Últimas BOCA NO TROMBONE

  • Rumo ao Planalto


    Muita gente sonhando com a volta do apedeuta Lula da Silva ao Palácio do Planalto. A meu ver é a mesma coisa que um porco sonhar com uma lavoura de milho. Pelo que tudo indica, a era da enganação já passou. O eleitorado está mais informado, o judiciário mais atento e, em consequência, ladrões, corruptos, ignorantes e malfeitores terão mais dificuldades no pleito vindouro, apesar de que, ao longo da História Republicana, os eleitores não tiraram as ovelhas negras do centro do poder por meio do voto.

    A tendência é a divisão do eleitorado entre extrema esquerda, com Lula, e extrema direita, com Jair Bolsonaro. Ou seja, coxinhas X pão com mortadela. Aliás, os pães com mortadela levaram um duro golpe com a reforma trabalhista. Não é mais obrigatório pagar um dia de trabalho para os sindicatos, os quais se valiam desta contribuição para custear o pão com mortadela nas mobilizações para fazer baderna.

    Já os expoentes da esquerda e direita estão visitando os seu currais eleitorais. Lula está militando na terra sem lei. A caravana do ex-presidente , entre os dias 4 e 8 de dezembro, escolheu a dedo a região onde impera o crime. Todas são grandes colégios eleitorais. O objetivo dos petistas no Rio de Janeiro é vacinar as classes populares contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que, no estado, aparece empatado com Lula em algumas pesquisas.

    Foto: Caravanas de Lula pelo Nordeste estão cada vez mais vazias

    O roteiro de viagem inclui Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu e a Zona Oeste da capital. Embora não seja grande centro urbano, Maricá será visitada pelo ex-presidente. Na cidade, moram sua filha, Lurian, e sua neta, Bia, ambas militantes do PT.

    Por outro lado, Bolsonaro está direcionando a sua agenda para cidades onde é convidado. Também, Bolsonaro escalou o time de parlamentares que vai ajudá-lo a se defender das acusações de injúria e apologia ao crime atribuídas a ele pela petista Maria do Rosário (RS). Bolsonaro indicou como testemunhas de defesa o senador Magno Malta (PR-ES) e os deputados Pastor Eurico (PHS-PE), Rogério Marinho (PSDB-RN) e Sílvio Torres (PSDB-SP).

    O ministro Luiz Fux, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou intimá-los. Tudo isso para não dar R$ 10 mil para a “jiguera”, pois assim acredita que irá limitar ainda mais o pão com mortadela. Diante disso, podemos concluir que o sonho Lula está cada vez mais distante.

     

    27/11/2017 Leia...

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  • 2016 acabou


    O ano acabou com duas mudanças importantes. A primeira assombrou os corruptos de colarinho branco. Milionários que enricaram às custas do povo ordeiro e trabalhador irão passar o Natal e ano novo atrás das grades. Eles jamais imaginaram passar pelo crivo do judiciário e se hospedar em presídios, assim como, até então, os ladrões de galinhas. E a segunda mudança foi o fato da grande maioria não mais acreditar nas lorotas dos esquerdopatas. Eles endeusaram, até então, terroristas e marginais da pior espécie. Hoje o povo não acredita que apedeutas e bandidos do passado possam lograr êxito em alguma gestão.

    Porém, estamos muito distante da luz no fundo do túnel. A reforma da Previdência, por exemplo, está sendo arquitetada, a meu ver, por jurássicos sem noção. Eles vão para os países do primeiro mundo, onde a maioria deles tem grandes somas depositadas e de lá querem copiar o modelo. Se esquecem dos nossos 10 milhões de desempregados, na sua grande maioria jovens. Se estes jovens estivessem empregados, estariam contribuindo. Logo, o rombo seria menor.

    Os militares ficarão de fora da reforma da Previdência, mas este deveria ser o modelo, tanto na gestão pública como na privada. Todos pagam plano de saúde, contribuem na inatividade, todos passam por teste seletivo ou concurso público, não tem seus salários reduzidos quando da passagem para a inatividade e podem ser convocados em caso de necessidade. Têm direito a honras fúnebres, privilegiam as filhas e viúvas, acesso facilitado à moradia, seguros, assistência médica, odontológica, religiosa, psicológica, acesso a hospitais de todas as complexidades, entre outros. Que beleza! È o sonho de todo brasileiro.

    Porém, pra você ter acesso a estas bondades todas, deves te abster de algumas malvadezas e vantagens em relação ao proletariado em geral: não fazer baderna, nem greve, não cobrar hora extra, FGTS, seguro desemprego, periculosidade, insalubridade, zelar pela hierarquia e disciplina, estar 24 horas por dia à disposição da instituição. Não se perpetuar no poder e quando atingir a idade limite, dar lugar aos outros, entre outros sacrifícios. Os jurássicos só não copiam o modelo por que a politicagem necessita do proletariado para massa de manobra.

    No judiciário não é diferente. A Suprema Corte é composta por anciãos que, muitas vezes, não têm certeza e nem convicção de suas decisões. Eles deveriam dar lugar aos mais jovens. Nas grandes empresas é assim. Por que no serviço público tem que ser diferente?

    Os jurássicos do Judiciário, Legislativo e do Executivo estão sempre em rota de colisão. A tal harmonia não existe e está bem pior do que nos anos de chumbo. Tanto o presidente da República, Michel Temer, quanto o líder da oposição, mesmo vivendo no meio de toda essa sujeira que tanto nos assusta, mantêm intacta sua pureza. Lula conviveu dezenas de anos com José Dirceu, Delúbio, Marcelo Odebrecht, todos já condenados por corrupção e proclama que é inocente. Aliás, nem sabia de nada. Temer presidiu o PMDB de Eduardo Cunha por quinze anos, teve convívio próximo com os seis ministros que se afastaram por problemas judiciais. Admite ter recebido um empresário do ramo de doações ilícitas, mas garante que não tratou disso com ele. É inocente, diz.

    Como, a maioria do povo brasileiro, não acredita mais em jurássicos, apedeutas, esquerdopatas, guerrilheiros, terroristas, coronéis e bandidos do passado, eu aposto em caras novas para as eleições vindouras. Entre eles estão Jair Bolsonaro, Dr. Hollywood, João Dória ou Roberto Justos. Estes, já estão cotados para candidatos em 2018. E você, em quem aposta?

    05/01/2017 Leia...

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  • Os federais no Bolsa Família

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    O que era para ser o maior programa de combate à fome e à pobreza extrema no mundo, o Bolsa
    Família, está legado aos ladrões e corruptos. Nós sabemos que a responsabilidade é do agente que
    cadastrou o abonado no programa. Normalmente, o agente do programa também é agente político e,
    como tal, se faz de leitão para mamar deitado. Cadastra os abonados segundo os seus interesses ou
    do seu partido e, assim, o projeto, que teria tudo para ser bom, é usado como moeda de troca para
    angariar votos ou rechear a própria guaiaca com o dinheiro destinado aos pobres.
    O pai do programa foi o Partido dos Trabalhadores (PT). Além dos méritos, lhe rendeu muitos
    votos. Porém, na ânsia de se perpetuar no poder, nada fez para coibir e punir os ladrões do programa,
    que hoje custo bilhões aos cofres públicos mensalmente.
    Hoje, a sociedade brasileira clama por justiça e o próprio judiciário está determinado a passar
    o Brasil a limpo e está implacável com os corruptos. O Judiciário, via juiz Sergio Moro, através do
    trabalho de procuradores e Políci8a Federal a serviço da Operação Lava Jato, está mandando para a
    cadeia milionários que jamais imaginavam ver o sol nascer quadrado.Um inédito cruzamento entre dados do governo e a folha de pagamento do Bolsa Família levou o
    Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) a identificar 7.961 servidores federais entre os
    beneficiários do programa. Mais de 52% já tiveram os contratos cancelados ou os saques bloqueados.
    Todos estão sob a suspeita de subdeclararão de renda.
    A “malha fina” faz parte de um trabalho de apuração feito pela pasta ao longo dos últimos quatro meses.
    Considerando as bases de dados do governo federal, foram flagradas mais de 1,1 milhão de bolsistas
    irregulares. Multiplique-se isso pelo valor pago mensalmente e vamos ter um caminhão de dinheiro.
    No caso dos servidores federais, foram analisados os dados do Siape - onde constam registros de
    funcionários públicos com vínculos ativos, estagiários, aposentados e pensionistas junto às informações
    declaradas pelos inscritos no Cadastro Único, plataforma da Caixa Econômica Federal destinada aos
    programas sociais oferecidos pelo governo. De imediato, 759 benefícios de servidores federais foram
    bloqueados. Seguem recebendo, mas estão impedidos de sacar o dinheiro.
    Já 3.394 benefícios foram totalmente cancelados. É o caso das famílias cuja renda familiar per capita
    ultrapassa os R$ 440,00, mais que o dobro do teto exigido para ingresso e permanência no programa, que
    é de R$ 170 por membro da família.
    Os servidores serão comunicados e terão três meses para comprovar seus rendimentos nos Centros de
    Referência da Assistência Social (Cras) de seus municípios. Caso fique comprovado que a suspensão foi
    um equívoco, voltarão a receber a mensalidade retroativamente. Entre os quase 8 mil servidores federais
    suspeitos, 31% (2.468) são estagiários ou jovens aprendizes, cujo menor salário, referente a 20 horas
    semanais, é de R$ 413,33, duas vezes mais que o teto do Bolsa Família.
    O ministro Osmar Terra informou que o pente-fino deverá se tornar uma prática mensal. “O objetivo é
    separar o joio do trigo. Quem realmente precisa, vai continuar recebendo o benefício”, disse. É claro que
    isso excluí os funcionários públicos.
    O que eu lamento profundamente é que o dito ministro não prevê ajuste de contas na justiça para os
    energúmenos que fraudaram o programa. No ano passado, um levantamento apurou que mais de quinhentos
    políticos eleitos ainda não haviam pedido a exclusão do programa e foram convidados a pedir a exclusão.
    Roubar ainda é crime neste país e, neste caso, o agravante é roubar o dinheiro destinado aos pobres. Estes,
    além de ter que devolver tudo o que receberam indevidamente com juros e correção, deveriam ser penalizados
    com uma pesada multa e pelo menos alguns anos de cadeia, além de perderem seus cargos públicos.

    06/12/2016 Leia...

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  • Os alunos bisonhos


    Setores da imprensa decidiram transformar em heroína a estudante Ana Júlia Pires Ribeiro, que integra o grupelho de invasores de uma escola pública no Paraná. Num discurso na Assembleia, essa garota acusou os deputados de estarem “com as mãos sujas de sangue”. Foi interrompida, e com razão, pelo presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), que afirmou que não toleraria ofensa aos deputados.

    Mais tarde, soube-se que a dita estudante havia sido meticulosamente treinada pelo pai para fazer o tal discurso. E o pai, nada mais é que um militante filiado ao PT do Paraná. Ou seja: usou a própria filha para tentar impor suas convicções ideológicas, assim como os professores doutrinadores de mentes incautas.

    O deputado esqueceu de informar para aquela fedelha que os deputados aprovaram a PEC 241 com 2/3 dos votos, votos que os bisonhos não têm para legitimar a invasão e depredação do patrimônio que não é dos bisonhos, mas de todos.

    Também esqueceram de informar aos bisonhos que a PEC não se limita em restringir gastos da saúde e da educação. Os próprios legisladores não poderão mais votar os seus respectivos aumentos de salário na calada da noite. Não vai adiantar os condutores e amestradores de alunos fazer greve por aumento de salário, porque não vão receber nada além do previsto na PEC.

    As invasões nas escolas do Paraná só teve um resultado prático. Um adolescente de 16 anos foi assassinado a facada por outro adolescente de 17, no Colégio Safel, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.  Ele teve ferimentos na clavícula e na barriga, e já estava em óbito quando os socorristas chegaram ao local. De acordo com a polícia, os adolescentes estavam usando drogas juntos quando ocorreu o assassinato, dentro da escola.

    Vale lembrar aos bisonhos que, no próximo ano, ou a partir de 2018, estarão à procura de emprego. Terão que garimpar o emprego nas empresas privadas ou nos concursos públicos. O empresário dá emprego para quem ele quiser e para baderneiro normalmente não dá. Já no setor público você deve estar preparado intelectualmente. E invasor não prepara nem para o Enem e muito menos para concurso público.

    Mas o Estatuto da Criança e do Adolescente nos diz que a responsabilidade pelos nossas crianças e adolescentes é da sociedade, da família e do Estado. Os 2/3 dos legisladores podem mudar, inclusive, o famigerado Estatuto. Pode ser alterado e a redução da maioridade penal e a Lei Antiterrorismo é uma questão de tempo.

    Estamos numa Democracia. Se você quer ser analfabeto funcional, pode; se quiser ficar eternamente no Bolsa Família, pode; se quiser se contentar com pouco, conforme orientação de um certo padreco, na igreja construída por um povo ordeiro e trabalhador, pode.

    Porém, se você estiver sonhando com casa, apartamento, carro, moto, família, andar com as próprias pernas e não se contentar com esmolas governamentais, então estude.

     

     

    04/11/2016 Leia...

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  • Voltamos ao tempo da "Dita Dura"


    Para muita gente a ficha ainda não caiu. Mas, a bem da verdade, o tempo em que abonados contavam com punições brandas está com os dias contados. Os intocáveis são uma raça em extinção e, pelo que tudo indica, vai valer o “somos todos iguais perante a Lei”, conforme reza a Constituição. É o que o povão almeja.

    A ação da Polícia Federal, Justiça Federal e Ministério Público Federal pôs sob nova perspectiva dois temas que costumam incendiar o debate: a mudança da lei que combate o abuso de autoridade e o foro especial por prerrogativa de função. Políticos de direita e de esquerda, se fazendo de “leitão pra mamar deitado”, costumam sair por aí alardeando contra o foro especial por prerrogativa de função, atribuindo a ele a origem da impunidade. É uma tolice. Até o ministro do STF, Roberto Barroso, dia desses saiu-se com essa, mas nesse caso é uma bobice de esquerda.

    O episódio de sexta, 28, ilustra bem o que poderia advir. O juiz de Serra do Rola Moça do Oeste talvez achasse por bem prender um deputado ou senador. Por que não? Ou porque deu vontade? Ou porque não gosta do dito-cujo? Ou porque, nessas nossas imensas solidões morais, as famílias são inimigas ancestrais nos sertões mentais que ainda nos ameaçam.

    Quando um juiz de Brasília manda a Polícia Federal invadir o Senado, sem atentar nem mesmo para a simbologia, a gente tem um emblema do que poderia acontecer. Viver-se-ia sob o império do medo. Em muitos aspectos, isso já está em curso hoje em razão da Lei da Ficha Limpa.

    Nesses anos todos, podem procurar, mas vocês não encontrarão a defesa do fim do foro especial. Quero leis mais duras para combater corruptos, quero um número menor de recursos, quero mais celeridade nas punições como todo mundo. Mas acho que o foro por prerrogativa de função tem de ser mantido, sim. Sob pena de termos jeca tatus aventureiros processando o presidente da República a cada momento.

    Sobre o abuso de autoridade, há uma gritaria absurda contra a lei que pune. Na esteira desse debate, já há uma frente que pede até que a Procuradoria-Geral da República represente contra o ministro Gilmar Mendes. O pretexto falacioso é que um texto de 2009 teria o objetivo de combater a Lava Jato, que é de 2014. A coisa parece piada? Parece piada, mas é assim.

    O caso da invasão do Senado pela Polícia Federal se encaixaria na lei? Não! Não se encaixaria. As faltas lá previstas, que podem levar a uma eventual punição, são muito mais graves. Mas os que pretendem atuar acima e à margem da lei, ainda que alegando o nosso bem, estão inconformados. Porém, a Democracia tem regras e as regras estão na Lei.

    31/10/2016 Leia...

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  • A Petrobras é deles


    Meus leitores esquerdistas garantem que a Petrobras é nossa. Seria, se ao abastecer o veículo tivéssemos alguma compensação. Mas a Petrobras tem que se adequar às petrolíferas internacionais. Essa adequação, a meu ver, está limitada ao preço na bomba para o consumidor. O frentista recebe em reais, não em dólar, euro ou libra. As quatro maiores petrolíferas do mundo têm menos funcionários que a Petrobras. Tivessem privatizado a Petrobras não teríamos a dívida bilionária e o Brasil teria os impostos para os tão necessários investimentos.

    A real causa do tombo da Petrobras foi a sua administração, influenciada ou não pela política. Construir refinarias no Nordeste, abastecidas com petróleo produzido no Sudeste, para ser vendido no Sudeste ? Seria como a Exxon construir refinarias em Michigan porque Detroit precisa de empregos.

    A Petrobras emprega, entre empregos diretos (empregos públicos, com privilégios injustificáveis) e terceiros, mais do que a soma das quatro maiores petrolíferas privadas do planeta, que juntas geram mais de 50 vezes mais lucro do que a Petrobras. Essa sim é a razão. A Petrobras deveria ter um quarto dos empregados, pagando salário brasileiro.

    A roubalheira, combinada com a má gestão levaram a Petrobras a chegar onde chegou. Historicamente, os preços pagos pela Petrossauro por qualquer item são, em geral, muito maior que qualquer outra empresa paga.

    A bem da verdade, os políticos empresários, para gerenciar as suas empresas, contratam executivos formados em Harvard. No entanto, as estatais é eles que querem dirigir. Político não é sinônimo de gestor. Pergunto aos meus leitores esquerdistas: Vocês confiariam a gestão dos seus negócios a algum político? Então, não me venham com a balela de que privatizar é o mesmo que entregar.

    Historicamente, as privatizações sempre tiraram o Brasil da pindaíba. Ou alguém está convencido de que o Plano Real salvou o Brasil? O que salvou o Brasil foram os bilhões das privatizações das Teles. Se você está endividado, pode fazer mil planos, mas se não entrar dinheiro no caixa a sua dívida só tende a aumentar.

    Também me perguntam: Agora, com Michel Temer vai? Não é com Temer que as coisas vão andar, mas com o conjunto da obra. Relembrando a História, na crise dos anos 30 Getúlio Dorneles Vargas resolveu com a CLT para os trabalhadores e a compra do café dos fazendeiros, o qual, queimou para dar um monumental calote nos ingleses. Já os comunistas disfarçados de socialistas, ele, o Getúlio, vergou à bala, cadeia e extradições. Olga Benário que o diga.

    Em 1964 os militares afugentaram os gatos aninhados em Brasília e optaram pelos dólares americanos em detrimento da ideologia comunista. Em 1970 o Brasil já era o país que mais crescia no mundo. Porém, cometeram um erro imperdoável: concederam anistia aos bandidos. Desta anistia os gatunos se valeram para voltar ao centro do poder.

    Hoje, o Congresso Nacional, dominado pelo Temer e seus aliados, combinados com o juiz Sérgio Moro e Suprema Corte, estão também afugentando os gatunos do berço esplendido. Também querem obrigar os gestores a gastarem menos que arrecadam e rever as aposentadorias fraudulentas, cujos primeiros números apontam que oito em cada dez são desnecessárias. É um passo importante rumo à prosperidade.

    Porém, a meu ver, Temer está cometendo um erro bisonho: quer aumentar a idade para aposentadoria. Se a bisonhíssima prevalecer, os 11 milhões de desempregados irão aumentar. É sabido que o desempregado é problema para a gestão pública, mas o jovem desempregado é um problema maior, uma vez que o velho aposentado, com sua experiência, vai saber contornar o problema com métodos lícitos, enquanto o jovem vai para a criminalidade.

     

     

     

    19/10/2016 Leia...

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  • O fim da era esquerdista


    Conforme já previsto nesta coluna, corruptos, com raras exceções, foram humilhados nas urnas. Não só no Brasil. Na Colômbia, o eleitorado daquele país disse não no plebiscito realizado também no domingo passado, a uma espécie de anistia aos esquerdopatas que assassinaram centenas de milhares de inocentes em nome da causa. O Brasil fez isso no século passado e agora, após trinta e poucos anos, conseguiu ofuscar a estrela criminosa dos que alardearam luta contra a “ditadura”. Luta na qual não mataram nenhum general, apenas assassinaram soldados rasos.

    A venenosa jararaca, agora reduzida à cobra d’água, foi o grande perdedor dessa eleição. Desde quando anunciou fazer a terra tremer, que, ao convocá-lo coercitivamente para depor — o que era, de fato, uma desnecessidade —, Sérgio Moro havia apenas batido no rabo da jararaca e que, para matar a serpente, seria preciso bater na cabeça. Estamos esperando a reação de sua peçonha. De lá para cá, nada se viu. Os atos bisonhos foram se multiplicando.

    Lula resolveu sair Brasil afora apoiando candidatos. O resultado, tudo indica, teve efeito contrário. Em companhia de Dilma, o ex-poderoso chefão resolveu fazer campanha, por exemplo, para Alice Portugal, do PCdoB, em Salvador, na disputa contra o prefeito ACM Neto, do DEM. A dupla só serviu para valorizar a robusta vitória de seu desafeto. Dava-se como certo que seria reeleito. Mas com 73,99% dos votos? Lula e Dilma fizeram o favor de emprestar a uma disputa que poderia ter apenas cores locais o sabor de uma vitória de dimensão nacional.

    O ex-presidente também andou pelo tal cinturão vermelho de São Paulo. Demonizou coxinhas, falou mal de tucanos, acusou conspirações, disse que tudo não passa de uma campanha para impedi-lo de voltar à Presidência, falou em nome dos trabalhadores, anunciou o corte de direitos trabalhistas, antecipou o fim do mundo. Resultado: no Estado de São Paulo sete prefeituras apenas — em 2012, foram 72. No país, míseras 256, contra 630 há quatro anos.

    Mas foi na capital paulista que os esquerdistas encontraram a definição mais acabada do desastre. Nem mesmo os partidários mais entusiasmados do agora prefeito eleito contavam com uma votação tão consagradora. Tudo é inédito nessa conquista: a vitória no primeiro turno, a rapidez da ascensão, o vexame protagonizado pelo petismo.

     

    O país dá um sinal maiúsculo de que não aceita mais as bobagens esquerdistas e, para encerrar, Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado de Lula, mas tornado seu filho, com o devido registro e tudo, se candidatou a vereador em São Bernardo. Na campanha sempre deixou claro: “É o filho de Lula!”. O rapaz obteve 1.504 votos. Não foi eleito. Ficou na 58ª colocação. Com outro padrinho, quem sabe na próxima.

    Já na nossa região, o eleitorado não votou em partidos, nem em ideologias, votou nas pessoas. Porém, foram implacáveis com os “mal feitos”. Para os eleitos vale lembrar que vencer uma eleição não é como vencer um campeonato de futebol, levantar o troféu e só festa. Vencer a eleição significa estar autorizado a trabalhar quatro anos em prol dos munícipes.

     

     

    05/10/2016 Leia...

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  • Itapiranga rumo à pobreza


    Salvo melhor juízo, hoje os itapiranguenses irão dar um grande passo rumo ao subdesenvolvimento nos moldes bolivarianos. Políticos, numa tentativa desesperada, irão tentar reativar a tradicional máquina de mentiras própria dos esquerdopatas. Irão endeusar o biodigestor e endiabrar as hidrelétricas.

    O velho e bom biodigestor foi útil nos tempos de guerra, quando as hidrelétricas e termoelétricas estavam sendo bombardeadas. Hoje, os biodigestores ainda são úteis em regiões pobres do mundo todo. No Brasil são extremamente úteis para políticos angariarem votos.

    O que compromete o bom funcionamento do biodigestor na nossa região é que as bactérias se desenvolvem melhor em temperaturas mais elevadas, em torno de 28°C a 35°C, sendo que com a queda da temperatura, abaixo de 15°C, a biodigestão se torna mais lenta e a produção do biogás é muito pequena. Em regiões mais quentes, ou como se fala, de São Paulo para cima, as temperaturas são altas e não há preocupações neste aspecto. Já no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em especial no período de inverno, observa-se, sim, um declínio da produção do biogás

    Bem, diante do que foi exposto aqui, é possível concluir duas coisas: primeiro, o biodigestor não tem nada contra o Brasil, pois ele funciona no mundo inteiro e funciona aqui também; segundo, o agricultor terá que optar entre a manutenção do biodigestor ou dedicar-se inteiramente à produção agropecuária.

                                         A HIDRELÉTRICA

    A UHE Itapiranga é uma usina que está em fase de estudos, presente no PAC, devendo ser concluída em 2017. Será localizada no Rio Uruguai, entre os municípios de Itapiranga (SC) e Pinheirinho do Vale (RS). A área alagada será sete municípios: Caiçara, Itapiranga, Mondaí, São João do Oeste, Vicente Dutra e Vista Alegre. Terá capacidade instalada de 724 MW e bilhões em investimentos.

                                 ENERGIA LIMPA NA ALEMANHA

    Os alemães do além-mar também tiveram e ainda têm preocupações com as fontes de energia limpa como os alemães daqui. Karl Imhoff fez funcionar biodigestores na velha Alemanha nos tempos de guerra, por volta de 1920. Porém, hoje optam por métodos modernos.

    CONCLUSÃO

    Eu não sou o dono da verdade, mas estou convencido de que é de bom alvitre que as autoridades de 12 paises e as do Brasil inclusive, façam um esforço concentrado para que Itapiranga almeje voos mais altos e saia da mesmice. Para isso, sem medo de errar, Itapiranga precisa da ponte para se ligar à região celeiro do Rio Grande do Sul, dos bilhões a serem investidos na hidrelétrica, de um aeroporto regional, de um hospital regional com especialidades, principalmente Oncologia, de uma travessia para a República argentina e uma estação da Embrapa para avançar na vocação em pesquisas do povo itapiranguense e inclusive para avançar nas pesquisas das energias alternativas. Em biodigistor também, que, diga-se de passagem, está mais enferrujado que a máquina de mentiras dos esquerdistas que ora se apresentam.

     

     

     

    23/09/2016 Leia...

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  • Os inúteis movimentos sociais


    Com raras exceções, os movimentos sociais no Brasil, ao longo da história, pouco contribuíram para o desenvolvimento da Nação. Causaram mais dor e sofrimento do que alegria. Porém, foram extremamente úteis para colocar no poder guerrilheiros, ladrões, apedeutas, corruptos, criminosos e esquerdopatas de toda ordem.

    Os líderes viveram anos de ouro protegidos pelos “direitos humanos” e pelo foro privilegiado. Deitaram e rolaram com a foice e o martelo, obstruindo ruas, destruindo patrimônio público e privado, amestrando estudantes em todas as áreas, agrediram autoridades e policiais para figurarem nas páginas do jornalismo e sacrificaram as suas massas de manobra em prol da causa, tipo Estado Islâmico. 

     

    Promoveram greves que, além de constranger o povo ordeiro e trabalhador, causaram prejuízos astronômicos ao setor privado e principalmente aos cofres públicos. Com isso, frearam o crescimento econômico, social, Produto Interno Bruto (PIB). Retardaram as pesquisas científicas, obstruíram o acesso dos jovens ao ensino de qualidade, destruíram sonhos e famílias inteiras.

    Mas os tempos de ouro dos inúteis estão com os dias contados. Ministérios que legitimavam os inúteis foram extintos ou reduzidos e a polícia já não é mais tão light. As urnas certamente se encarregarão de dar o seu recado nos pleitos vindouros. Apesar de que, historicamente, o eleitor não afasta o ficha suja. Tanto é que Fernando Collor voltou pelas urnas e como lacaio dos que o destronaram.

    É o extremo da cara de pau abrigar mascarados violentos em manifestações e depois escrever: “Exigimos que as forças policiais se conformem à ordem democrática”. Ora, elas já estão conformadas. Aqueles que cometem excessos devem ser punidos. E que punição merecem os vagabundos que alimentam os conflitos a serviço dos esquerdopata?

    Os ditos movimentos sociais querem acertar vários coelhos com as múltiplas pauladas dos black blocs. Fazem campanha eleitoral, tentam manter vivo os partidos de esquerda, buscam mobilizar a população contra as reformas trabalhista e da Previdência na base do terrorismo e simulam um clima de insurreição contra “o golpe”, mesmo sabendo que os três tesoureiros: Paulo Ferreira, Delúbio Soares e João Vaccari Neto, da campanha do PT e da presidente destronada, foram parar na cadeia por ladroagem. Sem esquecer que os frutos da ladroagem alavancaram as candidaturas de Lula e Dilma.

    Se a gente, no entanto, olhar a coisa de perto, lá estão os desocupados de sempre, querendo nos convencer de que levar um vareio de 61 a 20 em seção presidida pela Suprema Corte é golpe e que os milhões de votos depositados nas urnas as custas da Petrobras são legítimos.

     

     

    O que preocupa é que tem gente que acredita em Papai Noel e, por isso, a sarna e lepra dos movimentos sociais ainda vão causar transtornos para o povo ordeiro e trabalhador. É a descriminalização dos assaltos aos cofres públicos.

     

    15/09/2016 Leia...

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  • O terrível mês de agosto


    Terminadas as Olimpíadas do Rio de Janeiro, chegamos próximo ao término de agosto, mês das grandes transformações políticas, econômicas e sociais. Getúlio Vargas suicidou-se na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954. Em agosto de 1991, os comunistas sovieticos foram golpeados e em agosto de 2016 o esquerdismo brasileiro poderá ser golpeado.

    Pesquisa mostra que metade da população não sabe sobre o golpe que completou 25 anos sexta-feira, 19, que levou ao fim da União Soviética e abalou o mundo comunista sonhado pelo alemão Kharl Marx

     

    A maioria dos russos desconhece a tentativa de golpe que, entre 19 e 21 de agosto de 1991, tentou afastar do poder o então presidente Mikhail Gorbachev, resultando na desintegração da União Soviética (URSS). O “Golpe de Agosto”, em que membros do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) tentaram frear as reformas de Gorbachev, a Perestroika (reestruturação econômica) e Glasnost (transparência política) que, tornou-se um marco na história contemporânea.

    No entanto, a maior catástrofe geopolítica do século 20, conforme descreveu o atual presidente russo Vladimir Putin, está desaparecendo da memória da Rússia, segundo pesquisa realizada pela imprensa local. Cerca de 48% dos entrevistados não se recorda dos fatos daqueles dias tempestuosos. Entre os jovens de 18 e 24 anos, 90% disseram que jamais ouviram falar do fracassado golpe.

    Há 25 anos, Gorbachev e o secretário geral do PCUS estavam prestes a firmar um novo tratado que pretendia renovar a União Soviética. A ideia era criar uma confederação de estados soberanos, após uma complicada negociação com as repúblicas soviéticas. Mas, em 19 de agosto de 1991, sob as ordens de altos membros do partido (conhecidos como “Gangue dos Oito”) que se opunham à novidade, deu-se início à tentativa de golpe.

    Enquanto caminhões com homens armados transitavam pelas ruas de Moscou, Gorbachev foi isolado em sua casa de verão na Crimeia e declarado totalmente “incapaz” de desenvolver suas funções. Os planos dos golpistas falharam graças aos impressionantes protestos públicos contrários ao ato, a recusa das Forças Armadas em disparar contra os manifestantes e a resistência desempenhada pelo então presidente da República Federativa Socialista Soviética da Rússia, Boris Ieltsin.

    A imagem de Ieltsin dirigindo um discurso à multidão em um carro armado tornou-se histórica. Enquanto a imprensa russa não deu importância, pois considerava “pouco relevante”, a foto foi capa dos principais jornais do mundo inteiro. Em 24 de agosto, Gorbachev renunciou ao cargo de secretário-geral do Partido Comunista e no dia 25 Ieltsin nacionalizou todas as propriedades russas do PCUS. Não demorou muito até a pulverização da União Soviética. De suas cinzas, surgiu a Federação Russa.

    “Esses fatos foram relevantes para a atualidade por serem percebidos como o nascimento de uma nova Rússia. Mas, aos poucos, tornaram-se uma espécie de vergonha. Para os russos, os acontecimentos “pesados” do século 20 são a Segunda Guerra Mundial e a viagem de Yuri Gagarin, primeiro astronauta a ir ao espaço. O resto começa a desaparecer da memória como histórias de amor mesquinhas”, analisou o cientista político russo Mikhail Vinogvotov.

    Desta forma, apenas 7% dos russos lembram do fracassado golpe de Estado, há 25 anos, como um “acontecimento importante” na história da Rússia.

    Já no Brasil, pago para ver a nova era com os esquerdopatas fora do centro do poder.

     

    26/08/2016 Leia...

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  • Dilma agora tem pressa

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    Pelo o que tudo indica, Dilma Rousseff irá voltar para as suas origens. Ou seja, irá para Porto Alegre e se juntar as esquerdistas Manuela d’Ávila (PCdoB) e à Luciana Genro (PSOL), as quais estão liderando as pesquisas para a prefeitura da capital. Há quem diga que, aos poucos, está esvaziando as gavetas no Palácio da Alvorada, em Brasília. Também não irá para as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Das duas uma: ou tem medo da vaia ou tem pressa para iniciar a campanha das amigas esquerdistas.

    Por outro lado, Michel Temer não está tão confiante que a jiguera tenha jogado a toalha. Na terça-feira passada, 19, Temer ofereceu um jantar no Palácio do Jaburu aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia. Não havia uma pauta específica.

    O objetivo do presidente interino era mostrar à imprensa uma situação de harmonia entre os chefes do Executivo e do Legislativo, para contrastar com o clima beligerante no governo da presidente afastada. Tudo correu conforme o planejado, com uma revelação inesperada. Renan Calheiros disse a Temer que a petista jogou a toalha e admitiu não ter mais chances de impedir a aprovação do impeachment no Senado. Segundo o relato do senador, Dilma desabafou nos seguintes termos: “Quero acabar logo com essa agonia”.

    Calheiros é a expressão mais viva do que se pode chamar de “político de Brasília”. Isso significa que está sempre ao lado do poder. Há poucos meses, estava empenhado em desalojar Temer da poderosa presidência do PMDB e, se possível, deixá-lo distante da rampa do Palácio do Planalto. Foi um dos generais da batalha de Dilma para barrar o impeachment. Sendo um “político de Brasília”, Calheiros é um termômetro quase infalível para detectar a temperatura do poder. Se conversa em tom de confidência com Temer, por quem nunca nutriu grande simpatia, é sinal de que tem certeza de que Dilma não conseguirá recuperar o mandato.

    A percepção do senador, no entanto, não é propriamente um privilégio. É difícil encontrar em Brasília, mesmo dentro do PT, alguém que acredite na volta de Dilma ao Palácio do Planalto, ainda que as pesquisas de opinião mostrem que mais de 60% do eleitorado prefere a convocação de novas eleições. A questão central é que Michel Temer, em apenas dois meses de interinidade, conseguiu plantar um clima de estabilidade na política e na economia, que favorece sua permanência no poder. Pelas contas do senador Romero Jucá (PMDB-RR), demitido do Planejamento por conspirar contra a La­va-Jato, 61 dos 81 senadores votarão a favor do impeachment. Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, aposta que o número pode chegar a 63 senadores, incluindo Calheiros.

    É tamanha a confiança que Geddel Vieira Lima, o ministro encarregado de negociar com o Congresso, tirará nos próximos dias uma semana de férias. “A fatura está liquidada”, reza o mantra da hora no PMDB. Temer, por via das dúvidas, não descuida de usar a máquina pública para sacramentar sua vitória. De olho nas ruas, sancionou reajustes salariais para servidores públicos e anunciou a ampliação dos financiamentos da Caixa Econômica Federal para a compra de imóveis. Num aceno aos congressistas, vetou novos cortes no Orçamento da União e determinou que sejam no­mea­das imediatamente as pessoas indicadas por deputados e senadores de sua base de apoio para ocupar cargos públicos. Na quarta-feira, o ministro Geddel Vieira Lima recebeu Jovair Arantes (PTB-GO), relator da comissão do impeachment na Câmara, para sacramentar a distribuição de cargos federais em Goiás entre os parlamentares do estado.

    A questão é, os tesoureiros do PMDB e da base alugada, digo aliada, não receberam $? Só cargos? Não socializaram nada?

    28/07/2016 Leia...

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  • O triste fim de Policarpo Quaresma

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    Só oito pessoas aguardavam o ex-presidente Lula no aeroporto de Caruaru, no agreste pernambucano

    Na semana passada, um segurança do ex-presidente Lula chegou ao Aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru, no agreste de Pernambuco. Diligente, comunicou que um Gulfstream G200, avião executivo de luxo e alta performance, estava a caminho da cidade. Minutos depois, dois representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o vice-prefeito Jorge Gomes (PSB) estacionaram seus carros no local. Estavam apreensivos, porque não havia militantes para oferecer uma recepção calorosa a Lula. “Eles vão chegar. Pode ficar tranquilo”, disse um dos líderes do MST ao segurança, tentando amenizar a tensão.

    Uma hora mais tarde, só oito pessoas aguardavam o ex-presidente. “Vamos partir para o plano B. Acho melhor receber o Lula no hotel. Manda o pessoal para lá”, ordenou o guarda-costas. Em seguida, ele trancou a porta de entrada do saguão do aeroporto, que é público, para evitar que alguém fotografasse o deserto que aguardava Lula, aquele que já foi um dos políticos mais populares do mundo. “O cara”, como disse o presidente americano Barack Obama, numa ocasião em que se encontraram.

    Lula desembarcou acompanhado do senador Humberto Costa (PT-PE). Driblou as poucas pessoas curiosas que o aguardavam e deixou o aeroporto pelos fundos. “Pensei que ele fosse ao menos pegar na minha mão e me cumprimentar”, reclamou Augusto Feitosa, funcionário do aeroporto. Os tempos são outros. A popularidade e o prestígio de Lula também.

    Caruaru é testemunha dessa transformação. Em 27 de agosto de 2010, o então presidente desembarcou no mesmo Oscar Laranjeira ao som de uma orquestra formada por estudantes de uma escola pública. O saguão estava lotado. Sorridente, Lula abraçou eleitores e posou para fotos ao lado de autoridades como Fernando Haddad, então ministro da Educação, hoje prefeito de São Paulo, e a então primeira-­dama do Estado de Pernambuco, Renata Campos.

    Em seu último ano de mandato, Lula beneficiava-se do crescimento econômico, que atingiu 7,5% em 2010. Nem o céu parecia lhe servir de limite. “Se a gente continuar mais dez anos do jeito que está, daqui a pouco chega a Caruaru e pensa que está em Paris, em Madri, de tão chique.”

    Caruaru continua Caruaru. Figura entre as doze piores cidades para viver no Brasil. E Lula deixou de ser Lula. Lidera no quesito rejeição entre os nomes cotados para disputar a Presidência em 2018. Na quarta-feira passada, Lula discursou em Caruaru num auditório com capacidade para setenta pessoas. A plateia era formada por militantes do MST e da CUT, que preferiram tomar o café da manhã do hotel a esperar o petista no aeroporto. A programação previa uma coletiva de imprensa. Não ocorreu. Só Lula e áulicos falaram. Mas o ex-presidente mantém um fotógrafo e uma equipe de documentaristas, sempre a postos para captar as melhores cenas.

    Enquanto estava no hotel, um militante rompeu o cerco de seguranças e tirou uma foto com Lula, mas a equipe do ex-presidente o obrigou a apagá-la. A imagem mostrava uma garrafa de uísque ao fundo. Não pegaria bem nas redes sociais, foi a justificativa apresentada.

    Depois do evento, Lula saiu pela garagem, num carro com os vidros fechados, e percorreu um trajeto de apenas 400 metros até o trio elétrico que o esperava para um novo discurso. “Ele parece estar meio distante do povo, com um olhar desconfiado”, observou a funcionária pública Conceissão Pessoa. Em cima do trio elétrico Pantera Fashion, Lula discursou para 2.000 pessoas. Cinco ônibus, com capacidade para cinquenta passageiros, foram fretados por 1.000 reais cada um, pagos em dinheiro vivo, para postar a claque diante da estrela petista.

    A programação da semana passada, por exemplo, previa uma passagem pela cidade do Crato, no Ceará, onde ele receberia o título de doutor honoris causa da Universidade Regional do Cariri. A segurança fora informada de que estava sendo organizado um protesto de alunos contra a concessão da honraria. A visita foi cancelada.

    Em Caruaru, Lula foi ainda a um assentamento agrário do MST. Uma banda de pífanos, também contratada por cerca de 1.000 reais, animou a festa. À mesa, famílias convidadas puderam se servir de macaxeira, jerimum, cuscuz, carne guisada e suco de acerola. Lula bebia cachaça e água. Estendia o braço direito para o alto, com o punho cerrado, e discursava contra o “golpe” que derrubou Dilma. No fim da tarde, às 17 horas, o ex-presidente partiu para o Recife no avião de prefixo PR-WTR, o mesmo que as empreiteiras Odebrecht e OAS usavam para transportá-lo ao exterior.

    À noite, na capital pernambucana, num evento em praça pública, Lula criticou o presidente interino Michel Temer e o juiz Sergio Moro, que em breve julgará um pedido de prisão contra ele. Falou à plateia e também à equipe que produz um documentário sobre o “golpe”. Com a chuva, os militantes começaram a se dispersar, e Lula teve de encerrar o espetáculo.

    Para quem queria guerra, não sabe o que é perdê-la.

    22/07/2016 Leia...

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  • É hora de sair e entrar para a História

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    Time to Go” (Hora de Partir) é o título do editorial da revista britânica The Economist, que estampa a foto de Dilma na capa da edição impressa para a América Latina. A publicação diz que Dilma “rejeitou o que vestia de credibilidade” ao nomear o ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil.

    O texto se refere à garantia de foro privilegiado que Lula passaria a ter. Com isso, obstruindo o rumo da Justiça. “Mesmo que essa não tenha sido sua intenção, esse seria o efeito. Foi o momento em que a presidente escolheu os limitados interesses de sua tribo política em vez do Estado de Direito. Assim, mostrou-se inapta a continuar presidente, afirma a publicação”.

    A “The Economist” pondera três formas para a saída de Dilma Rousseff. Uma é a obstrução de Justiça nas investigações sobre a Petrobras e proteger Lula. Outra, a cassação de mandato por contas de campanha rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E, ainda, a renúncia, que é a forma “melhor e mais rápida”, segundo a revista.

    A revista defende que o Judiciário ou os eleitores devem decidir o destino de um presidente. Não os políticos que buscam satisfazer seus próprios interesses em um processo de impeachment.

    Só que o texto ainda reconhece que os problemas do País não se resolvem com a saída de Dilma. Lembra que o PMDB, do vice-presidente Michel Temer, também está amplamente envolvido no escândalo de corrupção.

                              Lula pretende incendiar o Brasil

     

    Não se sabe de onde o apedeuta tirou a ideia de que é capaz de incendiar alguma coisa. Tivesse ido à escola, Lula teria aprendido que o Brasil não se restringe a um partido político, a uma ideologia ou a uma facção criminosa. O Brasil é um país de dimensões continentais onde impera o estado de direito. Nem no império romano Nero foi bem sucedido com o incêndio. Pelo contrário, a sua morte foi bem recebida entre os senadores, a nobreza e a classe alta.

    Em uma das conversas gravadas recentemente pela Polícia Federal, o ex-presidente gaba-se de ser “a única pessoa que poderia incendiar o país”. Eis aí a ameaça nada velada do chefão de provocar distúrbios caso o cerco judicial e político se feche de vez contra ele e contra seus lacaios. É claro que se deve levar a sério qualquer movimentação da tigrada para causar abalos à ordem pública, a título de defender o ex-presidente do que considera uma injustiça. Mas que não se exagere o poder de Lula, pois, neste momento, pode-se dizer que a única coisa que o autoproclamado Nero consegue reduzir a cinzas foi sua própria biografia e o pouco que restou da presidência de Dilma Rousseff e o PT.

    Lula é um líder político que se diz “popular”, mas hoje não pode sair às ruas sem correr o risco de levar vaia. Também não viaja em aviões de carreira – prefere o conforto e a privacidade de jatinhos emprestados ou alugados, diz-se que pelo Instituto Lula, que, na verdade, é seu escritório político. Lula, ademais, só consegue comparecer a eventos estritamente controlados, em que a entrada é limitada àqueles que seguramente urrarão a cada bravata proferida no palanque.

    Esse isolamento se traduz por sua crescente impopularidade. Segundo o Datafolha, a rejeição a Lula chegou a 57% dos eleitores. Nas classes mais pobres, reduto do voto lulopetista, já são 49% os que repudiam o ex-presidente.

    O poder de Lula se restringe cada vez mais à voz de comando que tem sobre um punhado de sindicalistas e líderes de movimentos sociais, que, a título de proteger o genial guia da “perseguição” judicial, ameaçam transformar em milícias as organizações que chefiam, afrontando ainda mais a lei e ameaçando diretamente a democracia. Tudo para defender um projeto que transformou o Estado em fonte da preciosa boquinha que sustenta essa turma de vadios.

    É preciso ser um seguidor muito fanático para não perceber que Lula é uma farsa, hoje devidamente exposta para todo o país. E de fanáticos não se deve esperar nada sensato. Por isso, se Lula realmente quiser tocar fogo no Brasil, é possível que ele tenha uns quantos sectários a apoiá-lo. Seria, no entanto, o último ato do “pai dos pobres”.

    04/04/2016 Leia...

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  • Que jararaca é esta?


    Na semana passada, o Brasil assistiu perplexo a audácia de um jaracuçu e a coragem do judiciário. O jaracuçu, desde a redemocratização, deitou e rolou nos ilícitos, comandava a destruição do patrimônio público e privado com as suas “ocupações”, greves de toda ordem, distribuía dinheiro público a bel prazer aos seus lacaios e barganhou eleições patrocinadas com dinheiro das estatais. E tudo era legítimo.

    O apedeuta peçonhento teve a audácia de afirmar que o STF e o STJ estão “totalmente acovardados”; cobrou gratidão do procurador-geral da República pelo fato de ter sido nomeado pelo governo petista; classificou de “palhaçada” a denúncia de que é alvo por parte do Ministério Público; mandou policiais e procuradores enfiar em lugar impublicável as investigações que o envolvem; ou aquele que, em “carta aberta”, obviamente escrita por gente alfabetizada, tenta corrigir o devastador efeito negativo da divulgação de suas conversas telefônicas legitimadas pelo judiciário e não por apedeutas.

    EXÉRCITO CLANDESTINO

    Tem sido sempre assim. Reeleito presidente, passou a demonstrar completo desrespeito pelo Judiciário, ofendendo gravemente o STF com a afirmação de que o processo do Mensalão era uma farsa e que ele trataria de desmontar depois que deixasse o poder. Mas o petróleo então já estava funcionando a pleno vapor e acabou com a fanfarronice do cobrão.

    UNE E SUAS “OCUPAÇÕES”

    O perfil moral do ex-presidente foi descrito, em palavras duras, pelo decano da Suprema Corte, ministro Celso de Mello, ao repudiar, sem citar nomes, as “ofensas e grosserias” de que os ministros togados foram alvo por parte do ex-presidente: “Esse insulto ao Judiciário, além de absolutamente inaceitável e passível da mais veemente repulsa por parte dessa Corte Suprema, traduz, no presente contexto da profunda crise moral que envolve os altos padrões da República, a reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder, até mesmo em razão do primarismo de seu gesto leviano e irresponsável, o temor pela prevalência da lei e o receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de juízes livres e independentes”. Várias entidades representativas de juízes, do Ministério Público e dos policiais também repudiaram a tentativa de desqualificar o trabalho da força-tarefa da Lava Jato e do juiz Sergio Moro.

    A verdade é que Lula, hábil manipulador e especialista em dizer o que as pessoas querem ouvir, subiu na vida no papel de líder populista, pragmático no pior sentido do termo, sem nenhum compromisso sério senão com a crescente volúpia pelo poder. Inculto, mas espertalhão, Lula deu um nó nos intelectuais esquerdistas que se iludiram com a possibilidade de manipulá-lo e, com indiscutível apoio popular, fingiu converter-se à política econômica que vinha produzindo resultados e se elegeu para a Presidência da República para amoldar a seu feitio o “novo regime”: uma ação entre amigos com sotaque nitidamente sindical estudantil.

    DESTRUIÇÃO DO HORTO

    Enquanto a economia permitiu, o governo Lula mergulhou fundo em programas sociais indiscutivelmente meritórios, mas insustentáveis quando o panorama mundial se tornou adverso. A incompetência de Dilma Rousseff impediu as necessárias correções. Hoje, com o governo se desintegrando politicamente, inflação e desemprego crescentes e sem recursos para investir em programas estruturais, os brasileiros caíram na real. Já não têm ilusões e isso os faz lutar por seus próprios direitos e interesses, o que significa pôr-se do lado oposto do governo responsável por suas frustrações.

    Agora o de fato “presidente da República” vem com a conversa mole de que sempre respeitou o Poder Judiciário e apela ao recurso demagógico de se fazer de vítima que tem sua intimidade “violentada por vazamentos ilegais” e apela à falsa condição de pobrezinho, pessoa humilde e bem-intencionada.

    A bem da verdade, o cobrão está com um pé na cova, digo, na cadeia, e outro numacasca de banana.

     

     

    24/03/2016 Leia...

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  • PCH’s minimizando a crise

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    As hidrelétricas (PCH’s) de Paraiso – Linha Prata, Bandeirante e Belmonte estão minimizando a falta de energia elétrica na região, além de contribuírem com o movimento econômico dos respectivos municípios. Conforme o presidente da Companhia, Marco Aurélio Quadros, as PCH’s iniciaram as instalações em 2009, após um longo período de estudos sobre a região. “Acredito que a energia elétrica que está sendo gerada aqui nos municípios é fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região como um todo, pois ela é um bem imprescindível”, destacou.

     Quadros também destacou que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a contar com a energia elétrica e suas comodidades.  Na ocasião, o presidente enfatizou também a contribuição das PCH’s para o desenvolvimento econômico dos municípios por meio dos empregos diretos e indiretos. “Queremos a partir desta inauguração buscar concretizar o nosso objetivo maior que é o de gerar energia durante os próximos 25 anos”, ressaltou.

     Ele ainda reitera que o objetivo da Companhia Energética Rio das Flores é ser reconhecida como empresa modelo de geração de energia. “Acredito que concretizando este nosso objetivo, também vamos concretizar as metas que o município possui em garantir mais empregos à população”, finaliza.

     A época da inauguração, a secretária municipal de Administração de Bandeirante, Cirlei Zimmermann Gobi, lembrou da relação cordial do município com a PCH. “Sempre buscamos colaborar para que esta obra se implantasse em nosso município e, com certeza já vemos resultados na incrementarão do movimento econômico do município e da região”.

     

    PCH’s

     

    A PCH Prata está localizada no município de Bandeirante e possui barramento a cerca de 22 quilômetros da foz do Rio das Flores. Foi projetada para gerar uma potência instalada de 3 megawatts, contando com um reservatório de aproximadamente 0,155 km² de área inundada.

     A PCH Belmonte está localizada a aproximadamente 2,7 quilômetros da foz do Rio das Flores, região pertencente ao município de Belmonte. Tem como projeto gerar 3,6 megawatt, possuindo um reservatório de 0,416 km² de área inundada.

     A PCH Bandeirante está implantada no Rio das Flores a aproximadamente 19 quilômetros de sua foz, no município de Bandeirante. Foi projetada para gerar 3 megawatt, contando com um reservatório pequeno com cerca de 0,183 km² de área inundada. 

    Já a UHE Itapiranga que está em fase de estudos, consta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), previsto para ser concluída em 2017. Localizada no Rio Uruguai, entre os municípios de Itapiranga (SC) e Pinheirinho do Vale (RS). A área alagada atingirá sete municípios - ItapirangaMondaí, e São João do Oeste - em Santa Catarina, e Caiçara, Vicente Dutra e Vista Alegre, no Rio Grande do Sul. Quando concluída, terá capacidade instalada de 724 MW. O projeto inicial previa uma potência de 936 MW. A obra tem investimentos previstos de R$ 1,3 a R$ 2 bilhões. A usina ainda não tem um controlador. A concessão para construí-la ainda será leiloada.

    Porém, a referida hidrelétrica, está sofrendo grande pressão dos esquerdopatas e dos fundamentalistas ambientais. Esquerdopatas por que jamais concordaram na construção de uma usina hidrelétrica neste país e fundamentalistas por que não existe negociação, nem meio termo.

    Mesmo sabendo que a sua frágil economia está alicerçada no agronegócio, onde um frigorífico de aves é o carro chefe da economia local, não aceitam um empreendimento de R$ 2 bilhões. Mas aceitam as barcas medievais que operam desde os primeiros anos do século passado. Aceitam o isolamento da região celeiro do RS, acreditam que o fim da linha é a Linha Becker, berço nacional da Oktoberfest. Parece mentira, mas não é. Convenceram aquele povo culto, ordeiro e trabalhador de que a solução da energia elétrica da região está no biodigestor movido por dejetos suínos, aquele usado nos tempos de guerra.

    Perguntei a um renomado político da região, detentor de um curriculum invejável, sobre o porquê de não defender uma hidrelétrica e uma ponte sobre a barragem, ligando Itapiranga a região celeiro? “Se eu fizer isso, não ganho nenhum voto. Já convenceram todos eles”, respondeu o letrado.

    18/02/2016 Leia...

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  • O Papai e a Mamãe Noel


    Nunca na História deste país tivemos papais noeis tão generosos. Agraciaram a grande maioria. Seriam todos, não fosse a exclusão do cidadão honesto e trabalhador. Para os africanos foram cerca de US$ 900 milhões em perdão de dívidas. Tudo por uma tentativa de estreitar as relações econômicas com o continente. Entre os 12 países beneficiados estão o Congo-Brazzaville, que tem a maior dívida com o Brasil – cerca de US$ 350 milhões, Tanzânia (US$ 237 milhões) e Zâmbia (US$113 milhões).

    Para o Fidel Castro foi mais de US$ 1 bilhão para o ditador investir no porto de Mariel. Com a expectativa de que em torno do porto surgirá uma zona econômica especial, voltada basicamente para exportações. 

    Na Argentina a estimativa de estoque de investimentos globais brasileiros, entre 1997 e o primeiro semestre de 2011, foi US$ 11.189,75 bilhões. Desse total, segundo dados da embaixada, quase US$ 8 bilhões (US$ 7,7 bilhões) foram investidos entre 2005 e 2011. Sendo, por exemplo, 25% correspondentes ao setor industrial, 18,5% ao petróleo e gás e 10,9% à mineração. Para o índio Evo Morales o governo Dilma liberou 60 milhões para que a Bolívia pudesse enfrentar o déficit energético.

    No Brasil, Dilma e Lula, agraciaram 50 milhões de brasileiros pobres e ricos também, por meio do Bolsa Família. Para as grandes empresas governo federal concedeu R$ 104,043 bilhões em incentivos fiscais e desonerações tributárias ao setor produtivo brasileiro (fabricantes do setor automotivo e eletrodomésticos) em 2014, ante um total de R$ 78 bilhões em 2013, informou a Secretaria da Receita Federal.

    Para os empreiteiros, segundo levantamento feito pelo UOL junto ao Portal da Transparência, entre 2004 e 2013, o governo federal pagou mais de R$ 11 bilhões em valores atualizados para 2013. A maioria delas está envolvida no escândalo do mensalão e petróleo

    A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 1,188 trilhão em 2014, um recuo de 1,79% em relação ao ano anterior, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com os dados divulgados pela Receita Federal.

    Já para o trabalhador honesto, a malvadeza do fator previdenciário continua, o abono salarial e o seguro desemprego não estão sendo pagos em dia. As vagas de emprego estão desaparecendo. A carga tributária é a maior do mundo. A previdência está capenga. O preço dos combustíveis e da energia elétrica está insuportável e, em consequência, a inflação está descontrolada.

    Enquanto isso o Papai Noel não sabe de nada e a Mamãe Noel diz que pagou o Bolsa Família e o “Minha Casa Minha Dívida” com as pedaladas fiscais. Na prática, pegou o dinheiro do próprio banco para pagar as próprias contas. Isso lembra o filho do meu padrinho que depositou o próprio cheque na própria conta.

    Perguntar não ofende: com o nosso trilhão em impostos fizestes o que? Deu para os lacaios? Ou deixaste o cofre aberto para a companheirada se fartar?

    Por isso cada povo tem o governo que merece. Acreditar que apedeuta e ex-guerrilheira pudessem lograr êxito na gestão pública é o mesmo que acreditar em Papai Noel.

    Tenham todos um Feliz Natal e um 2016 repleto de alegria.

     

     

    28/12/2015 Leia...

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  • Governo foge da Lei antiterror como o diabo da cruz


    Acordem, senhores congressistas!

    O jornal Estadão trouxe uma reportagem horripilante no domingo. O Estado Islâmico recruta jovens na América Latina e estende seu proselitismo ao Brasil. O risco é, sim, grande. Hoje, milhares de europeus sem vínculo original com o islamismo participam de ações terroristas na Síria e no Iraque. Trata-se de uma espécie de fenômeno cultural maligno. Parece que o relativismo que tomou conta da cultura ocidental — ambiente que tende a considerar todas as escolhas justificáveis e igualmente válidas — empurra frações da juventude para a busca de um valor absoluto, ainda que seja o terror.

    A coisa pode ser especialmente séria entre nós porque inexiste no país uma lei antiterror. Somos a única democracia relevante do mundo que não prevê pena para ações terroristas. Todas as tentativas de votar um texto com esse conteúdo se mostraram infrutíferas.

    Em maio de 2009, foi preso no país um libanês identificado como “K”, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel.

    Em abril de 2011, o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador da República Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994.

    Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

    A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o Sul do Líbano, atuam em nosso país em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). 

    O jornal Estadão trouxe uma reportagem horripilante no domingo. O Estado Islâmico recruta jovens na América Latina e estende seu proselitismo ao Brasil. O risco é, sim, grande. Hoje, milhares de europeus sem vínculo original com o islamismo participam de ações terroristas na Síria e no Iraque. Trata-se de uma espécie de fenômeno cultural maligno. Parece que o relativismo que tomou conta da cultura ocidental — ambiente que tende a considerar todas as escolhas justificáveis e igualmente válidas — empurra frações da juventude para a busca de um valor absoluto, ainda que seja o terror.

    A coisa pode ser especialmente séria entre nós porque inexiste no país uma lei antiterror. Somos a única democracia relevante do mundo que não prevê pena para ações terroristas. Todas as tentativas de votar um texto com esse conteúdo se mostraram infrutíferas.

    Em maio de 2009, foi preso no país um libanês identificado como “K”, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel.

    Em abril de 2011, o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador da República Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994.

    Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

    A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o Sul do Líbano, atuam em nosso país em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). 

    Documentos obtidos pelo jornal “O Globo” apontam que a parceria entre o terrorismo e o crime organizado teve início em 2006. Traficantes libaneses de cocaína, ligados ao Hezbollah, teriam aberto canais para a venda de armas ao PCC. Quando esses traficantes são presos no Brasil, contam com a proteção da facção criminosa nos presídios.

    E por que o Brasil não tem uma Lei Antiterror? Porque as esquerdas, incluindo os petistas e o MST, não querem. A razão é simples: não seria difícil enquadrar certas práticas de alguns movimentos ditos sociais entre as ações terroristas.

    E por que nada prospera? Porque os ditos “movimentos sociais” consideram que uma lei antiterrorismo tolheria as suas ações. Assim, as esquerdas reivindicam que, caso se vote um texto para punir esse crime, os movimentos sociais sejam considerados, de saída, inimputáveis, isto é: não haveria terrorismo quando os militantes dizem lutar em nome de uma causa.

    11/11/2015 Leia...

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  • Enem


    Prova elaborada por esquerdista, apedeuta sem noção

    Eu gostaria de saber qual o critério para a escolha dos professores para a elaboração das provas do Enem. Certamente não são os professores dos colégios que, apesar dos pesares, os alunos obtiveram as melhores notas. Salvo melhor juízo, devem ser da esquerda herbívora, anticapitalista e dependente de votos, os quais ela mesma qualifica como as “minorias”. Cidadãos do tipo que se matriculam nas universidades públicas para liderarem os sindicatos e o consumo de drogas ilícitas. Ou seja, tumultuar a moral e os bons costumes.

    A polêmica foi o feminismo e o anticapitalismo. O tema da redação foi violência doméstica – e não é preciso ser feminista para reconhecer a relevância desse problema. Porém, além da redação, uma questão reproduzia do trecho da obra de Simone de Beauvoir:

    Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada…

     

    Os alunos não precisavam concordar com a frase, apenas assinalar qual movimento a ideia acima inspirou nos anos 1960 (resposta certa: “igualdade de gênero”. Fácil). Dando um desconto para a primeira frase (é claro que várias pessoas nascem mulheres) e a definição de mulher como um “macho castrado”?

     

     

    O trecho de Simone de Beauvoir reflete a sua vida pessoal. Ou seja: produto de burgueses falidos e frustrados por não possuírem filhos homens na família. E o sistema capitalista, é claro.

    O problema do Enem não foi o toque de feminismo, mas o habitual anticapitalismo. Uma questão, inspirada no geógrafo Milton Santos, está errada. Deveria render processos de estudantes pedindo sua anulação:

     

    A resposta E, a correta, segundo o Enem, é lastimável. A globalização não provoca desemprego, provoca prosperidade. A autossuficiência, como David Ricardo mostrou há quase 200 anos, é a receita mais testada e comprovada para a pobreza. Leva pessoas e países a gastar tempo demais em atividades que não dominam tão bem. A vida é mais fácil se cada um se especializar no que faz melhor (ou com menor custo de oportunidade) e depois trocar o resultado. Paul Krugman, um dos economistas preferidos pela turma da esquerda, tem um excelente texto sobre isso.

    O comércio internacional pode provocar um remanejamento do trabalho,  mas para atividades mais produtivas. Se algum dia existiram alambiques na serra gaúcha, eles faliram quando vinhos da serra apareceram por lá. Milton Santos diria que o desemprego nas vinícolas gaúchas foi provocado pela globalização. Eu prefiro acreditar que os da cana perceberam ser mais fácil deixar com os que conheciam a arte da produção de vinho e se dedicar a algo que eles dominavam melhor – A cachaça.

    As últimas décadas têm provas gigantescas dos benefícios da globalização e do perigo da autossuficiência, ser independente estilo Fidel e lamentar o bloqueio econômico. Países da América Latina, da Ásia e da África que se fecharam ao comércio internacional empobreceram terrivelmente. Ao contrário, aqueles que se globalizaram estão entre os mais ricos do mundo.

    A Índia, inspirada nas ideias de Gandhi, que insistia em fabricar as próprias roupas e queimar produtos ingleses, achou que poderia se virar com grandes indústrias estatais. Conseguiu ficar ainda mais pobre que quando era colônia britânica. Cingapura, Hong Kong e Coreia do Sul fizeram o contrário: se abriram para o mundo. Nos anos 1960, tinham renda per capita similar a dos indianos. Hoje olha para eles. São os países mais ricos – e globalizados – do mundo.

    O Brasil também é um exemplo. Desde 2011 o governo Dilma impõe barreiras de importação, exige cotas de produtos nacionais e faz cara feia a acordos internacionais de livre comércio. Tudo para “preservar empregos ameaçados pela globalização”. Não há notícia de que tenha dado certo. Pelo contrário, o desemprego só aumenta. O protecionismo tirou o Brasil de cadeias globais de produção e evitou que muitas vagas fossem criadas por aqui.

    Vamos pagar um alto preço por confiar a direção do Brasil à esquerda herbívora, infelizmente.

    29/10/2015 Leia...

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  • Só para o general


    Não mudou nada”, diz cubano sobre inauguração de porto 'brasileiro'

     

    Morador de uma vila em Mariel, em Cuba, o pescador Juan Alberto Valdez Rodriguez se diz frustrado com a reforma do porto da cidade, que contou com um empréstimo de US$ 802 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), do Brasil, e ficou a cargo da Construtora Odebrecht, também do Brasil.

    "Não mudou nada. Tudo continua mal", se queixa à Corporação Britânica de Radiodifusão (BBC Brasil). Vinte meses após a abertura do porto, porém, Rodriguez diz que os planos para a zona econômica fracassaram e não houve qualquer melhoria nos arredores. "Se você vai buscar comida no mercado, não há. Se vai buscar frango, não há. Dinheiro, não há."

    A agência que administra a área diz que sete empresas - duas estatais cubanas e cinco pequenas companhias estrangeiras (nenhuma do Brasil) - tiveram seus projetos aprovados e começarão a operar ali em 2016. O financiamento do BNDES ao porto de Mariel se tornou objeto de disputa na última campanha presidencial brasileira. Políticos da oposição, entre os quais o então candidato tucano Aécio Neves, condenaram o repasse de dinheiro público brasileiro à obra.

    Uma funcionária de um órgão estatal cubano diz que tentou se candidatar a vagas de trabalho no porto e em indústrias que venham a se instalar na zona especial, mas que exigências burocráticas lhe fizeram desistir. A seu lado, uma jovem recém-formada em contabilidade conta que pôde se cadastrar no banco de dados, mas jamais foi chamada para entrevistas.

    A possibilidade, porém, ainda é incerta. Analistas dizem que um dos maiores entraves aos investimentos em Mariel é a determinação, prevista na legislação cubana, de que empresas estrangeiras contratem funcionários de cooperativas indicadas pelo governo.

    Os salários pagos no porto hoje são a principal queixa de cubanos que trabalham no empreendimento. Dizem que como técnicos assistentes recebem cerca de 30 pesos cubanos (R$ 116) por mês para jornadas de 12 horas diárias, de segunda a sábado. Para sobreviver, dizem fazer bicos.

    Em entrevista recente ao portal Cuba Debate, a diretora geral da ZED, Ana Teresa Igarza, disse que empresas estrangeiras que se instalem na zona terão liberdade para negociar os salários com os funcionários cubanos. Igarza afirmou que as cinco companhias estrangeiras que tiveram os projetos aprovados para operar ali são pequenas e que muitas empresas grandes com que teve contato atribuem o receio de investir em Mariel ao embargo econômico americano.

     

    Nem todos pretendem esperar. Mesmo ganhando 60 pesos cubanos (R$ 233), o dobro do que recebem seus subordinados, um jovem técnico cubano que trabalha no porto diz à BBC Brasil que o valor não cobriria nem a roupa que ele vestia naquele dia, a camisa do jogador português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

    Ele afirma que só pôde comprar a peça porque seu pai mora em Miami e lhe envia dinheiro todos os meses. O jovem diz que, no ano que vem, se juntará ao pai nos Estados Unidos. "Tudo em Cuba é incerto, não há garantias de que as coisas vão 

    21/10/2015 Leia...

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  • Nobel de literatura e a queda da máscara


    Após a queda da cortina de ferro em 1989, cujo maior símbolo foi o Muro de Berlim, começa também a desmoronar as maravilhas do famigerado comunismo disfarçado de socialismo e democracia. 

     

    Na semana passada, a escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich foi agraciada com o Nobel da Literatura por não se curvar diante do ex-líder soviético Josef Stalin e do atual presidente Vladimir Putin.

    Uma vez consumada a queda da URSS, a autora se dedicou a investigar o fracasso da utopia comunista com “Enfeitiçados” pela Morte, uma reportagem literária sobre o suicídio daqueles que não suportaram o fim do mito socialista (1994).

    Svetlana Alexievich, de 67 anos, é a 14ª mulher a vencer o Nobel de Literatura. A escolha foi divulgada em um evento na cidade de Estocolmo, na Suécia. Além do título, a autora ganha 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,75 milhões).

    Svetlana sempre recorreu ao mesmo método para seus livros documentais, entrevistando durante muitos anos pessoas com experiências dramáticas: soldados soviéticos que retornaram da guerra no Afeganistão ("Zinky boys: Soviet voices from Afghanistan war") ou suicidas ("Enchanted with death").

    Vinda de uma família de professores rurais, Svetlana Alexievich nasceu em 31 de maio de 1948 na cidade de Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, mas cresceu em Belarus. Estudou jornalismo na Universidade de Minsk entre 1967 e 1972. Após a graduação, trabalhou num jornal local na província de Brest. Depois ela voltou para Minsk, onde trabalhou na "Sel’skaja Gazeta", jornal das fazendas coletivas soviéticas.

    Lá, ela reuniu material para seu primeiro livro "War's unwomanly face" (1985), baseado em entrevistas com centenas de mulheres que participaram da Segunda Guerra Mundial.

    SOBRE AS MULHERES

    A proposta do livro de estreia de Svetlana – "War's unwomanly face" (1985), algo como "A guerra não tem uma face feminina" – era registrar relatos de mulheres que lutaram durante a Segunda Guerra Mundial.

    "Tudo o que sabíamos da guerra foi contado pelos homens. Por que as mulheres que suportaram este mundo absolutamente masculino não defenderam sua história, suas palavras e seus sentimentos?", questionou a escritora certa vez.

     

    Sobre a união das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)
     

    Svetlana Alexievich retrata o império soviético de Chernobil ao Afeganistão em livros que não são encontrados em seu país. A escritora não perdoa a visão do "homo sovieticus", incapaz de ser livre.

    "Conheço bem aquele 'homem vermelho': sou eu, as pessoas que me cercam, meus pais", explicou Svetlana em uma ocasião. Mais tarde, completou: "Não desapareceu. E o adeus será muito demorado".

    CENSURADA
    Svetlana Alexievich já foi acusada de "romper a imagem heroica da mulher soviética". Seu primeiro livro, "War's unwomanly face", teve de esperar pela Perestroika, a reforma do sistema aplicada por Mikhail Gorbachev, para ser publicado. Com a obra, alcançou fama em toda a União Soviética e no exterior.

    "Vivemos entre carrascos e vítimas, os carrascos são difíceis de encontrar. As vítimas são nossa sociedade, e são muito numerosas", declarou Alexievich, em entrevista à agência AFP.

    Outro livro que rendeu polêmica foi "Vozes de Chernobyl: A história oral de um desastre nuclear" (1997). Belarus – presidida por Alexander Lukashenko desde 1994, um dos países mais afetados pelas consequências de Chernobyl, onde o tema continua sendo tabu – proibiu o livro. Segundo a vencedora do Nobel, sua obra "não agrada" o presidente.

    "Vivemos sob uma ditadura, há opositores na prisão, a sociedade tem medo e, ao mesmo tempo, é uma vulgar sociedade de consumo. As pessoas não se interessam pela política. É um período difícil", resumiu a escritora à AFP em 2013.

    Os intelectuais bielorrussos também não parecem apreciar as opiniões de Svetlana, que reivindica a "cultura russa" da qual eles desejam distinguir-se e, ao mesmo tempo, passa a maior parte do tempo na Europa ocidental. Sua obra acaba por provocar uma mescla de atração e repulsa no país.

     

    No Brasil, Nobel só quando cair a máscara 

     

     

    Nesse sentido Anita Leocadia Prestes, deu um passo importante. Em seu novo livro critica a atuação do pai Luiz Carlos Prestes, no “justiçamento” realizado pelos revolucionários, em 1936, contra a namorada de um dirigente do Partido Comunista, que culminou com a execução de uma inocente, Elza (Elvira Cupello Caloni). Fundamentalismo ideológico não ganha Nobel. A Argentina tem e o Brasil não tem o cobiçado prêmio.

    15/10/2015 Leia...

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