Múltipla , revisado por IA - 30/10/2026 10:59 - Visualizações: 80
Deputados de SC condenam boicotes a comércios após eleições, enquanto o MPSC investiga denúncias de violência político-partidária.
Deputados da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) condenaram, nesta quinta-feira (29), listas que circulam em grupos de WhatsApp pedindo boicote a comércios de quem votou diferente no segundo turno das eleições. O deputado Fernando Krelling (MDB) trouxe o assunto à tribuna, afirmando que o movimento é desnecessário e comparando a prática ao nazismo. Ele destacou que a sociedade está perdendo o senso de responsabilidade ao adotar esse tipo de comportamento.
Krelling, que se declarou de direita, enfatizou a importância do respeito às opiniões divergentes e lamentou a inclusão de famílias nas listas de boicote. O deputado Neodi Saretta (PT) apoiou a posição de Krelling, afirmando que tais práticas ferem a liberdade econômica e devem ser investigadas. O deputado Rodrigo Minotto (PDT) também criticou a divisão política, enquanto Mário Motta (PSD) alertou que boicotar comércios prejudica a economia.
Paralelamente, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) começou a apurar denúncias de violência político-partidária, incluindo boicotes a estabelecimentos comerciais motivados por divergências políticas. A 40ª Promotoria de Justiça da Capital recebeu relatos de ameaças, discriminação e outras condutas ilícitas. O promotor Jádel da Silva Júnior afirmou que a atuação busca identificar situações em que divergências ideológicas ultrapassam o debate democrático, envolvendo intimidação e violência. O MPSC orienta que vítimas formalizem denúncias pelos canais institucionais.
Com informações de: Jornal Razão, Diário do Iguaçu