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CDL justifica embarque em Florianópolis, revelando fragilidades na operação regional

SC em Pauta , revisado por IA - Lages - 03/09/2026 06:11 - Visualizações: 42

CDL justifica embarque em Florianópolis, revelando fragilidades na operação regional

A CDL de Lages justificou a escolha de embarcar em Florianópolis, expondo fragilidades na operação do Aeroporto Regional da Serra Catarinense.

A CDL de Lages justificou a viagem de dirigentes e associados a Florianópolis, de onde embarcaram em um voo da GOL com destino à Paraíba. A entidade participa de campanhas pela manutenção dos voos no Aeroporto Regional da Serra Catarinense. Segundo a manifestação, os horários disponíveis a partir de Correia Pinto não permitiam conexões adequadas à programação da viagem, tanto na ida quanto no retorno. Além disso, havia uma ‘diferença significativa’ no valor das passagens, especialmente por se tratar de um grupo. Os argumentos ajudam a explicar a decisão, mas expõem uma fragilidade na operação da AZUL, que, segundo o governador, exigiria um esforço coletivo para superar essa fase. O voo regional não se mostrou competitivo em aspectos fundamentais para qualquer passageiro. A CDL reconhece que o fortalecimento do aeroporto depende de uma operação ‘cada vez mais competitiva’ e adequada às necessidades da região. Dirigentes e associados não têm obrigação de utilizar Correia Pinto em todas as viagens, e cada passageiro pode escolher a alternativa mais conveniente. Se as condições oferecidas justificaram que um grupo ligado a uma das entidades defensoras da rota viajasse cerca de 220 quilômetros até Florianópolis, é razoável considerar que os mesmos fatores influenciam outros passageiros. O alerta já havia sido feito pelo governador Jorginho Mello no voo inaugural, em novembro do ano passado, quando afirmou que o Estado subsidiaria a operação até o final de 2026, mas cobrou esforço da região para garantir sua sustentabilidade. A CDL apresentou razões plausíveis para escolher Florianópolis, e essas razões expõem o tamanho do desafio. Se até quem trabalha pela manutenção do voo encontra condições que tornam mais conveniente utilizar outro aeroporto, o problema não está apenas em convencer a Serra de que precisa do voo, mas em tornar o voo competitivo o suficiente para que a própria Serra queira utilizá-lo.

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