Jornal Imagem - Florianópolis - 22/09/2026 14:12 - Visualizações: 47
Por Daniela Reinehr, deputada federal (PL/SC)
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Durante um ato político em Florianópolis, o presidente Lula afirmou que o agronegócio catarinense deveria não apenas votar nele, mas “se ajoelhar” em reconhecimento aos recursos destinados pelo Governo Federal ao setor. A declaração foi arrogante, desconexa e revela como o PT enxerga o dinheiro do contribuinte: como se pertencesse ao presidente e pudesse ser usado para cobrar submissão e voto.
O agricultor só se ajoelha diante de Deus. Não diante de presidente, partido ou da empáfia.
Lula também precisa entender que Plano Safra não é presente. É política pública de crédito que o produtor contrata, paga com juros e devolve integralmente. São recursos que deveriam chegar ao campo porque o agro produz alimentos, gera empregos, recolhe impostos e sustenta a economia brasileira.
Mas anunciar bilhões não significa garantir dinheiro no banco. Na agricultura familiar, muitos produtores procuram o Pronaf para custear a produção e encontram recursos insuficientes, demora na liberação ou linhas esgotadas. Crédito que chega depois do plantio não salva a safra.
No seguro rural, a situação é ainda mais grave. Agricultores contrataram apólices contando com a subvenção federal, pagaram sua parte e depois receberam boletos cobrando também o valor que deveria ser assumido pelo governo. Em Santa Catarina, a meta oficial para 2025 era atender 9.195 produtores, mas apenas 1.724 foram alcançados, menos de 19% do previsto.
Enquanto Lula fala em abundância, famílias rurais precisam tirar dinheiro do orçamento doméstico para cobrir uma responsabilidade que o governo dele não cumpriu. Não por acaso, entre 2021 e 2025, a área plantada protegida pelo seguro rural caiu mais de 76%, deixando o produtor ainda mais exposto a secas, enchentes e geadas.
Também não existe motivo para comemoração entre os produtores de leite. Em Santa Catarina, cerca de 2 mil propriedades deixaram a atividade em 2025, pressionadas pelos custos elevados, pelos preços insuficientes e pela concorrência desleal dos produtos importados.
Foi para enfrentar essa realidade que apresentei o PL do Leite, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado para comercialização como leite fluido no Brasil. Também trabalhamos, no Congresso, para garantir mais recursos ao seguro rural e proteger quem produz dos prejuízos provocados pelos eventos climáticos. Além de atuarmos para aprovar a renegociação das dívidas rurais.
O campo não pede privilégios. Pede respeito, crédito disponível, seguro rural, segurança jurídica e condições justas para trabalhar e competir.
Os agricultores brasileiros não estão de joelhos diante de Lula. Estão de joelhos, pedindo a Deus força para não desistir da atividade rural, para enfrentar dívidas, perdas e a omissão de um presidente que anuncia muito e entrega pouco ou nada! Estão de joelhos pedindo a Deus que os liberte dessa política que insiste em matar a galinha dos ovos de ouro e em denegrir publicamente o agro e o povo catarinense.
O agro não se ajoelha diante de político. O agro trabalha, produz e sustenta o Brasil. E merece respeito. Muito!
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