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Revendo o passado

Jornal Imagem - Santa Catarina - 11/05/2026 10:51 - Visualizações: 27

Revendo o passado

Dia da Vitória

1944 - Tomada de Montese - Itália – Todas as etnias “Tuti bona gente” A participação do militar brasileiro na Segunda Guerra Mundial foi composto de diversos grupos, desde o oficial de carreira das Forças Armadas até o filho do imigrante e o indígena, que em muitos casos não acompanhavam com interesse o debate se o Brasil deveria ou não entrar no conflito. Quanto ao envolvimento do índio, foi em um número reduzido, porém, não significa que não houve importância. Esses indígenas febianos, assim como todos os outros brasileiros, que partiram para a Itália saíram do País para lutar em nome do Brasil e merecem o reconhecimento. Reconhecimento esse que o soldado brasileiro teve pouco em relação ao governo. A FEB antes mesmo de chegar ao Brasil, foi desmobilizada, e muitos dos soldados foram ignorados pelos governantes, após a chegada ao País. Negros e mulatos representaram cerca de 30% da FEB na Segunda Guerra Mundial Durante a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente 30% dos soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) eram negros ou mulatos, segundo estimativas de veteranos. Embora o Brasil não contasse com estatísticas raciais oficiais — uma lei de 1937 proibia a menção de raça em documentos públicos —, a presença significativa de combatentes negros contrasta com a política de segregação adotada por outros países aliados, especialmente os Estados Unidos. A FEB foi a única grande unidade militar aliada na guerra que não era segregada racialmente. Enquanto isso, na mesma frente de batalha, no norte da Itália, a 92ª Divisão de Infantaria do Exército americano era composta exclusivamente por soldados negros, mas comandada por oficiais brancos. A divisão ficou conhecida como "Divisão Búfalo", em referência ao apelido atribuído a soldados negros por povos indígenas no século 19, que comparavam sua aparência à do animal. “O número de negros e mulatos na FEB provavelmente estava em torno de 30%”, afirma o veterano Luiz Paulino Bomfim, que atuou como oficial de informação e posteriormente como oficial de ligação com a 10ª Divisão de Montanha dos Estados Unidos — esta, por sua vez, formada majoritariamente por brancos e com alta concentração de universitários, entre eles o futuro senador republicano Robert Dole. A segregação no Exército americano só começou a ser desfeita durante a Guerra da Coreia (1950–1953), anos antes do fim da segregação racial nas escolas dos EUA. Segundo Jehu Hunter, ex-combatente da 92ª Divisão e ex-presidente da associação de veteranos da unidade, “não poderia haver nenhum oficial negro em posição superior a um branco. O Exército era apenas uma extensão da segregação que tínhamos em casa. Nós éramos como uma colônia dentro dos EUA.” Leria esta História e muito mais no livro “Negros & Índios” do Sargento Euclides Staub e do Coronel Flávio Pansera.

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