RCN Online , revisado por IA - Santa Catarina - 15/07/2026 16:31 - Visualizações: 14
FIESC alerta sobre os impactos do novo tarifaço dos EUA nas indústrias exportadoras de Santa Catarina, com possíveis perdas de competitividade.
A Federação das Indústrias de SC (FIESC) alerta para os riscos do novo tarifaço norte-americano, que entrará em vigor em 15 de julho de 2026. O estudo da entidade indica que o novo regime aduaneiro pode impactar negativamente as vendas externas e a competitividade dos produtos catarinenses no mercado americano. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destaca que a economia do estado já sofreu com a primeira fase do tarifaço, que resultou na perda de cerca de 7,6 mil empregos formais. A nova estrutura tarifária altera as alíquotas, reduzindo a tarifa nominal máxima de 50% para 37,5%. No entanto, a tarifa efetiva, que reflete o impacto real sobre a competitividade, cairá de 47,8% para 35,9%. O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, ressalta que essa redução aparente esconde um cenário adverso, pois concorrentes internacionais do Brasil terão tarifas mais baixas. Durante o primeiro tarifaço, as exportações de SC para os EUA caíram 38,29%. Após a Suprema Corte dos EUA invalidar as tarifas, houve uma recuperação gradual, mas o novo pacote de sobretaxas adicionais de 25% pode consolidar a retração das exportações em cerca de 40%. A análise da FIESC mostra que 518 produtos catarinenses perderão competitividade, enquanto 608 terão ganho. O complexo de madeira exemplifica essa situação, com produtos como portas e molduras de madeira enfrentando maior dificuldade no mercado.
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