WH3 Noticias , revisado por IA - 06/08/2026 14:33 - Visualizações: 22
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 82% em julho, o maior percentual da série histórica, segundo a CNC.
O endividamento das famílias brasileiras alcançou 82% em julho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Este é o maior percentual registrado desde o início da série histórica. O índice subiu 0,4 ponto percentual em relação a junho, quando estava em 81,6%. Comparado a julho de 2025, quando 78,5% das famílias tinham dívidas, houve um aumento de 3,5 pontos percentuais. O indicador acumula seis meses consecutivos de recorde. As principais modalidades de dívida incluem cartão de crédito, financiamentos, empréstimos pessoais, cheque especial e carnês de lojas. Apesar do aumento no número de endividados, a inadimplência caiu de 29,9% para 29,8% entre junho e julho. Este resultado ocorre após o início do programa Desenrola 2.0, que visa a renegociação de dívidas. Em julho, 19% das famílias relataram ter mais da metade da renda comprometida com dívidas, o maior nível desde março. Em média, os endividados destinam 29,5% da renda mensal para quitar compromissos financeiros. O cartão de crédito é uma das principais preocupações, com especialistas alertando que o aumento do acesso ao crédito não implica em redução de custos. Famílias com renda de até três salários mínimos são as mais afetadas, com 84,9% endividadas e um aumento na inadimplência de 38,3% para 38,5%. Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento é de 72%, mas a inadimplência caiu de 15,4% para 15,1%. A CNC observa sinais positivos, como a redução no tempo médio de atraso das dívidas, que caiu para 64,6 dias, o menor desde dezembro de 2025. No entanto, o volume elevado de dívidas continua a pressionar o orçamento das famílias e pode impactar o consumo e a economia nos próximos meses.
06/08/2026 17:46