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Mais de 30 milhões de crianças no Brasil enfrentam riscos climáticos alarmantes

Múltipla , revisado por IA - 08/10/2026 11:15 - Visualizações: 93

Mais de 30 milhões de crianças no Brasil enfrentam riscos climáticos alarmantes

Mais de 30 milhões de crianças no Brasil estão expostas a riscos climáticos, com eventos extremos já afetando a educação de 1,17 milhão delas. O Unicef alerta para os impactos do El Niño 2026-2027.

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Uma nova análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que mais de 30 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, o equivalente a seis em cada dez, estão expostos a dois ou mais riscos climáticos. Desses, cerca de 16 milhões convivem com três ou mais ameaças. O alerta considera os possíveis impactos do fenômeno El Niño 2026-2027, que influencia os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do país.

Eventos climáticos extremos já afetaram a educação de 1,17 milhão de crianças e adolescentes. Em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul impactaram 741 mil estudantes, enquanto a seca extrema na Amazônia atingiu 436 mil. O Unicef destaca que a intensidade dos efeitos do El Niño pode ser agravada pelas mudanças climáticas e pela degradação ambiental, além de depender das condições ambientais e da capacidade dos serviços públicos de se preparar e responder às emergências.

Um boletim divulgado em 1º de setembro por órgãos oficiais aponta mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno atinja intensidade muito forte entre setembro e novembro. Para esse período, há previsão de chuvas abaixo da média no Norte e Nordeste e acima da média no Sul, além de temperaturas elevadas em praticamente todo o país, o que pode prolongar condições favoráveis a queimadas.

Crianças são particularmente vulneráveis a problemas de saúde decorrentes de calor extremo, desidratação e doenças favorecidas por alterações climáticas. Secas e enchentes podem comprometer a qualidade da água e dificultar o acesso aos serviços de saúde. O Unicef recomenda o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a continuidade da vacinação e a preparação de insumos essenciais antes da ocorrência de emergências. Além disso, a insegurança alimentar pode aumentar devido a perdas agrícolas e elevação dos preços dos alimentos, o que requer monitoramento nutricional e identificação precoce de crianças em risco.

Com informações de: Portal SMO, ClicRDC

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