Últimas EDITORIAL

  • A Dívida do brasileiro


    É unanimidade entre os economistas que o crédito é uma arma carregada. Bobeou, ela dispara no pé. Ou em outras preciosidades se estiver na cintura. Outros exageram e dizem ser uma granada sem o pino de segurança e pode explodir ao menor descuido e ferir todos à volta.

    Inacreditavelmente, o governo brasileiro patrocina uma diretoria do Banco Central que lançou à estratosfera os juros no nosso país. Juros de 13,75% ao ano! Se o mercado diz que como a inflação não é de demanda, esses juros altos não têm eficácia. Mas que teoria segue esses “experts”?

    Se esses juros matam o próprio governo e o país, o que dizer então dos juros que o cidadão comum está pagando? O Banco Central divulgou a média dos juros cobrados em maio no crédito rotativo do cartão de crédito: 360,6% ao ano. A taxa é recorde e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo Banco Central. Também tem que destacar os juros do cheque especial: 232%, também um recorde. E o óbvio aconteceu, a família brasileira nunca esteve tão endividada, em abril, o volume de dívidas das famílias passou a 46,30%, o maior porcentual desde janeiro de 2005, quando começou a pesquisa.

    O brasileiro está em crise, porém o Estado brasileiro está pior ainda. Isto considerado real, como entender que o BNDES aprovou 12 bilhões de dólares para ditaduras sanguinárias e mega-empreiteiros a juros que perdem para a inflação? Ou seja, nós, os pagadores de impostos, bancamos essa camaradagem. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal têm um poder econômico enorme e podem regular os juros e impulsionar a economia. Se os preços sobem porque a procura aumenta, basta aumentar a oferta. Através da redução de custos, deveria ser a meta nacional. A começar pelo governo.

    10/07/2015 Leia...

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  • Festas Juninas


    No Brasil, desde o século XVII, no mês de junho, comemoram-se as chamadas “Festas Juninas”, que possuem esse nome por estarem associadas ao verão europeu e ao referido mês. Sabemos que, além daquilo que tipifica tais festas, como trajes específicos, comidas e bebidas, fogueiras, fogos de artifício e outros artefatos feitos com pólvora, há também a associação com santos católicos, notadamente São João, Santo Antônio e São Pedro. Mas quais são as raízes das festas juninas?

    Os pesquisadores especializados em festividades e rituais costumam apontar as origens das festas juninas nos rituais dos antigos povos germânicos e romanos. Os povos que habitavam as regiões campestres, na antiguidade ocidental, prestavam homenagens a diversos deuses aos quais eram atribuídas as funções de garantir boas plantações, boas colheitas, fertilidade, etc. Geralmente, tais ritos, que possuíam caráter de festividade, eram executados durante a passagem do inverno para o verão, que, no centro-sul da Europa, acontece no mês de junho.

    Esses rituais implicavam no acendimento de fogueiras e de balões, semelhantes aos que hoje são feitos com papel de seda, entre outros modos de comemorações, como danças e cânticos. Na transição da Idade Antiga para a Idade Média, com a cristianização dos romanos e dos povos bárbaros, essas festividades passaram a ser assimiladas pela Igreja Católica, que, como principal instituição do período medieval, soube também diluir o culto aos deuses pagãos do período junino e substituí-los pelos santos.

    A religiosidade popular absorveu de forma muito profunda essa mistura das festividades pagãs com a doutrina cristã. Nas regiões do Sul da Europa, sobretudo na Península Ibérica, onde o catolicismo desenvolveu-se com muita força no fim da Idade Média, essas tradições tornaram-se plenamente arraigadas. Com a colonização do Brasil pelos portugueses a partir do século XVI, as festividades juninas aqui foram se estabelecendo, sem maiores dificuldades, e ganhando um feitio próprio.

    As comemorações das festas juninas no Brasil, além de manterem as características herdadas da Europa, como a celebração dos dias dos santos, também mesclaram elementos típicos do interior do país e de tradições sertanejas, forjadas pela mescla das culturas africana, indígena e europeia. Sendo assim, as comidas, típicas como a pamonha, as danças, o uso de instrumentos musicais, a exemplo da viola caipira, nas festas, reflete milênios de tradições diversas.

     

    01/07/2015 Leia...

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  • “Apertem os cintos, o cliente sumiu”


    Esta é a celebre frase do jornalista Emanuel José Lourenço, publicada no informativo da Câmara de Dirigentes Legistas (CDL), de São Miguel do Oeste. Para Lourenço os lojistas negligenciaram no planejamento, na estratégia, no comodismo com o lema “o ano inicia depois do carnaval”.

    A raiz do problema está na política macroeconômica. Estamos convencidos disso, até mesmo porque o Jornal Imagem foi agraciado com menção honrosa pela Associação dos Jornais do Interior (Adjori), por relatar a desastrada política econômica do governo Dilma.

    Agora estão em todos os jornais as irregularidades nas contas do primeiro governo Dilma. O TCU concedeu ainda 30 dias para a referida “presidenta” explicar de forma cabal aquilo que não pode ser explicado, ou seja, as inúmeras “pedaladas” fiscais e outras improbidades administrativas que incorrem em crime de responsabilidade e, por via de consequência, em processo de impeachment. Ou os 30 dias são para corromper o TCU?

    Com efeito! Todas essas irregularidades ferem a Lei Orçamentária e a própria Constituição. É isso mesmo: agridem a Constituição. Pronto! Aí está todo o suporte jurídico para a abertura de um processo de impedimento da “presidenta-gerenta”, salvo melhor juízo, a mais “incompetente” da história republicana.

    Mas será que existe clima político para um processo de impeachment? – perguntaria aflito o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Bem, um governo que só tem 10% de aprovação da opinião pública, um governo que cometeu o maior estelionato eleitoral dos últimos tempos, um governo que arremessou o país na recessão, no desemprego e ressuscitou a inflação vai ter o apoio de quem?

    Tem mais. Quanto vai custar para o país “carregar” este governo nas costas até 2018? Que se cumpra a Lei. Oposição, tenha vergonha na cara e não fuja de seus deveres com a História. E por último: muitos alegam que, apesar de todos os “malfeitos” dos lulopetistas, a presidente Dilma, pessoa física, é uma mulher honesta. Quem tem a ousadia de falsificar dados do seu currículo, que tem fé pública, não pode ser considerada uma pessoa honesta. Honestidade não é só relativo a operações financeiras. Honestidade também tem que ser intelectual e moral.

    Vale lembrar que, investigado a fundo e a raso pelos agentes do FBI, Al Capone, o gangster dos gangsteres, acabou na cadeia pego por uma singela fraude fiscal. Fernando Collor de Mello foi destronado por comprar uma Fiat Elba com um cheque fantasma. E a governanta?

    24/06/2015 Leia...

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  • O Cedup-GV e a Educação Profissional de Qualidade


    O Centro de Educação Profissional Getúlio Vargas (Cedup-GV), antes denominado Escola Agrícola Getúlio Vargas, foi criada em 04 de julho de 1987 como escola agrícola de ensino fundamental em tempo integral, com o objetivo de preparar os jovens para as atividades da agricultura familiar. Hoje, oferece o Curso Técnico em Agropecuária concomitante ao ensino médio e na modalidade pós-médio.

    Em 2015, os alunos que frequentam o educandário somam um total de 245 jovens, sendo que 91 são internos (permanecem na escola em turno integral), 96 semi-internos (retornam para casa no final do dia) e 58 alunos do Técnico em Agropecuária Subsequente noturno. Esses alunos procedem de municípios de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os alunos ingressantes no Curso Técnico em Agropecuária concomitante com o ensino médio e no subsequente, no ano de 2015, são na sua maioria filhos de agricultores.

    O Cedup-GV destaca-se no cenário catarinense como uma escola de referência no ensino profissionalizante pela qualidade da formação de seus alunos e as condições de estudo e trabalho que oferece. A estrutura física ultrapassa os 3.500 metros de construções com dependências administrativas, salas de aula, laboratórios, ginásio de esportes, alojamentos e instalações para o abrigo e criação de animais. A área total da escola é de 52 hectares.

    Enquanto o ensino público, de maneira geral patina e sofre com a falta de investimentos, o Cedup-GV, alicerçado em grandes e importantes projetos, concluiu uma ampla reforma em suas dependências físicas e construiu e equipou diversos laboratórios que permitirão uma formação em alto nível de seus alunos.

    Recentemente, foram concluídos os laboratórios de Química, Topografia e Análise de Solos, além da grande inovação, que é a instalação de fontes de energia e água potável, como o biodigestor que aquece as maternidades de animais recém-nascidos e a cisterna com capacidade para 700 mil litros de água, além da implantação do sistema de hidroponia na horta do colégio.

    A gestão da escola está fundamentada no modelo democrático, com um Conselho Deliberativo atuante, enquanto a Cooperativa dos Estudantes representa os interesses dos alunos, inclusive sendo a entidade mantenedora do colégio. A comunidade escolar é altamente participativa nas reuniões e atividades da escola, com destaque especial aos Conselhos de Classe, onde o desempenho qualitativo dos alunos e escola como um todo é avaliado.

     

    18/06/2015 Leia...

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  • Hoje o Paraguai nos humilha


     

    Na virada do século XX para o XXI foi gerada uma expectativa de que o Brasil decolaria, seria o século em que o Brasil definitivamente entraria para o seleto grupo dos países desenvolvidos. Relógios com contagem regressiva foram colocados em praças públicas e tudo indicava que no novo milênio a grande nação multirracial iria assombrar o mundo. Já se passaram 15 anos e onde estamos?

    Os brasileiros sentem a dor das oportunidades perdidas. Olhando em retrospectiva, não há dúvidas de que nos últimos anos houve uma guinada. Para a esquerda? Não, para o despropósito. O que havia sido penosamente reconstruído na década de 1990, o Plano Real; a responsabilidade com as finanças públicas; o incentivo à iniciativa privada (sem subsídios descabidos); a manutenção do setor produtivo e financeiro estatal longe do alcance dos interesses clientelísticos; em suma, o início da reorganização do estado e, ao mesmo tempo, a reformulação e universalização do atendimento à saúde e à educação, bem como do acesso à terra, perdeu-se por “desmesura”. Em política econômica tão importante quanto o rumo é a dosagem. No caso, o rumo foi perdido e o limite da prudência na dosagem, ultrapassado.

    Em suma: não houve apenas roubalheira, mas uma visão política e econômica equivocada, desatenção ao bê-á-bá do manejo das finanças públicas e erros palmares de política setorial. Sabemos quais foram os responsáveis pelo estado a que chegamos. Cobra-se agora das oposições: o que fazer? É preciso primeiro reconhecer que, dada a reeleição de Dilma e do PT, há que dizer: quem pariu Mateus que o embale. Tudo bem, é verdade. Mas o Brasil não é do governo ou da oposição, é de todos. A oposição de hoje será governo amanhã. Portanto, não deve escorregar para o populismo e, sim, apontar caminhos para superar os problemas acima citados.

    O Fator Previdenciário, por exemplo, é indispensável, a longo prazo, para o equilíbrio das finanças públicas. Se for para mudá-lo, que se encontre um substituto à altura. Pensando no Brasil, não cabe simplesmente fazer o seu funeral. Não nos aflijamos eleitoralmente antes do tempo. Neste momento o que importa é que o povo veja quem foram os verdadeiros responsáveis pelo desastre que aí está. Ele é fruto de decisões desatinadas do lulopetismo e da obsessão pela permanência no poder, com a ajuda da corrupção e de medidas populistas que nada têm a ver com desenvolvimento econômico e social ou com os interesses nacionais e populares.

     

    11/06/2015 Leia...

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  • Editorial


    São Miguel do Velho Oeste 
    Uma sucessão de erros provoca uma tragédia em São Miguel do Oeste. Na noite de domingo 24, por volta das duas horas, uma guarnição da Policia Militar (PM) foi atender uma ocorrência de perturbação do sossego em um posto de lavagem de automóveis, entre as ruas Almirante Tamandaré e Marechal Floriano. Na primeira tentativa tudo parecia resolvido. Porém, na segunda tentativa, a guarnição da PM utilizou gás de pimenta e o soldado Grassi efetuou um disparo com uma espingarda calibre 12 mm. O disparo atingiu o peito de Douglas Voguel que veio a óbito e de raspão a sua acompanhante Laura, que não corre risco de vida.

    Quanto a PM
    A meu ver deve repensar os seus fundamentos. Deve realizar a parada diária, onde o Oficial de Dia e o Sargento Adjunto fazem a chamada, inspeção do armamento, o hasteamento das bandeiras e transmitem as ordens à guarnição de serviço, bem como supervisiona a passagem do serviço da guarnição que sai com a que entra. Deve-se acompanhar a contagem das munições, conferência do armamento, das viaturas e equipamentos da guarnição.

    Nas ações de distúrbio, um exaustivo treinamento teórico e prático se faz necessário. No teórico, o militar deve ser treinado para agir com confiança pela razão e não pela emoção ou instinto. Na prática, os deslocamentos e ações no local da ocorrência do distúrbio devem ser realizados por militares treinados e com experiência neste tipo de ocorrência. Salvo melhor juízo, isso não vem ocorrendo. A prova disso é a morte de um rapaz no ano passado, que estava bêbado e roubando. O dito cujo, armado com uma faca, partiu pra cima do policial. Este, por sua vez, desferiu um tiro na perna do bêbado, que veio a falecer. Pergunto: porque aquele treinamento para desarmar o marginal armado de faca não foi aplicado? Tomar a faca de um bêbado não é tão difícil para um homem treinado.

    Quanto aos festeiros ou baderneiros
    Vocês não podem querer a policia por perto somente quando estão apanhando ou sendo assaltados. A moral e os bons costumes rezam que quando chegar a policia, se desliga tudo e vamos atender a ordem dos agentes. Se estiver no carro, desligue o som, apague os faróis, ligue a luz interna e atenda o policial com cortesia e afeição.

    Aos incomodados

    Em uma sociedade heterogênea temos que ser tolerantes. Na cidade, no campo e até mesmo no mato, o nosso sossego pode ser perturbado. Nestes casos, é de bom alvitre fazer uso da diplomacia ou da política de boa vizinhança. Isso nem deveria ser caso de polícia.

    Das explicações
    Jamais uma autoridade deve se pronunciar enquanto os ânimos estiverem exaltados. Informar à sociedade que o militar se equivocou quanto à munição, só serviu para aumentar a indignação e revolta da comunidade. Nestes casos, é salutar informar que as providências legais estão sendo tomadas e em breve será divulgada uma noto oficial ou marcada uma coletiva de imprensa. Muita calma nesta hora, Comandante.

    Para os exaltados

    Se a zoeira fosse na sua casa e você usasse o relho ou até mesmo o chinelo para dar fim a festa, você seria preso, retirado do próprio lar e não poderias nem chegar perto da casa. Então, colocar uma placa com os dizeres: “Morreu porque estava fazendo arruaça”, torna você um cidadão de alta periculosidade e deve ser retirado de circulação. Vale lembrar que a pena de morte não existe no Brasil nem para os marginais mais pervertidos. Deus dá a vida e só Deus pode tirá-la.

    28/05/2015 Leia...

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  • Exército omisso


    Na semana passada, as mais altas autoridades do Exército Brasileiro engrossaram a veia do pescoço para enaltecer a Instituição de hoje e o de outrora também. O novo comandante, recentemente nomeado pela presidente Dilma Rousseff, em nota oficial disse que hoje temos uma nova Força Terrestre para o mesmo Exército, sempre orgulhoso de sua história e apegado aos valores que o sustentam e lhe dão coesão, com forte senso de responsabilidade social, consciente da necessidade de ir além do que prescreve a destinação tradicional de uma força armada, ciente do papel de provedor de necessidades básicas de populações cuja segurança e até mesmo sobrevivência não encontram alternativas que não as proporcionadas pelo “Braço Forte - Mão Amiga”.
    Hoje, a necessidade básica da população é saúde e alimentação, setores abalados pela Cleptocracia institucionalizada neste País desde a sua redemocratização em 1985. Desde então, o Exército lavou as mãos nos sucessivos escândalos de rapinagem. Entre eles, podemos citar os anões do Orçamento, da Previdência com Jorgina, Mensalão e o recente Petrolão.
    Acovardou-se por que todas as ações do Exército que deveriam ser tomadas para evitar o saque aos cofres públicos foram associadas à repressão. Hoje querem convencer o povo honesto e trabalhador, aquele que dá vida boa aos cleptocratas e suas famílias também, que intervenção militar é inconstitucional. Inconstitucional é deixar roubar o sagrado patrimônio público que deveria atender a nossa infraestrutura e ajudar, não as supostas minorias de gays, índios e negros e, sim, a população pobre, independente cor, raça, religião ou opção sexual.
    Intervenção militar não é “Sai Dilma entra General” por decreto. Intervenção militar é quando ninguém consegue estancar a roubalheira. Chamar o Exército assim como o chamam quando um avião cai na floresta, quando a policia não consegue subir o morro, quando é para promover a paz, quando acontece uma tragédia, entre outros.
    Então, glorioso Exército, a construção do expressivo grau de confiabilidade foi à custa dos seus homens e mulheres ao longo da história. Para mantê-lo não basta viver do passado. Certamente os de verde e amarelo, aqueles que fazem protesto aos domingos, irão exigir uma resposta aos sistemáticos assaltos aos cofres públicos.

     

    24/04/2015 Leia...

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  • Tensão em Brasília


    Os dias que antecedem a apresentação dos inquéritos contra políticos citados no esquema de corrupção da Petrobras foram de trabalho para acusadores na Procuradoria-Geral da República e de tensão para os parlamentares no Congresso Nacional. No último final de semana, procuradores da República que elaboraram as peças contra autoridades citadas na Lava Jato se dedicaram a reler todo material, elaborado com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
    Os oito procuradores que integram o grupo de trabalho coordenado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tentam concluir o trabalho para que o material chegue nesta quarta-feira, 04, ao Supremo Tribunal Federal (STF) – nos casos que envolvem parlamentares – e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) – no caso de governadores. 
    O procedimento habitual do procurador-geral da República é de avisar políticos investigados antes de solicitar as investigações ao Supremo, para que os parlamentares não sejam “intimados” por notícias veiculadas na imprensa. Contudo, ainda não se sabe se o procurador adotará o mesmo hábito nos casos relativos à Lava Jato.
    Mas essa mera possibilidade despertou no meio político nesta semana um sentimento batizado por alguns de “tensão pré-Janot”. O motivo é que dezenas de nomes de parlamentares apareceram nos depoimentos dos delatores, entre eles os dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), que negam as acusações. Conforme revelou em dezembro, só na lista de Costa são ao menos 28 políticos mencionados. Assim, o clima nos últimos dias foi de apreensão nos corredores do Congresso. 
    No café dentro do plenário da Câmara e do Senado, tradicional área em que os parlamentares se reúnem durante as sessões, todos especulavam quem apareceria na lista de Janot e, em um movimento inverso ao corriqueiro, abordavam jornalistas na expectativa de conseguir a confirmação dos nomes antecipadamente. “Sabe algum nome?”, “Sabe dizer se alguém já foi procurado?”, perguntavam aos repórteres. Para aliviar a tensão, alguns faziam piada com a previsão de telefonemas, cartas ou e-mails da Procuradoria-Geral antecipando alguma notícia. A lista também é esperada para definir os rumos da CPI criada na Câmara para apurar o esquema de corrupção na Petrobras.

     

    05/03/2015 Leia...

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  • A vida voltou às escolas


    A volta às aulas segunda feira deu um colorido especial às ruas e principalmente às escolas. A alegria e a energia dos pequenos, adolescentes e jovens modificam o cotidiano familiar e social. No entanto, o processo em si exige uma série de considerações que não são naturais. Segundo os especialistas, para as crianças, a volta às aulas é marcada por uma inquietação natural. É um momento de transição, com novas experiências e realizações, ao mesmo tempo em que a “vida boa” das férias fica para trás. Algumas não veem a hora de reencontrar os amigos e professores. Para outras, porém, a mudança não é tão simples e festiva assim. Nesses casos, birra e crises de choro são comuns, estimuladas pela própria ansiedade e tensão dos adultos.
    Tudo vai depender da maneira como a família lida com essa mudança na rotina. O clima tenso pode passar a impressão de que ir para a escola é vivência dolorosa e desagradável. Por isso, é normal que as crianças se sintam desestimuladas e inseguras para voltar à rotina. Se essa passagem é tratada de forma mais natural e positiva, por outro lado, a experiência escolar é vista como algo divertido. Os pais precisam motivar os seus filhos desde cedo, sim, mas com moderação e responsabilidade. Cada criança é única e tem uma capacidade específica para suportar as pressões do dia a dia escolar. A aprendizagem não é uma mera acumulação ou repetição de conhecimento.
    É quase impossível encontrar uma criança que goste de ser cobrada e pressionada pelos próprios pais, principalmente quando o motivo da preocupação dos adultos não é compreendido facilmente. Se esse peso é transferido à vida escolar, os prejuízos podem ser ainda maiores. A criança tenta atender às expectativas dos pais no ambiente escolar e pode se frustrar, perdendo o prazer e o interesse em estudar.
    Por isso, vale evitar comentários que estimulem a competição na escola ou reforcem a importância de notas altas em detrimento de outras conquistas, tanto no começo do ano como ao longo dele. Essa atitude não significa deixar as notas ou os trabalhos de lado. É preciso acompanhar o desempenho escolar dos filhos, mas ele pode ser observado em outros aspectos, além das notas. Isso vale principalmente, alertam especialistas, para os menores.

     

    11/02/2015 Leia...

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  • Os professores estão de volta


    Os profissionais da educação estão de volta às escolas. Esta semana está destinada ao planejamento, organização e preparativos para a chegada dos alunos para mais um ano letivo. É um período extremamente importante para a organização do trabalho que dará às crianças, adolescentes e jovens, todos cheios de energia, e as funções de aprender e conviver.
    O conhecimento e a capacidade de comunicação são as referências do bom professor, aliado à capacidade de leitura de mundo e do comportamento humano. A formação constante e predisposição às mudanças dos comportamentos e dos valores são fundamentais para que tenha um discurso moderno e na linha do pensamento social. Caso contrário, verá suas aulas desmerecidas e seu discurso não terá eco.
    O professor precisa compreender que o significado do conteúdo e da disciplina varia de acordo com as metas e os objetivos de vida de cada um. Caso não se perceba a utilidade, o interesse e o esforço tendem a diminuir à medida que o aluno se pergunta que serventia tem aquilo que o professor lhe ensina. Colocar problemas ou interrogações, despertar a curiosidade dos alunos, mostrando a relevância que pode ter para os mesmos a realização da tarefa, é essencial.
    É imperativo que o professor conheça o aluno e sua história de vida. Assim, o educador poderá ficar próximo dele, saber seus interesses e sonhos para, a partir daí, preparar aulas atrativas e significativas que atenderão às necessidades e aos interesses da turma. 
    A atividade acadêmica se realiza de forma coletiva e em um contexto social. O professor deve criar um ambiente motivador. Isto significa desenvolver em sala de aula situações de aprendizagem em que o aluno tenha papel ativo na construção do conhecimento, usando adequadamente os recursos didáticos, a avaliação formativa, as estratégias de ensino e o conteúdo, proporcionando atividades desafiadoras etc.
    O professor é, por excelência, o principal agente motivador. Precisa estar motivado, ter compromisso pessoal com a educação, demonstrar dedicação, entusiasmo, amor e prazer no que faz. Isto observado e com bons conteúdos, o professor, os alunos e as aulas serão outros.
    O educador deve ser aquele que estabelece uma relação de afetividade com o aluno, que busca mobilizar a energia interna do mesmo. Se o clima de calor humano, desenvolvido pelo professor, é percebido no processo de interação, passando a imagem de pessoa digna de confiança, amistosa, é provável que os estudantes se esforcem para corresponder às suas expectativas. Comentários do tipo “você não aprende mesmo!” ou “você não quer nada, não tem jeito!” danificam a autoestima do aluno e reforçam o sentimento de incompetência.
    A qualidade das relações que se estabelecem no interior da sala de aula tem implicações na motivação do aluno. As pessoas procuram sentir-se aceitas pelos outros. Podemos chamar isso de motivação de filiação, ou seja, a necessidade que a pessoa tem de se sentir aceita e valorizada.
    É preciso levar em consideração que fatores socioeconômicos e biológicos também condicionam a motivação. O professor não pode considerar o problema do desinteresse do aluno apenas como uma questão psicológica. A falta de motivação pode ocorrer, também, pela não satisfação de necessidades como fome, cansaço e afeto. O importante é avaliar cada caso e procurar resolvê-lo na medida do possível.

     

    05/02/2015 Leia...

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  • Governar é gastar menos que arrecada


    Enquanto gestões esquerdistas envergonham a Nação de Norte a Sul, a gestão de Raimundo Colombo é exemplar e diz que pode avançar mais. Na primeira edição de 2015 do programa Com a Palavra, o governador Colombo falou sobre o novo modelo de gestão que já está sendo implantado para o segundo mandato. “Não dá pra ficar acomodado por conta da reeleição. Nossa proposta é exatamente o inverso disso. Ganhamos uma nova oportunidade para fazer mais e melhor”.
    Disse que o modelo é simples e eficiente. “Não é diferente do que fazemos em casa todos os dias. É simplesmente controlar o que se ganha e como se gasta”. A proposta é que, em todos os setores, seja avaliada a necessidade de qualquer despesa e onde é possível reduzir os custos. Além de controlar os gastos, faz parte da nova ferramenta uma postura mais ágil e exigente para fiscalizar as obras do governo.
    No encerramento do programa, o governador falou do repasse de aproximadamente R$ 5 milhões para as obras de pavimentação da SC-114 na Serra catarinense. Os trabalhos estão sendo executados pelo 10º Batalhão de Engenharia de Construção, com sede em Lages. A rodovia, conhecida como “Caminhos da Neve” liga São Joaquim, em Santa Catarina, à divisa com o Rio Grande do Sul. 
    Enquanto isso, nas demais unidades da federação, com raras exceções, os gestores estaduais receberam a dita “herança maldita” e, em consequência, há servidores sem remuneração e pessoas ordeiras e trabalhadoras morrendo na fila dos hospitais.
    Parabéns governador e equipe. A maioria do eleitorado catarinense não se vendeu por pouco.

     

    22/01/2015 Leia...

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  • França colhe tempestade


    Desde o século passado, a França vem plantando ventos para colher tempestade. O ataque à redação do jornal Chalie Hebdo na semana passada é apenas o começo de más colheitas vindouras. Como país socialista, sempre teve queda pelos comunistas russos e também optou pelos dólares yanques. Em 1920, os franceses ratificaram o Tratado de Versalhes, humilhando a Alemanha de Veimar, e assim colheu a fúria do nazismo liderado por Adolf Hitler. 
    Em 1945 foi criado a Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir a paz mundial e os franceses optaram pela indústria armamentista e, juntamente com os russos, armaram as ideologias antagônicas no mundo todo, inclusive para os guerrilheiros do Brasil, além de conceder asilo político num tempo não muito distante. Salvo melhor juízo, sem o armamento do Ocidente, os terroristas da África e do Oriente não existem.
    Já no Brasil, a exemplo de seus congêneres mundo afora, se vê o terrorismo islâmico como uma espécie de aliado. Não tem a coragem de pronunciar isso claramente porque, aliada à sua burrice, há a covardia. De fato, os muçulmanos não são o problema. O problema do Ocidente é gente que se oferece para ser o colaboracionista dos tempos modernos; que se oferece para ser um braço do fascismo islâmico no Ocidente.
    Tudo somado, a diferença entre a companheirada e os matadores de cartunistas é que os celebrantes de missa negra não aceitam serem recompensados depois da chegada ao paraíso com a posse de uma das 11 mil virgens. Os devotos do “mal feito” preferem receber o pagamento neste mundo e o quanto antes. De preferência, em dinheiro vivo.

     

    15/01/2015 Leia...

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  • Cris Presidente


    Colenda em pé de guerra

    Na semana passada, a Câmara de Vereadores elegeu a mesa diretora para o ano vindouro. Na eleição da presidência para suceder Valnir Scharnoski (PSD) houve surpresa. O acordado pelos vereadores governistas era que o presidente seria Vanirto Conrad (PDT), mas elegeu-se com os votos da oposição e o dela Cristiane Zanatta Massaro (PMDB). O descumprimento do acordo da presidente, ex-líder do governo na Câmara, abriu uma crise na base governista que poderá culminar com a perda da ampla maioria do prefeito João Carlos Valar (PMDB).
    Comenta-se, nos bastidores que os votos do PT serão compensados com a secretaria executiva da Câmara, que seria ocupada pelo ex-prefeito e atual presidente do PT, Nelson Foss da Silva. Por outro lado, Vanirto Conrad ameaça desembarcar do governo e a cúpula do PMDB promete submeter Cristiane ao conselho de ética do partido.
    Vale lembrar que nos bons tempos da nossa democracia, que esquerdopatas chamam de ditadura, o presidente da casa legislativa era o parlamentar mais votado. Ou seja, o presidente seria Claudio Barp (PMDB), o da Assembleia Legislativa seria Gelson Merisio (PSD), na Câmara Federal Jair Bolsonaro (PP) e no Senado Federal, Álvaro Dias (PSDB). Salvo melhor juízo, as casas legislativas estariam em boas mãos e seriam poupadas das já tradicionais investidas dos corruptos.

     

    23/12/2014 Leia...

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  • Contribuição sindical rural


    Na semana passada os pequenos agricultores foram surpreendidos com a cobrança do Imposto Sindical, inclusive os atrasados. É sabido que propriedade de até quatro módulos fiscais caracteriza agricultor familiar e, portanto, isento da Contribuição Sindical Rural. Aproximadamente 85% do total de propriedades rurais do País pertencem a grupos familiares. De acordo com a Secretaria de Agricultura Familiar, são 13,8 milhões de pessoas em cerca de 4,1 milhões de estabelecimentos familiares, o que corresponde a 77% da população ocupada na agricultura.
    Como podemos observar, o enquadramento de isenção do imposto sindical para o agricultor familiar é complexo. É como diz o meu amigo: “Só uma amante dá mais prejuízo que uma chácara”. Portanto, consulte o seu sindicalista ou advogado de confiança.
    Para maior esclarecimento, Módulo fiscal é uma unidade de medida agrária usada no Brasil, instituída pela Lei nº 6.746, de 10 de dezembro 1979. É expressa em hectares e é variável, sendo fixada para cada município, levando-se em conta: Tipo de exploração predominante no município, a renda obtida com a exploração predominante, outras explorações existentes no município que, embora não predominantes, sejam expressivas em função da renda ou da área utilizada.
    O módulo fiscal não deve ser confundido com o módulo rural. O módulo fiscal corresponde à área mínima necessária a uma propriedade rural para que sua exploração seja economicamente viável. A depender do município, um módulo fiscal varia de 5 a 110 hectares. Nas regiões metropolitanas, a extensão do módulo rural é geralmente bem menor do que nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Já o módulo rural é uma unidade de medida agrária, expressa em hectares, que busca refletir a interdependência entre a dimensão, a situação geográfica e as condições de aproveitamento econômico do imóvel rural.

    11/12/2014 Leia...

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  • Terminou o 1º turno


    Quem perdeu foram os Direitos Humanos e o grande vencedor foi o Bolsa Família

    Os candidatos Marco Feliciano, Pastor Eurico e Jair Bolsonaro, que teceram pesadas críticas aos métodos dos defensores dos Direitos Humanos, tiveram as suas críticas respaldadas nas urnas. Feliciano, protagonista de uma polêmica ao escrever, em sua página no Twitter, que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva “ao ódio, ao crime e à rejeição”, foi para o terceiro mandato como o candidato a deputado federal mais votado em São Paulo, sendo reeleito com 398.087 votos.
    Eurico - A briga com Xuxa sobre a Lei da Palmada deu-lhe notoriedade e eleitores. Foi o segundo colocado de sua coligação no Estado do Pernambuco, com 233 762 votos.  
    Bolsonaro - Com mais de 464 mil votos, foi o deputado federal com maior número de votos no Estado do Rio de Janeiro. Ele está na Câmara Federal há seis mandatos consecutivos, ou seja, ocupa há 24 anos a função. Alicerçou as suas campanhas na revogação total do Estatuto do Desarmamento, contra a indústria de demarcações de terras indígenas, contra qualquer tipo de cotas, fim das ideologias nas escolas, contra as atuais políticas de direitos humanos, a favor do trabalho forçado em presídios, contra o “kit gay”, entre outras polêmicas.
    Bolsa Família - No caso do Bolsa Família, as distribuições da votação de Aécio e Dilma voltaram a apresentar padrões distintos e fortemente correlacionados. A proporção de votos de Dilma cresceu à medida que aumenta a proporção de pessoas beneficiadas pelo programa nos municípios.
    Resultado final – Vencendo “fantasmas do passado” ou “monstros do presente” - assim se nomeiam um ao outro - os eleitores terão que pagar a conta, ou seja, juros, inflação, tributos, combustível, desemprego. Aliás, o endividamento, o desemprego em massa e a miséria prenunciam-se para breve, enquanto o oportunismo à testa do velho Estado burocrático brasileiro se esmera em despejar contrapropaganda. E dá-lhe bolsa.
    Até a próxima!

    08/10/2014 Leia...

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  • De novo às urnas


    O Brasil vive novamente o frenesi das eleições gerais que vão escolher, domingo, o novo presidente da República, governadores, deputados estaduais, federais e senadores, na chamada festa da democracia. Deveria ser apenas mais uma, mas esta eleição é atípica em todos os sentidos, seja pela enorme matiz de ideologias dos candidatos, muitas vezes conflitantes, ou pelo tom rasteiro dos ataques mútuos entre os principais postulantes ao poder. Desta vez não há como prever o fim. Mesmo os institutos de pesquisa estão baratinados.
    A declarada guerra entre Dilma Rousseff, Aécio Neves e a até então temida Marina Silva, além dos candidatos chamados “nanicos”, trouxe ao eleitorado e ao próprio setor econômico do País a intranquilidade acerca do futuro da Nação. No resumo, foi uma campanha dominada pela boataria, invencionices e jogo baixo. Em termos de propostas, no entanto, é a pior eleição dos últimos anos após a retomada da democracia em 1985. Estamos diante de apenas três opções: o continuísmo com o PT, a volta ao passado com o PSDB ou o risco do desconhecido com o PSB. Oxalá, o eleitor possa, pelo menos, escolher dos males o menor.
    Enquanto isso, em Santa Catarina a paz reina. Embalado pelas pesquisas que lhe dão vitória quase certa já no primeiro turno, o governador Raimundo Colombo não se preocupou muito em partir para o ataque ou responder a provocações. Esta pode ser a eleição mais calma dos últimos anos no Estado, mesmo porque os candidatos da oposição, ou por falta de propostas ou por baixa densidade eleitoral, não conseguiram decolar e vêm patinando nos números das pesquisas. Então, se não há jeito, que tudo acabe domingo em Santa Catarina, para que voltemos à vida normal e apenas expiemos a luta pelo poder federal.
    Por fim, no Extremo-oeste a briga é pela representatividade de uma região que carece de atenção na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Longe do partidarismo que não leva a nada, ou interesses pessoais mesquinhos, é preciso que o eleitor pense no coletivo e saiba dimensionar a importância de ter nos parlamentos estadual e federal alguém comprometido com os anseios deste cantinho do País. Eleição é por um dia, mas seus efeitos duram quatro anos ou mais. Então, usemos o Título de Eleitor não apenas como um documento, mas, sim, como um agente transformador. 
    Até a próxima!

    02/10/2014 Leia...

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  • Trânsito


    Respeitar o limite da velocidade é evitar acidentes e respeitar a vida

    Nos últimos dias assistimos a uma carnificina sem precedentes nas duas rodovias federais e nas estaduas que cortam o Extremo-oeste catarinense, na BR-282 Leste-Oeste e na BR-163 Norte-Sul.  A combinação do estado lastimável nas estradas e o excesso de velocidade transformaram as rodovias em um açougue humano.
    A velocidade máxima de circulação de veículos nas estradas brasileiras é determinada a partir de estudos do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre o local. A análise leva em conta as características técnicas da via e as condições do tráfego, como o relevo, o volume de uso, se a pista é simples ou dupla, entre outros fatores.
    Ainda que haja esse limite determinado, dirigir acima da velocidade permitida é uma das maiores causas de acidentes no Brasil. As multas que, segundo o coronel João Batista, tem como único objetivo salvar vidas não tem surtido efeito, tanto é que este periódico publicou mais de 60 páginas de multas em jornal e a carnificina aumentou. Na segunda-feira, 22, a Polícia Militar realizou blitz educativa e, inclusive, entregou um kit com orientações, visando a Semana Nacional do Trânsito.
    É sabido que quanto maior a velocidade do veículo, maior será o tempo de reação do condutor e as chances de que aconteça um acidente. Respeitar o limite de velocidade é respeitar a vida. Imprevistos acontecem e ter um tempo para reagir a uma situação adversa pode fazer toda a diferença. Se as autoridades não conseguirem convencer os condutores disso, temos que ficar longe das rodovias, ou seja, em casa.
    Até a próxima!

    24/09/2014 Leia...

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  • A Semana Farroupilha

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    Na abertura da Semana Farroupilha no CTG Porteira Aberta, o Jornal Imagem cobriu o que é considerado o maior evento tradicionalista do Brasil. As prendas e os peões mais antigos ainda mantém vivo na memória a edificação e fundação do Centro de Tradições Gaúchas em São Miguel do Oeste. Contam que o padre Aurélio Canzi foi um dos mentores e o apóstolo entre os migrantes gaúchos que demandaram às terras do Oeste catarinense. Líder religioso e comunitário, assistiu ao nascimento de comunidades que hoje são municípios e paróquias. Sua vida é sinal visível da dedicação apostólica do clero catarinense e um chamado ao mesmo clero a abrir-se aos migrantes que continuam a se multiplicar do Rio Grande do Sul a Roraima.
    Contam que o Padre Aurélio Canzi fazia questão de ser gaúcho e de promover o gauchismo, vestindo batina, bota, bombacha, revólver na cintura e lenço vermelho no pescoço. Não admitia qualquer tipo de deslize de um gaúcho dito macho. Certa vez, em uma missa, dizem que passou um “pito” no delegado da cidade, porque havia visto o mesmo de sombrinha em um dia de chuva, acompanhado de uma senhora. “Gaúcho macho usa guarda-chuva e não sombrinha”, teria dito.
    Também contam que uma grande confusão deu-se quando foi fundado o CTG, em 1956. O padre Aurélio ficou de doar um terreno da igreja para a construção. A coisa pegou fogo quando soube que o nome do CTG seria Anita Garibaldi. Tiezerini, antigo morador, contava: “Ele deu de dedo em todos nós e disse: 'Ela foi p…! Mandou matar o marido e fugiu com o Garibaldi'”. 
    Perguntado como havia sabido da história, respondeu: “A cúria metropolitana de Florianópolis fez uma pesquisa e provou que Anita matou o marido para fugir com o Garibaldi” (essa pesquisa ainda não foi feita…). Por sugestão do próprio padre, o CTG foi batizado de Porteira Aberta. Foi o primeiro a ser registrado em Santa Catarina. O primeiro galpão foi erguido no terreno de 1.500 metros quadrados, doado pela igreja.
    Indaguei sobre o incêndio num CTG em Santana do Livramento para impedir um casamento gay. A ampla maioria aprovou a façanha gaúcha, não por que discriminam a comunidade gay, mas para preservar a memória e o legado de gaúchos como o padre Aurélio. Disseram que no CTG, salvo melhor juízo, as leis, a moral e os bons costumes são preservados. Prendas e peões vêm acompanhados dos pais e compadres para casar. A erva permitida é a erva-mate, a cola a ser cheirada é a da égua e lá a égua pocotó não dança, troteia.
    Os tradicionalistas também temem a ação de esquerdopatas (esquerdistas fanáticos e doentios contra todas as evidências), que denigrem a imagem dos centros de tradições nos moldes como estão fazendo com as Forças Armadas e, assim, nivelarem a centenária instituição por baixo.

     

    18/09/2014 Leia...

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  • Independência do Brasil


    O feriado de 7 de Setembro comemora a independência do Brasil e, por isso, é um dos feriados nacionais mais importantes do País. Embora a história oficial marque o dia 7 de setembro de 1822 como o Dia da Independência, é sabido que o processo da soberania começou muito antes, tendo como um dos primeiros e principais detonadores a fuga da família real portuguesa, regida por Dom João VI, ao Brasil em 1808, como conseqüência do cerco imposto pelo imperador francês Napoleão Bonaparte.
    Com o comando do reino português sendo transferido para o Brasil, houve uma espécie de inversão metropolitana, pois, na prática, o Brasil deixava de ser uma mera colônia e passava a exercer plenamente as funções de metrópole. Essa inversão gerou um grande descontentamento em Portugal, que acabou culminando no segundo evento que ajudou a catalisar a independência do Brasil: a Revolução Liberal do Porto, em 24 de agosto de 1820.
    Com a crescente tendência da corte portuguesa em tornar efetivo o projeto de recolonizar o Brasil, em praticamente todas as províncias do território começaram a se ouvir clamores independentistas. Apesar das divergências entre a aristocracia rural e as camadas urbanas populares, a pressão sobre o príncipe regente para que se decantasse a favor da independência do Brasil crescia gradualmente. Até que, em 7 de setembro de 1822, após receber uma carta do seu pai, Dom João VI, na qual exigia que D. Pedro voltasse a Portugal e acatasse as ordens do rei e da corte portuguesa, o príncipe regente percebeu que deveria tomar uma decisão importante.
    Estando às margens do riacho Ipiranga, localizado na região onde se encontra atualmente o bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo, o príncipe regente expressou sua decisão bradando a famosa frase “Independência ou morte!”, ato que acabou ficando mais conhecido historicamente como o episódio do “Grito do Ipiranga”. Com esse ato simbólico, o longo processo de emancipação política do Brasil chegava ao seu ponto decisivo, levando Dom Pedro a ser aclamado imperador em 12 de outubro de 1822 e coroado quase dois meses depois, em 1º de dezembro do mesmo ano, recebendo o título de D. Pedro I.
    Hoje em dia, as comemorações do Dia da Independência do Brasil ocorrem em todo o território nacional, com a realização de desfiles, solenidades públicas, espetáculos musicais e diversos tipos de manifestações patrióticas.

    Até a próxima!

    10/09/2014 Leia...

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  • Estranho movimento grevista


    De forma irresponsável e inconsequente, salvo melhor juízo, os servidores públicos estaduais da Epagri e Cidasc, nos solicitaram apoio na divulgação da sua greve. Ou seja, vão cruzar os braços em pleno período eleitoral. Como argumento comunicam: “Devido a intransigência do governo estadual em não atender as reivindicações dos trabalhadores da Epagri e Cidasc e como não resta outra alternativa, amanhã, terça feira (02/09/14), a partir das 8  horas da manha, estaremos em greve em todo o Estado catarinense. Pedimos a ajuda em acompanhar nosso manifesto e divulgar essa mobilização dos trabalhadores da Epagri e Cidasc”.
    As duas instituições, ligadas à Secretaria da Agricultura e da Pesca, capitaneada por João Rodrigues (PSD/SC), licenciado para tentar reeleição a deputado federal e substituído por Airton Spies, tem sob sua responsabilidade, respectivamente: Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), responsável pela pesquisa e extensão rural, e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que atua na defesa sanitária animal e vegetal.
    São os responsáveis pelas pesquisas agropecuárias, saúde animal, vegetal e qualidade da alimentação dos que vivem em sua área de atuação. Também depende deles a saúde financeira do Extremo-oeste catarinense, uma vez que a região é essencialmente agrícola e o agronegócio é a alavanca da economia na região e no Estado.
    Considerando que o governo não pode conceder nenhuma vantagem pecuniária e limitações de toda ordem em período eleitoral, combinadas com as lambanças da qualidade do leite, as autoridades responsáveis pelas boas práticas agropecuárias estão muito aquém das expectativas da população.
    Sem questionar o mérito das reivindicações da classe, o que não nos foi apresentado, podemos concluir que o movimento grevista é eleitoreiro e, nem quero pensar que no período em greve, vão exercer a função de cabo eleitoral para os seus correligionários.
    Quem viver verá.
    Até a próxima!

    04/09/2014 Leia...

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