanha de Dilma Rousseff em 2014: R$ 7,5 milhões.

    - Campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006: R$ 2,5 milhões.

    - Ministro Edinho Silva (PT), ex-tesoureiro da campanha de Dilma: valor não informado.

    - Ministro Aloizio Mercadante (PT): R$ 250 mil.

    - Senador Fernando Collor (PTB-AL): R$ 20 milhões.

    - Senador Edison Lobão (PMDB-MA): R$ 1 milhão.

    - Senador Gim Argello (PTB-DF): R$ 5 milhões.

    - Senador Ciro Nogueira (PP-PI): R$ 2 milhões.

    - Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP): R$ 200 mil.

    - Senador Benedito de Lira (PP-AL): R$ 400 mil.

    - Deputado José de Fillipi (PT-SP): R$ 750 mil.

    - Deputado Arthur Lira (PP-AL): R$ 1 milhão.

    - Deputado Júlio Delgado (PSB-MG): R$ 150 mil.

    - Deputado Eduardo da Fonte (PP-PE): R$ 300 mil.

    - Prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP): R$ 2,6 milhões.

    - Ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto: R$ 15 milhões.

    - Ex-ministro José Dirceu: R$ 3,2 milhões.

    - Ex-presidente da Transpetro Sergio Machado: R$ 1 milhão.

    01/07/2015 Leia...

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  • Brasil rumo à Venezuela

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    Historicamente, o Brasil jamais colocou os ricos abastados atrás das grades. Cadeia sempre foi para pobre. Quando apareceu Joaquim Barbosa para reverter o quadro, misteriosamente pediu aposentadoria e deu seu lugar na Suprema Corte a um esquerdista de carteirinha. Apareceu então, em Curitiba, no Paraná, o juiz federal Sérgio Moro, que, até agora prendeu somente quem pagou propina, faltando prender os que receberam e enricaram com o dinheiro das estatais, pelas quais os esquerdopatas, marxistas e leninistas tanto lutam. Agora, salvo melhor juízo, a bola da vez é o nobre juiz, como podemos observar no Blog da Cidadania, abaixo.

    (foto do Blog.

    Sim: o autor petista do Blog da Cidadania (!) especula, em tom de ameaça, sobre a vida do juiz que se aproxima do “chefe”.

    A cidadania esquerdista é assim: o retrato da intolerância às leis do Brasil. Em qualquer país do mundo civilizado, o cidadão do blog citado estaria preso preventivamente, mas só não está porque a grande Nação Brasileira foi contaminada pela sarna e lepra comunista. O virus foi espalhado nas escolas que, diga-se de passagem, além do Kid Gay, pouco acrescentou, sem contar com a difamação das Forças Armadas com a famigerada Comissão Nacional da Verdade.

    Inclusive a imprensa local, por ingenuidade ou ignorância, se presta para fazer o serviço sujo da ideologia antagônica, dando o microfone a estrangeiro, conterrâneo do Cesari Baptiste, onde engrossa a veia do pescoço para chamar os adeptos de uma intervenção militar de idiotas. Como esquerdopata não tem cura,

    o Brasil tem jeito. Basta o cidadão se preparar, se informar e não se vender ao depositar o voto na urna. Se alguém lhe oferecer dinheiro e a pindaíba for muito grande, pegue o dinheiro, mas não vote no dito corrupto. Até mesmo porque num regime supostamente democrático, a única forma de se sustentar no poder é através do voto.

    Particularmente, não acredito na revolução do voto num país faminto onde votam analfabetos, presos e ficha suja. Acredito na afirmação do General Mourão, comandante do Comando Militar do Sul: “O Exército não serve ao governo e, sim, à Nação”. Então, o nosso glorioso Exército que não nos deixou na mão na Guerra do Paraguai, na 2ª Guerra Mundial, na Intentona Comunista em 1935 e na Revolução Democrática de 1964, apesar de ter anistiado bandidos nos anos 70, ter se omitido no caso dos anões do orçamento, no tráfico de influências do Paulo Cesar Farias, no mensalão do Partido dos Trabalhadores e no recente Petrolão. É a nossa única esperança. 

    Não no sentido de sai Dilma e Entra General, mas no sentido de interferir na evasão de divisas e saques sistemáticos ao tesouro. Se bem que um governo que não tem 10% de confiança, seria de bom alvitre pegar o boné e virar a esquina. Certamente não o faz para não ser o Celso Daniel de amanhã. A Venezuela seria a opção mais vantajosa para o exílio.

    24/06/2015 Leia...

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  • A volta da CPMF


    O governo precisa do dinheiro roubado

    A má gestão combinada com a corrupção sistemática no governo deixaram a guaiaca pública vazia e uma porção de contas para pagar. Como não conseguem estagnar a pilhagem, a ideia é ressuscitar a já sepultada Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), aquele imposto que a cada cheque, a cada compra, cada movimentação na sua conta bancária, a mão grande governamental morde um pouco.

    Sabem como é, né? Em caso de dificuldade, arranque mais dinheiro da sociedade. Afinal, os companheiros precisam sustentar suas pantomimas e o dinheiro tem de sair de algum lugar.

    A presidente Dilma Rousseff autorizou seu ministro da Saúde, Arthur Chioro, a fazer proselitismo por aí em favor da volta da CPMF. Agora, ele busca o apoio dos governadores e, segundo disse no Congresso do PT, já conversou com a maioria deles. “É preciso dar sustentabilidade ao sistema. E o partido já mostrou o caminho.” O governo deve apresentar a sua proposta no segundo semestre, durante a Conferência de Saúde.

    Uma das ideias é estabelecer um piso de movimentação a partir do qual se cobraria o imposto. É impossível! Não tem jeito. A única forma de aplicar esse tipo de taxação é mesmo fazê-la incidir sobre qualquer movimentação.

    Dilma foi eleita faze sete meses. Prometeu mundos na área da saúde, mas não disse de onde sairiam os fundos. Ora, deveria ter anunciado ao distinto eleitor que pretendia recriar a CPMF. Não disse. A conversa é parte do estelionato. Não sou contra a dita CPMF estou com medo de que a dita-cuja vai parar nas mãos sujas petralhas e a saúde dos brasileiros continue a mesma.

    Eu sugiro não cobrar os 0,5 % e sim 1% para pessoa física e 5% para a pessoa jurídica e esquecer os demais impostos, tachas, tributos e outras malvadezas. Há economistas dizendo que a arrecadação em tributos e impostos iria triplicar. Portanto, fácil de fiscalizar e difícil de sonegar. Mas isso não interessa a um governo ladrão e corrupto.

    18/06/2015 Leia...

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  • Somos todos iguais perante a Lei?


    Empregada doméstica e seus direitos

     

    Na semana passada, o Congresso Nacional aprovou os direitos trabalhistas também para os domésticos e domésticas. O governo golpista vai tirar R$ 14 bi dos trabalhadores não domésticos e conceder direitos aos domésticos e que deveriam ter sido dados desde a promulgação da Constituição de 1988. Tivessem dado o direito igual aos demais trabalhadores, como reza a Constituição, os domésticos teriam uma pequena fortuna em Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e muitos estariam aposentados de forma digna, inclusive com casa própria, sem o famigerado ‘Minha Casa Minha Dívida’, digo, Vida.

    A malvadeza consiste em se apropriar de 14 bi dos trabalhadores mais pobres, aqueles com carteira assinada. Sim, dos que menos ganham. Até mesmo porque médicos, dentistas, advogados, etc. não tem carteira assinada, pois são profissionais liberais. A sutileza da mão grande governamental está nas novas dificuldades em obter o abono salaria, na pensão das viúvas (os) e do Seguro Desemprego, aquele que garante o leite das crianças quando você está desempregado.

    Em troca, vão pedir o seu voto e garantir que ajudaram 5 milhões de empregadas domésticas, na sua maioria mulheres negras, e lhes garantem que a Lei Aurea, de 1888, finalmente foi estendida às domésticas. Enquanto isso, aninhados em Brasília, a governanta não abre mão dos seus 39 ministérios para agradar ao seu partido e aos outros também. Aumentou o Fundo partidário e o mensalão continua, não nos moldes de Lula, que pagava em dinheiro vivo, mas distribuindo cargos para a base aliada, entre eles muitos fantasmas.

     

     

     

     

     

    11/06/2015 Leia...

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  • O fim de um ciclo político e econômico


    O Brasil está vivendo o fim de um ciclo político e econômico, do qual pode emergir uma grande mudança na sociedade, com o Estado deixando de ser o grande indutor da economia. Nesse processo de mudança no jogo político, aparecerão boas lideranças com o setor privado sendo a força maior na economia. Para que isso aconteça, é necessário um ciclo de reformas até mais abrangentes do que aquelas realizadas no governo FHC. O Fernando Henrique reformou o Estado, mas agora temos que reformar as instituições que regulam o setor privado.
    Esse ciclo vai ficar muito claro nas eleições para prefeito no ano que vem, especialmente porque neste período deve ocorrer um pico de desemprego. É nesse momento que outros partidos vão ter que entrar com uma agenda de futuro. É uma agenda muito mais difícil do que encontrou FHC, mas é factível porque a sociedade mudou.

    O aumento de renda da população se fez pela via da transferência de renda e não pela produtividade. O grande desafio do Brasil é aumentar a produtividade. Da forma como está, vai mal. Houve avanços, pelos quais a sociedade passou nos últimos anos, especialmente do ponto de vista tecnológico, mas sob a ótica política faltam novas lideranças. O presidencialismo de coalizão está esgotado. A solução é o ajuste fiscal ser intensivo, profundo e rápido para voltarmos a crescer no ano que vem. O País passa por uma crise econômica, política e de credibilidade ao mesmo tempo.
    As crises têm um fator positivo. Se é verdade que em um curto prazo a cidadania, a população, os agentes econômicos e as industriais sofrem, é verdade também que a crise força que tudo se organize, se ajeite. Vamos ter alguns meses de uma crise bastante chata, dolorida para muitas pessoas, mas, a longo prazo, é possível que a gente consiga se reestruturar e reorganizar o nosso sistema político e econômico.

     

    28/05/2015 Leia...

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  • Dura Lex, Sed Lex


    A Lei é dura, porém, é a Lei.  Ainda mais para quem precisa captar recursos para partidos políticos. Estou com muita pena do ex-tesoureiro do PT, o agora encarcerado João Vaccari Neto. Fez tudo o que o partido precisava e agora teve de assinar sua carta de demissão sem a ter escrito. Tesoureiro de partido, especialmente do PT, é coisa para mártires. O sujeito faz o trabalho sujo, beneficia os grandes das suas hostes e, quando tudo é descoberto, pelo bem da causa, deve cair sozinho. A regra do jogo manda que seja abandonado e fique de bico calado.
    Delúbio Soares “morreu” assim. Será que Vaccari tem vocação para herói? Suportará as longas horas amargas sem cair na tentação de uma delação premiada?
    Vaccari conseguiu milhões para os cofres petistas. Era um mágico. Fazia jorrar dinheiro nas campanhas. Ninguém, obviamente, sabia como ele operava os seus milagres. Devia estar no contrato que nem cabia contar como agia para evitar o comprometimento dos chefes. Parte do PT queria mantê-lo na função, mesmo atrás das grades, para não passar recibo de culpa no cartório ou por gratidão. Não há espaço para isso. Um herói deve explodir-se pela causa do partido ,tendo como única recompensa as virgens do paraíso. 
    Foram só milhões, ou bilhões, obtidos como “doações legais”. Quem poderia imaginar algum ilícito por trás disso? Só o juiz Sérgio Moro. Partidos já ensaiaram o refrão: o sistema atual obriga a agir assim.
    Tesoureiro do PT é função de alta periculosidade. Será que Vaccari recebia alguma gratificação por insalubridade? O ex-bancário, pelo que se sabe, é um alquimista. Fez da legislação de doações de campanha um meio de lavar propinas sujas de petróleo, legalizando o ilegal com a chancela involuntária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
    Um gênio. Além de tudo, generoso. Compartilhou a metodologia com o PP e o PMDB, entre outros.
    Eu, no lugar do Vaccari, contaria tudo. Botaria a boca no trombone. Vaccari dificilmente fará isso. Deve ser um militante disciplinado. Certamente leu textos edificantes sobre camaradas que se sacrificaram pelo proletariado em lutas do passado. Insistirá na tese de que há um complô do juiz Moro consistindo em tentar transformar doações legais em ilegais para criminalizar o PT. Se precisar, acusará a CIA. Sonhará a cada noite com Lula estendendo-lhe a mão na hora derradeira. 
    A política brasileira é a arte de transformar o ilegal em legal e de “sacrificar-se” pela causa que não existe mais.

     

    24/04/2015 Leia...

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